Twitter: Qual o Modelo de Negócio – II

Hoje o site de microblog Twitter não tem nenhuma fonte de receita, se mantém com dinheiro de investidores. Na visita de Biz Stone, um dos criadores do site, ele disse que uma das formas que empresa estudava para angariar recursos era através da venda de serviços para usuários corporativos. Agora, segundo o blog Zeros e Uns da Exame, o Twitter pode ser pago para usuários não corporativos.

twitter

Twitter no Japão pode ser cobrado

A idéia é quem tem contas premium cobre entre 1,15 e 11,5 dólares de outros usuários do Twitter para que esses vejam suas atualizações de seus posts, imagens, vídeos e links. Isso no Japão, através da subsidiária Twicco, que tem certa liberdade – segundo a Exame essa subsidiária é comandada por um grupo de investidores chamado Digital Garage, e é praticamente uma divisão à parte do resto do mundo, e geralmente é usada como um grande laboratório. O pagamento seria feito através de cartões de crédito, cartões pré pagos, ou ter os valores debitados nas contas telefônicas. O Twitter ficaria com 30% das transações.

No Brasil não sei se pegaria. Os tweets no país são sobre links de blogs ou matérias de algum grande portal, além links para fotos e vídeos. Há também tweets reclamando com alguém (políticos, por exemplo), conversando com um amigo, entre outros. Se a intenção é se mostrar para o mundo, seguir e ser seguido (há a opção de bloquear os seguidores), não há motivo para se cobrar de alguém. E outra, se for pago ninguém vai mais usar o Twitter.

Página Inicial do Twicco, subsidiária do Twitter no Japão

O blog Brainstorm9 fez uma crítica dizendo “que por consequência do modelo comercial baseado em mídia, herança péssima do mercado de publicidade tradicional, a internet no Brasil ganhou essa cultura de que não se paga por conteúdo“. Ele também fala que “porque lentamente a maturidade do mercado externo valoriza o conteúdo, e também porque o modelo agência + BV é cada vez mais fadado ao abandono“.

Bom, a TV, o rádio, e boa parte das notícias na Internet são de graça por causa da propaganda. Nós não pagamos pelo conteúdo das rádios e das emissoras de TV aberta porque quem paga a conta é o anunciante, e nosso único dever é assistir os filmes e ouvir os spots e jingles. E graças à propaganda os jornais não custam R$ 50 a edição (que seria mensal e com duas folhas).

Concordo com o que ele  (quem assina o post é Rodrigo Zannin) fala sobre o modelo de agência. Esse modelo ainda não entrou em crise ainda aqui no Brasil muito por causa da Globo, que só aceita negociar com agências que sejam do modelo tradicional – com todos os departamentos: criação, atendimento/ planejamento, pesquisa, produção, etc. Entretanto com a crescente perda de audiência da TV aberta, esse modelo vai cair em desuso, e assim irão ganhar importâncias as boutiques de planejamentos, as hotshops de criação e os bureaus de mídia.

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Sobre grcastanho

Fiz este blog para expor minhas idéias sobre os mais variados temas, mas principalmente Marketing, Política, Economia e Artes em geral.
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