Sobre Pirataria

Nas últimas semanas dois fatos colocaram em voga a pirataria: o julgamento do site sueco Pirate Bay, e a ação de piratas somalis no Oceano Indico.

O primeiro defende a livre circulação de informação, arquivos de música e vídeo principalmente. Já o segundo são “bucaneiros modernos”, ladrões da pior estirpe.

O primeiro foi condenado por infringir a lei de direito autoral sueca. O segundo vem sendo combatido pelas marinhas internacionais e um deles será julgado em Nova York pelo sequestro de um capitão americano.

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Para a justiça, os dois são iguais. Para boa parte da sociedade eles são diferentes. As pessoas comuns que baixam arquivos em Torrient ou P2P não se consideram ladrões. Não é perceptível para elas que as gravadoras e estúdios estão perdendo dinheiro, com bilheterias milionárias, clipes de artistas na MTV e similares. O problema das gravadoras (principalmente) e estúdios é que não perceberam que a Internet poderia ser uma aliada na divulgação de novos artistas e filmes, e no negócio, por exemplo, na venda de faixas avulsas ou álbum em arquivos digitais, locação pela Internet – Netfix ajudou a falir a Blockbuster nos EUA.

A indústria da música sempre quis dominar todo ciclo: produção, divulgação (principalmente rádios e MTV – leia-se jaba), e distribuição (aqui leia-se CD). A industria da música sempre esteve preocupada com o negócio (venda de álbuns), e deixava meio de lado a música. Nunca se preocuparam em ganhar dinheiro de outras formas, como gerenciar a carreira de shows dos artistas. O músico sempre ganhou dinheiro com apresentações ao vivo. São poucos os ganham mais com a venda de CDs.

Quando surgiu o Napster, as gravadoras foram para cima dos criadores de programas P2P e outros, e de quem é seu ganha pão, quem compra, o usuário. Agora, que as vendas de CDs desabaram e elas perceberam que não podem restringir a livre circulação na rede, a indústria começa a dar sinais de que vai usar a rede à seu favor, distribuindo arquivos – mediante pagamento – divulgando seus artistas – em sites como MySpace e YouTube.

Esse post não é uma defesa dos downloads de arquivos ilegais. Mas sem programas e sites como o Pirate Bay, não teríamos a venda legal de música e vídeos em lugares como o  iTunes e o iMusic, nem o fim do DRM – pois se em um CD eu escuto onde quiser, porque um arquivo que comprei só poderei usar em um iPod por exemplo?

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Sobre grcastanho

Fiz este blog para expor minhas idéias sobre os mais variados temas, mas principalmente Marketing, Política, Economia e Artes em geral.
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