Nada Mais Que A Verdade

A edição da revista Exame de 22/10 trouxe uma matéria que conta histórias de empresas que não falam a verdade. Os exemplos vão desde Hollister, marca de fast fashion americana, Diletto, marca de sorvetes nacionais, Sucos Do Bem, entre outras.

A Diletto conta que a marca nasceu da herança das receitas de Gelato (sorvete para os Italianos) do avô que veio da região do Vêneto na velha bota. A Do Bem diz que comercializa sucos provenientes de fontes orgânicas (as laranjas vêm de uma fazenda que o dono chama-se Francisco). A mais absurda de todas as histórias é a da Hollister. Diz a estória na matéria da Exame:

“Hollister foi criada em 1922 pelo americano John Hollister. Filho de banqueiro, ele se formou na Universidade Yale, trabalhou numa plantação de borracha na Indonésia e casou com uma jovem local. No caminho de volta para casa, se encantou com o trabalho dos artesãos das ilhas do sul do Pacífico.

Só que a marca foi criada pela empresa Abercrombie & Fitch em 2000 (!).

O storytelling é um método de contar uma história que muitas marcas vêm recorrendo recentemente e que as marcas acima usaram para contar as suas histórias ou versões. Há exemplos muito bons por aí como o lançamento do iogurte Danio da Danone aqui no país.

Uma empresa nacional que criou uma história fantástica é a Natura. A empresa tem vários projetos de preservação ambiental, como o Natura Ekos, que ajuda as comunidades locais e a natureza, uma prova que o desenvolvimento sustentável é possível.

Chegar ao nível da Natura é muito difícil pois é necessário ter uma estrutura gigante de logística e negócios. E os preços podem ser mais caros. Mas a empresa fixou na mente dos consumidores que se preocupa com a natureza e com as comunidades locais.

Produtos da linha Ekos da Natura

Produtos da linha Ekos da Natura

Uma coisa é contar uma história romanceada outra é inventar uma totalmente irreal e toma-la como verdadeira. É perigoso e pode queimar os negócios. Exemplo é o viral da Nokia de dois anos atrás, o Perdi Meu Amor Na Balada.

O editorial do M&M dessa semana destaca isso. O especialista americano Robert McKee diz que “Eticamente não é uma boa opção falsificar um mito em torno da sua empresa. E em termos práticos também não. Vivemos hoje em um mundo onde tudo pode ser buscado e investigado. Uma hora, a mentira em torno da história irá aparecer.”.

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Orkuticídio

Hoje, dia 30/09, sai do ar a primeira rede social que teve grande Impacto no Brasil, o Orkut. Nestes últimos 10 anos, o Orkut teve enorme importância na Internet brasileira e vida cultural de toda uma geração.

Comunidades pipocavam sobre os mais variados assuntos, úteis e inúteis. Músicas foram criadas sobre o tema, sites usavam as besteiras que os usuários postavam. Vários termos foram criados, como Orkuticidio (pessoas que saiam da rede), e Orkutizado (fenômeno que ocorre quando os usuários do orkut migram para outro site). Hoje, na sua data de morte, ele se transformou em um museu das suas comunidades.

Orkut vira um museu das suas comunidades

Orkut vira um museu das suas comunidades

Em 2004, quando surgiu, o site era apenas em inglês e funcionava como as redes sociais são hoje (conectar pessoas, conversas, etc.). Seu grande diferencial, talvez, eram as comunidades que funcionavam como fóruns de discussão de assuntos.

O site nasceu como um projeto paralelo do engenheiro Orkut Büyükkökten, turco que trabalhava no Google. A empresa incentiva que os funcionários usem uma parte do tempo de trabalho em projetos que não necessariamente tem haver com o trabalho do dia a dia mas podem se tornar algo concreto. E o Orkut foi um desses casos. A rede social sempre foi um site “beta”, ou seja, nunca esteve realmente pronto.

O enorme sucesso do Orkut se deve, em parte, ao fato que no começo apenas quem era convidado podia acessar e se conectar à rede social e isso gerava uma sensação que estavam participando de um clube.

Os dois grandes problemas do Orkut eram que não coibia os spans nas comunidades, mas principalmente o site não pegou nos EUA, ele era popular apenas aqui no Brasil e na Índia. As redes sociais que reinavam nos EUA na época eram o My Space e depois o Facebook (e continua dominando o mercado de lá e do mundo todo).

Como não era popular no principal mercado do mundo, o Google não deu a devida atenção ao site e o mercado brasileiro era uma grande oportunidade para quem queria entrar no setor. Um dos primeiros concorrentes a tentar se aproveitar foi o UOLkut, do UOL. Outros foram o Sonico, site argentino e o Twitter.

Mas quem conseguiu ultrapassar foi o Facebook, o feice. Demorou um pouco para ele conseguir ser a primeira rede social no país. Começou em 2008 quando criou uma versão para o português daqui. No ano seguinte, Mark Zuckerberg veio ao país e em 2011 abriu um escritório em São Paulo. Em 2012, Zuckerberg conseguiu superar o Orkut e tornar o Facebook o principal site de relacionamento do país.

Enquanto isso o Google criava uma nova rede social, o Google+. Mas o + não chega a ser uma rede social propriamente, é muito mais um sistema que abrange todos os serviços do Google (Gmail, YouTube, Google Drive, etc.) em um só guarda-chuva, um grande Gmail.

Mesmo com uma tendência de queda dos usuários e abandonado pelo dono, muita gente ainda usava o Orkut. Segundo o comScore, o número de usuários únicos ativos em julho/ 2014 do Orkut é de 5.5 milhões.

O Google não entendeu o que era o Orkut. Quis criar uma rede social e matou uma audiência gigantesca que tinha no Brasil. Uma pena que isso aconteceu, pois o Google podia aproveitar o grande diferencial do site que são suas comunidades que estimulavam discussões, úteis ou inúteis.

No Facebook, todos tentam mostrar algo que muitas vezes não são, uma vida artificial. Na rede de Zuckerberg, há um serviço de grupos que teoricamente funciona como uma comunidade, mas as postagens não contam com mesmo sistema e funciona basicamente como um feed de notícia do grupo. O Twitter é muito bom para saber o que está acontecendo no momento, sem muito espaço para diálogo.

Quem pode se beneficiar com isso é uma rede social russa, a VK que conta com cerca de 100 milhões de usuários no mundo e um sistema de comunidades parecido com o Orkut. Este ano a rede viu um crescimento de cerca de 2.000% do número de Brasileiros que acessam o serviço.

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2013 in review

The WordPress.com stats helper monkeys prepared a 2013 annual report for this blog.

Here’s an excerpt:

The concert hall at the Sydney Opera House holds 2,700 people. This blog was viewed about 8,800 times in 2013. If it were a concert at Sydney Opera House, it would take about 3 sold-out performances for that many people to see it.

Click here to see the complete report.

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O Porquê de A Coca-Cola Ser A Marca Mais Valiosa do Mundo

[Atualização: Segundo o ranking 2013 da Interbrands a Coca-Cola é a terceira marca mais valiosa do mundo, superada pela Apple e pelo Google]

Quando estava na faculdade um professor mostrou um case de uma marca de refrigerantes que tinha sofrido acusações de fazer crianças passarem mal. Isso foi em 1999 e a marca era a Coca-Cola.

Anúncio da Coca-Cola do começo do século XX: a fórmula é o marketing e a marca

Anúncio da Coca-Cola do começo do século XX: a fórmula é o marketing e a marca

Na época, a empresa demorou um pouco para agir, mas retirou das gôndolas de supermercado todos os seus produtos – incluso Sprite, Fanta, entre outras marcas da empresa. Segundo reportagem da Veja na época, descobriu-se depois que a causa vinha de um lote de latas suspeitas que tinham viajado acomodadas em estrados de madeira recém-tratados com um forte fungicida, que se impregnou nelas. Sentiu-se mal quem aspirou o cheiro muito de perto ou quem levou à boca a mão que tinha encostado na lata.

Nesse ano a Coca-Cola sofreu algo semelhante. Um suposto caso de um rato em uma garrafa de Coca-Cola, algo que ocorreu em 2000 e foi noticiado na Record em setembro/2013.

A empresa soltou uma nota na imprensa se defendendo e contestando as acusações. Na nota, é colocado o link para o processo do consumidor contra a empresa. A última ação foi um vídeo de como é a produção dos refrigerantes intitulado “Conheça a Verdade Sobre Coca-Cola”. No filme é mostrado cada processo de produção do refrigerante e, no fim, convida o consumidor a visitar a fábrica.

A retirada das latas e garrafas das embalagens feita pela Coca em 2003 e a reação ao caso do rato na garrafa mostra a preocupação da empresa com a marca. Sempre que ela é ameaçada, a Coca-Cola corre para defender-se.

Na ocasião da Bélgica em 2003, a marca foi arranhada e houve um prejuízo na Europa, mas foi contida. O ocorrido deste ano ainda não foi mensurado, mas é possível dizer que é muito difícil que haja algo mais sério para a marca.

Por essas e outras razões, a fórmula da Coca-Cola continua sendo a Marca. Ela continua como a mais valiosa do mundo pelo ranking da consultoria Interbrands (a Coca-Cola está há 13 anos consecutivos) – ranking de 2013 ainda não saiu – deve sair em outubro/2013.

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Sobre Cavalos e Bois – Timing É Tudo

Tudo começou com uma queixa de que a carne de uma lasanha congelada, que deveria ser bovina, estava com carne de cavalo. Isso foi na Inglaterra e se espalhou por toda a Europa e já tem amplitude global, com alcance inclusive em empresas Brasileiras.

Reprodução site do McDonald's EUA.

Reprodução site do McDonald’s EUA.

Aproveitando – ou não – o assunto, a rede McDonald’s lançou a campanha “Além da Cozinha” que mostra a origem dos alimentos que são usados na preparação dos lanches em uma série de três vídeos com a participação dos fornecedores da rede abrigados em um hotsite dentro do site da empresa, além de um filme para TV. Os filmes mostram como os produtores dos ingredientes trabalham, quais são os elementos essenciais no trabalho para produzir o hambúrguer, batata, etc.

O alcance da campanha é global. No site da rede nos EUA  há vídeos seguindo a mesma linha, assim como Argentina e outros países. O site da campanha americana é o melhor, muito mais criativo.

mcdonalds

Reprodução de uma matéria da Exame sore o problemas da carne de cavalo com anúncio do McDonalds

O timing da campanha do McDonald’s é algo impressionante. Não se faz uma campanha como essa do nada, apenas para aproveitar as notícias de carne de cavalo na Europa. A empresa fez pesquisas e percebeu que o consumidor está mais preocupado com a origem do que come.

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O Presente É Um Remix

OBS.: Esse post começou a ser escrito em novembro de 2011. Não tive tempo de terminá-lo. Algumas coisas relacionadas a ele surgiram nesse meio tempo e adicionei ao texto. Aproveitem.
 

No SWU 2011, a última noite foi do rock. Do alternativo Sonic Youth (que teve seu fim anunciado posteriormente) ao som pesado do Trash Metal do Megadeth. Mas a noite era do grunge e outras bandas que estouraram no começo dos anos 90. Na sequência final foram: Stone Temple Pilots, Alice In Chains e Faith No More. De bandas/ artistas que tem menos de dez anos de estrada nesse SWU que fizeram barulho estão apenas Black Eyed Peas e Kanye West.

Na abertura e no encerramento das Olimpíadas de Londres 2012, a maioria das bandas era de artistas que surgiram entre 1960 e 1990. Das bandas dos anos 2000, só Arctic Monkeys que tocou uma música própria.

O jornal britânico The Guardian sugeriu que os britânicos ainda estão presos nos anos 1990:

Nineties music seemed to eradicate what had come before byits freshness and its inclusivity. Grunge pushed past macho rock in search of a more feminine centre, while Britpop and hip-hop thrillingly revealed local scenes sub-cultures and . Pop fizzed with a luminous effervescence as it mixed with international club culture and postmodern lyrical conceits.

But in 2012, that doesn’t matter. As old music outsells new and bands who had one hit in 1992 re-form, we are living in an age not just of retromania but also collective gaslighting, where every pop culture memory is a good one.

Vivemos uma época estranha. A maioria das bandas novas só requentam estilos musicais das décadas passadas. Começou com os anos 1960, depois a influência veio dos anos 1970, 1980 e agora é a vez dos anos 1990. O problema não é ser influenciado por outros anos, mas não trazer verdadeiramente nada de novo. O último estilo musical a trazer algo de novo foi grunge, que agora volta a influenciar tudo, da música à moda (quem não percebeu a proliferação das camisas xadrez?).

Nos anos 1990, depois do grunge cair em decadência, quem surgiu foi o Britpop, com Oasis, Verve e Blur. Essas bandas bebiam tanto dos Beatles como das bandas inglesas dos anos 1980 – principalmente Joy Division e Smiths. Os irmãos Gallagher do Oasis disseram uma vez que das 100 melhores músicas do mundo, 99 eram dos Beatles, a única exceção era Wonderwall (do próprio Oasis).

O excelente blog Estalo disse em um post:

Se olharmos para as décadas passadas, cada uma tem sua característica marcante: os vestidos de bolinha dos anos 50, o hippie dos 70 e até o estilo bizarro dos 80 tem seu valor. A partir dos anos 90 parece que essa identidade foi se perdendo. Qual a característica marcante na moda, comportamento ou música dos anos 90? Não consigo dizer uma coisa forte… sei lá, a música eletrônica pode ser? E dos anos 2000? Menos ainda.

O post se referia à onda vintage, que é trazer de volta um estilo do passado aos dias de hoje – a palavra vintage vem de idade do vinho. De meados dos anos 1990 para cá, várias tendências do passado vem voltando, não só na música, mas na indústria de bens de consumo em geral. Um exemplo disso é a marca Adidas Originals, que traz ao presente estética de produtos lançados nos anos 1970 e 1980.

Modelos de tênis da Adidas Originals

A onda do vinil que ressurgiu  há pouco é mais um exemplo dessa onda vintage. Agora a moda é o revival das câmeras de filme.

Para a indústria essa volta ao passado é boa para os negócios porque não tem que gastar muito com pesquisas de novos designs. É só usar a estética de décadas passadas com ar mais jovial e lançar um produto com apelo vintage. Na indústria automobilística, os carros Mini Cooper, o VW New Beatle e o Fiat 500 são outros exemplos de produtos com estética do passado.

Na propaganda é a mesma coisa. A Axe relançou há pouco tempo o comercial Axe Elevador.

Até aplicativos de celular tem uma pegada vintage. O Instagram, um aplicativo fotográfico para iPhone que foi pensado como uma foto instantânea da Polaroid – “Insta” vem de Instant (instantâneo), e “gram” vem de Telegram (telegrama).

When we were kids we loved playing around with cameras — we loved how all the old Polaroid cameras marketed themselves as “instant” (something we take for granted today).

O Instagram tem uma série de filtros que pode deixar a foto com uma aparência de foto antiga.

Instagram

Alguns dos filtros do Instagram

Na segunda, dia 17/09, a Nestlé relançou seu chocolate líder de vendas durante os anos 1980, o Lollo. O chocolate foi descontinuado em 1992 em razão do alinhamento internacional da marca para a marca Milkybar, que não emplacou e ficou restrito a uma miniatura dentro da caixa de bombons da Nestlé

Lollo volta agora para as prateleiras de supermercado e mostra que isso tudo é uma tendência, não um modismo ou onda passageira.

A volta do Lollo

A volta do Lollo

Segundo especialistas, como vivemos em uma época em que tudo muda muito rapidamente, onde tudo é fragmentado, perdemos o referencial atual do que seguir. Então, surge o passado como um porto seguro.

No cinema o filme Meia Noite em Paris de Woody Allen, aborda esse culto ao passado. No filme, o protagonista é apaixonado pela Paris dos anos 1920. Na história, ele vai aos anos 1920 e conhece grandes escritores e pintores, além de uma mulher, que é apaixonada pela Belle Époque.

A moral do filme é que o passado soa melhor pois no presente temos pequenas desilusões e contratempos, enquanto que no passado sempre nos lembramos das boas coisas que aconteceram.

Mais aqui, aqui, aqui e aqui.

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O Desempregado Do Ano Em Um Mundo Sem Rumo

Não é de hoje que algumas marcas usam polêmicas para vender. A Benetton, marca italiana de roupas famosa por campanhas nos anos 1980 e 1990, lançou hoje o projeto “Unemployee Of The Year” (Desempregado do Ano). O objeto é mostrar que o emprego não é o que define alguém, mas a sua luta e determinação. O projeto abrange também um concurso que irá ajudar jovens empreendedores.

O Desempregado do ano

O Desempregado do ano

A polêmica é alma da Benetton. Ano passado eles lançaram a campanha Unhate que pregava o fim das animosidades entre as pessoas e povos. Nas peças, lideres mundiais, muitas vezes adversários, apareciam se beijando. Ganhou até GP em Cannes esse ano.

Diferentemente das ações dos anos 1980 e 1990, essas campanhas tem um ar engajado que beira o politicamente correto. Foi a saída que a empresa italiana encontrou para atualizar a polêmica nos dias de hoje.

Mas essa campanha do “Desempregado do ano” é bem melhor que a do Unhate. Ela envolve multi-plataformas e dá a oportunidade para jovens empreendedores.

Vivemos hoje em um mundo sem rumo. EUA em lenta recuperação econômica. A Europa está em crise eterna há 5 anos. Na Espanha são 25% de desempregados. A Grécia derrete na especulação e na dívida. A Itália está quase quebrada. A Alemanha não aceita pagar a conta sozinha. Os governos não se acertam para resolver a questão. E no meio de tudo, os povos desses países.

A campanha atual da Benetton cai como uma luva, já que boa parte das vendas da empresa vem da Europa e EUA. Essa campanha soa atual, apela um pouco para a emoção, tenta ser politicamente correta ajudando jovens.

Isso mostra também que a Benetton está sem rumo. Ela perdeu o tom inovador de Oliviero Toscani e está requentando polêmicas. O GP em Cannes aparece muito mais como uma homenagem ao que foi feito em outros tempos do que agora. Outras marcas como a Disel são muito mais inteligentes e estão bem a frente das campanhas atuais da Benetton. Triste que uma marca que foi tão boa para a propaganda não se atualize como deveria.


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