Financial Times Cobrará Por Acesso Ao Site

Depois do magnata da mídia Rupert Murdoch afirmar que cobrará pelo acesso aos sites de seus jornais, agora chega a vez de o tradicional diário econômico britânico Financial Times (FT). O diário planeja cobrar pelo acesso ao site até o verão (do hemisfério norte) do ano que vem. Mas haverá algumas diferenças.

Home do site do FT.com

Home do site do FT.com

Hoje o acesso as matérias e artigos do site é limitado a 10 artigos por mês para quem é registrado no site (são 1,4 milhões), há pacotes de assinaturas anuais entre US$ 250,00 (£150,00) e US$ 330,00 (£199,00), e há o “sampling” na qual os usuários podem ver dois artigos por mês, sem necessidade de registro.

O modelo proposto é  uma espécie de “pay-per-article“, ou seja, paga-se pelo que se lê. Assim, deverá haver mudanças no site. O controlador do FT, segundo o m&m online e o The Guardian, está vislumbrando um sistema de pagamento online que ofereça um processo simples e amigável, como a Amazon e o iTunes. Alguns artigos poderão ser disponibilizado de forma gratuita.

Segundo o diretor do diário britânico Rob Grimshaw, “We are looking at pay per view and we do want to offer users the broadest range of options for accessing FT content on the website” (“Estamos analisando o pay-per-view, e sim, queremos oferecer aos usuários uma grande gama de acesso aos conteúdos do site do FT” em uma tradução livre).

Talvez funcione para o diário britânico. O FT é um jornal financeiro, e no mercado financeiro, informação pode significar oportunidade de ganhar dinheiro. O Wall Street Journal costumava cobrar o acesso a grande parte de seu conteúdo, mas depois de ser vendido para o News Corp. abriu o site para todos lerem.

Há uma tendência para a cobrança do acesso a sites jornalísticos, entre eles o New York Times. Com a perda de leitores, é preciso obter novas receitas. Entretanto, segundo o guru Chris Anderson, em seu recém lançado livro, Free – The Future of a Radical Price (“Grátis – o futuro de um preço radical”, numa tradução livre), afirma que o futuro não será assim. Os sites irão, basicamente depender de venda de anúncios (o livro fala de outras formas de remuneração), como uma TV, ou uma emissora de rádio.

Pode ser que por causa da crise e da perda de leitores das versões impressas, as empresas de comunicação tentem levantar recursos com a venda de pacotes para acesso aos sites. Mas se Anderson estiver certo, eles irão perder dinheiro na implantação desses sistemas.

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Sobre grcastanho

Fiz este blog para expor minhas idéias sobre os mais variados temas, mas principalmente Marketing, Política, Economia e Artes em geral.
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