A Loira Belgo/Brasileira de Obama

Depois de reclamar da prisão do acadêmico de Harvard Henry Louis Gates pelo policial James Crowley, o presidente norte americano Barack Obama recuou devido à repercussão do caso, e convidou os envolvidos para tomar uma cerveja na Casa Branca junto com o vice Joe Biden. Acabada a polêmica das declarações, surgiu outra, agora da cerveja.

Obama recebe na Casa Branca os envolvidos na polêmica

Obama recebe na Casa Branca os envolvidos na polêmica

Obama deixou que o encontro fosse fotografado com os que participaram do encontro, e com uma nota publicada pela assessoria da Casa Branca que ele iria tomar a cerveja Bud Light, a nova polêmica começou. Uma das reações foi do deputado do estado de Massachusetts Richard Neal, que enviou uma carta ao presidente para que fosse escolhida uma cerveja do país.

A marca Budweiser (Bud para os americanos) nasceu nos EUA em 1876, pela cervejaria Anheuser-Busch que permaneceu uma empresa 100% americana até junho do ano passado quando foi vendida para a empresa belgo-brasileira Inbev, por US$ 46 bilhões, formando a AB Inbev, a maior cervejaria do mundo.

As duas principais marcas de cerveja dos EUA são da empresa, a Budweiser e Bud Light (Bud Light tem 22% do mercado americano). Mas as duas não são apenas marcas de cerveja para os americanos, elas representam o país. Além de conter as cores da bandeira dos EUA, a marca sempre mostrou o americano médio em seu dia a dia, e por várias vezes a empresa (AB) homenageou soldados americanos. Uma das cervejas do portfólio da AB chama-se American Ale.

acadêmico de Harvard e documentarista Henry Louis Gates

Um dos principais nomes do marketing mundial Al Ries disse que “Marcas líderes tendem a ser uma escolha mais segura para um político porque o que ele está dizendo é: ‘Vocês escolheram essa cerveja, não fui eu. Eu só estou refletindo o que vocês pensam“. Já um estrategista do partido Republicano, afirmou que: “Ele está tentando mandar a mensagem de que ele é um americano médio” – assim como fez em uma lanchonete de Washington no começo do ano.

Bud Light

Bud Light

Os EUA não tem nenhuma grande cervejaria 100% americana. A principal concorrente da AB Inbev nos EUA é a MillerCoors é uma joint venture entre a SABMiller da África do Sul e Molson Coors Brewing Company (que já foi dona da Kaiser) do Canadá. Assim, o presidente não teria uma marca de uma empresa 100% americana forte para beber. Bom para a AB Inbev, que ganha uma publicidade inesperada, podendo ser identificada como uma cerveja que para encontro de amigos, e promove a paz. É possível que a exposição renda um aumento de vendas da marca.

A Inbev acertou em cheio na compra da Anheuser-Busch, pois ela tem a única marca global de cerveja sem estar presente em todos os continentes – no Brasil foi produzida por um breve período pela Antarctica, enquanto a Brahma produzia a Miller -, principalmente por causa dos filmes de Hollywood que a AB patrocinava. As únicas cervejas realmente globais,  são a holandesa Heineken, que é produzida no país pela Femsa, e a Calsberg da Dinamarca que é exportada para a América Latina (segundo o site da empresa). Agora basta a AB Inbev investir nessa marca e ganhar dinheiro com ela.

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Sobre grcastanho

Fiz este blog para expor minhas idéias sobre os mais variados temas, mas principalmente Marketing, Política, Economia e Artes em geral.
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