Jornais em SP

Em 2009 o mercado de jornais impressos na maior cidade do Brasil sofreu grandes mudanças. Um dos jornais mais antigos do país, a Gazeta Mercantil de 90 anos desapareceu, e seu antigo controlador ainda tenta relançá-la, mas não sendo ele o controlador.

Um outro jornal tenta ocupar o lugar deixado pela Gazeta Mercantil. O Brasil Econômico foi lançado em outubro do ano passado. Ele é impresso em papel salmão – ou rosa como preferirem – em formato tablóide, assim como o jornal britânico Financial Times. O dono do jornal é o português Nuno Vasconcelos, presidente da holding Ongoing Strategy Investments. Ele é casado com uma brasileira, o que o possibilita ser dono de um jornal no país – para quem não sabe, estrangeiros só podem ter até 30% do capital de um veiculo de imprensa. O jornal é bom, só que ele tem menos texto que a Gazeta Mercantil, e mais foto.

Anúncio do novo jornal, o Brasil Econômico que estreiou em outubro

Ainda em outubro de 2009, o segundo jornal mais antigo do São Paulo, o Diário de São Paulo mudou de dono. O jornal pertencia as Organizações Globo (que agora se chama Infoglobo), que mudaram seu nome de Diário popular, para o atual. O novo dono é o empresário do Marketing esportivo J Hawilla, que é dono da Traffic. Hawilla também tem uma rede de jornais no Estado de São Paulo, a Rede Bom Dia. Ele já mantem relações com a Globo, pois é dono da TV Tem, afiliada da TV Globo no interior de São Paulo (região oeste, noroeste e norte do Estado).

Diário de São Paulo agora pertence a outro dono

No início de 2010, entra um novo jornal, o Mais é editado desde ontem. Ele é publicado pelo Grupo Lance – o que já publica o diário esportivo Lance, e é destinado para a classe C. O Mais está, atualmente, em processo de testes chamado de soft opening, e deve ser lançado oficialmente – quando a circulação passará a contar- na quarta, dia 27 de janeiro. o diário focado no publico da classe C vem em formato tablóide com até 28 páginas e 75 mil exemplares.

O Novo jornal popular não tem um concorrente direto. A faixa de jornais considerada popular tem preço até R$1, e cresceu muito nos últimos anos em cidades como Rio e Belo Horizonte, mas em São Paulo ainda era um mercado inexplorado. Em São Paulo há o fenômeno do jornal gratuito, comum no exterior, principalmente na Europa. Os dois principais jornais gratuitos de SP são o Destak e o Metro (Grupo Bandeirantes), mas eles não  ocupam a faixa de mercado da classe C e D. Eles são lidos pela classe AB, pois são distribuídos na região da Av. Paulista, Faria Lima/ Juscelino, principais saídas do Metrô, entre outros. Os que podem sofrer com a concorrência do novo jornal são o Jornal da Tarde (Grupo Estado), Diário de São Paulo, e Agora (Grupo Folha), todos custando R$1,50.

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Sobre grcastanho

Fiz este blog para expor minhas idéias sobre os mais variados temas, mas principalmente Marketing, Política, Economia e Artes em geral.
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