De 0% a 45% ou Como a Hypermarcas Quer Ser a Unilever – II

Nessa quinta, dia 15/10/2010, a Hypermarcas concluiu  a compra da marca Hydrogen, que pertence ao Grupo Sílvio Santos (dele mesmo, o Homem do Baú). A Hydrogen é especializada em produtos de higiene e beleza para o público infantil, e tem produtos licenciados da Disney e Warner. A marca de Silvio Santos foi a primeira de uma onda de aquisições que a Hypermarcas fez no segundo semestre.

Logo da Hypermarcas

O mais recente anuncio de aquisições ocorreu semana passada, quando a empresa do ex dono da Arisco comprou as marcas, e fabricas, de preservativos Jontex, da Johnson & Johnson – que possuía a marca apenas no Brasil e a colocou à venda – e a Olla da empresa Inal (Indústria Nacional de Artefatos de Látex S.A). Antes dessa aquisição a Hypermarcas tinha 0% de participação no mercado de preservativo, e hoje tem incríveis 45%.

Um pouco antes de comprar as duas marcas de preservativos, a Hypermarcas comprou a  fabricante de fraldas Pom Pom, por R$ 300 milhões. A Pom Pom é líder em fraldas para adultos (30% de participação) e sétima colocada em fraldas infantis (3,5% do mercado). A maior adversária da Pom Pom no mercado é a multinacional Kimberly-Clark, que é líder em fraldas infantis e vice em adultas.

A agressividade da Hypermarcas assusta. Marcas que estavam esquecidas do grande público, como Monange, Avanço, Aquamarine, Très Marchand, entre outras, foram compradas, e a Hypermarcas investiu pesado em marketing, principalmente com celebridades, e vem ganhado mercado. Outras aquisições podem vir até o fim do ano, principalmente no mercado de produtos de higiene infantil.

A compra de marcas antes esquecidas, se alinha ao desejo do governo federal de construir grandes grupos nacionais fortes como os formados nos setores de papel e celulose  (com a compra da Aracruz pela Votorantim), carne (fusão de Friboi e Bertim/ e fusão de Perdigão e Sadia), Telecomunicações (Oi comprou a Brasil Telecom), entre outros. Na ocasião da compra das duas empresas de preservativos, o presidente da Hypermarcas, Cláudio Bergamo, disse que: “essa é uma indústria globalizada e o Brasil corria o risco de ficar de fora se a Johnson não vendesse para a Hypermarcas, um grupo nacional. As negociações fortalecem um setor fragilizado, que poderia correr o risco de desaparecer. Fomos de encontro com ao discurso do governo de defesa da indústria nacional“.

A empresa do ex dono da Arisco ainda tem muito a crescer. Seus maiores concorrentes são as multinacionais. Para atuar em todos os mercados que a Unilever – a Unilever não atua no setor farmacêutico -, e a Procter & Gamble, falta  a Hypermarcas comprar uma fábrica de sorvetes, e prioritariamente se expandir para a América Latina. A Hypermarcas deve ser uma empresa global.

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Sobre grcastanho

Fiz este blog para expor minhas idéias sobre os mais variados temas, mas principalmente Marketing, Política, Economia e Artes em geral.
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