TV Paga Não Aproveita Crescimento da Classe C

Via m&m online:

A Agência Nacional do Cinema (Ancine) calcula que o alcance da TV por assinatura no Brasil está muito aquém do seu real potencial. Segundo Manoel Rangel, diretor-presidente da entidade, apesar do crescimento constante, o mercado ainda não encontrou a estratégica correta para se dar um salto quantitativo na base assinantes.

Ainda segundo o diretor-presidente da Ancine, “A inserção da classe C na base de assinantes tem que ser viabilizada, já que, em 2009, ela representa 48,37% dos domicílios do país”.  Ele vislumbra um mercado de cerca de 26,5 milhões de assinantes, ou cerca de 56,7% dos domicílios urbanos. O presidente da Ancine criticou ainda o preço dos pacotes: “Os preços (da TV por assinatura no Brasil) estão entre os mais caros do mundo. Os brasileiros têm uma oferta menor de canais e pagam mais por serviço similar em relação à Espanha, Portugal, Chile e Argentina

Ultimamente, as duas principais empresas de TV por assinatura do país, a Net e Sky, que detém 73% do mercado, estão investindo em alta definição (HD), e oferecem o serviço, prioritariamente, para assinantes.

No evento da ABTA 2009, o vice-presidente do Grupo Bandeirantes (que tem dois canais fechados, a Band News e Band Sports), Paulo Jafet criticou a estratégia das duas maiores empresas do setor que apostam na alta definição, “Acho que o consumidor iria preferir uma oferta mais barata de canais que coubesse no bolso dele (do que a alta definição). E (para as operadoras) seria mais interessante ir de 6,5 milhões de assinantes para 13 milhões do que entregar conteúdo em alta definição para 500 mil que já estavam na base de assinantes“, e completou, “O HD foi inventado pela indústria eletroeletrônica para renovar os parques de equipamentos saturados, e o público engoliu. Isso aumentou os custos de todos na cadeia, e o consumidor vai acabar pagando a conta“.

Hoje, o número de usuários gira em torno de 6,4 milhões, pouco para um país de 191,5 milhões de pessoas – só o Estado de São Paulo tem 41 milhões. Um aumento na base de assinantes seria benéfica para todos os envolvidos: consumidores, as operadoras (que terão mais clientes), e para os canais (que terão mais audiência, e assim teriam condições de aumentar o faturamento com publicidade).

As informações são do m&m online.

Mais sobre TV paga aqui e aqui.

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Sobre grcastanho

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