Ménage à Trois na TV

7 11 2009

No dia que se celebra a queda do Muro de Berlim, dia nove desse mês, a série Gossip Girl transmitirá um novo episódio da temporada que estreou em setembro nos EUA, e para promovê-lo, o canal The CW criou um anúncio que sugere que a personagem principal, Serena, está em um ménage à trois, com o título “Every parent’s Nightmare” (O pesadelo de todos os pais, em uma tradução livre).

gossip-girl

Anúncio da série Gossip Girl

Não é preciso dizer que a peça gerou polêmica, ainda mais em um país moralista como os EUA. As críticas são principalmente em relação ao conteúdo da série, que é destinada a adolescentes. O Parents Television Council (conselho de pais para assuntos de TV) pediu para que o episódio não seja exibido pela rede CW.

Não há nada de errado nessa cena. Primeiro que é bem mais inocente que qualquer novela e filme de Hollywood. Segundo que há apenas mais uma pessoa na cena, que está à esquerda, e à direita está a mão dela. Isso é muito barulho por nada. O que esses pais querem, super proteger os filhos? Dependendo da idade, eles já fizeram o que está nessa cena há muito tempo.

No Brasil o seriado é exibido pelo Warner Chanel, canal 47 da Net São Paulo.

As informações são do m&m online.





Twitter: Qual o Modelo de Negócio?

23 10 2009

Nessa semana um dos criadores do Twitter veio a São Paulo. Biz Stone foi convidado para o evento Agenda do Futuro, do Grupo TV1, e falou sobre a rede de microblog que tem cerca de 50 milhões de usuários (ativos, não aqueles que abrem a conta e as esquecem logo depois) e está avaliada em algo em torno de Us$ 1 bi. Além de falar sobre o Twitter, Biz Stone ficou amigo do Governador de São Paulo José Serra. Ele segue o Governador desde quarta, e colocou um selo de conta verificada, que autentica que aquele perfil é real, não é fake. Mas na entrevista coletiva Stone revelou que o Twitter não tem um modelo de negócio, ou seja, não tem como ganhar dinheiro.

O Gov. de SP José Serra e um dos criadores do Twitter no evento agenda do futuro, promovido pelo Grupo TV1.

O Gov. de SP José Serra e um dos criadores do Twitter, Biz Stone, no evento Agenda do Futuro, promovido pelo Grupo TV1.

O Twiter recebeu recentemente um aporte de investidores de cerca de US$ 100mi, mas não sabe como vai fazer dinheiro. Os motivos que levam tantos a investir, e querer investir em uma empresa que não tem modelo de negócio, são: a base de usuários, o banco de dados deles, o seu sistema de busca, e a facilidade de saber o que está acontecendo no momento no  mundo ou na Internet aparece primeiro no Twitter.

Mas Biz Stone disse que está próximo de definir uma estratégia em breve, provavelmente até o fim desse ano. A idéia é deixar o Twitter grátis para todos, e assim crescer ainda mais a base de usuários. Uma das alternativas estudas é oferecer serviços aos usuários corporativos do site, para aproveitar ao máximo essa proximidade com o usuário/ consumidor – o site lançou um guia há pouco tempo sobre como as empresas podem usar o Twitter de uma forma melhor. Essa estratégia difere do Facebook, que aposta em propaganda.

O Guia Twitter 101

O Guia Twitter 101

O Twitter já recebeu no passado uma ação da Motorola, no lançamento do Razer2 em 2007, quando a empresa de celulares patrocinou o serviço Explore Twitter do site de microblog. Mas foi só.

O site pode ganhar dinheiro também disponibilizando seu banco de dados para anunciantes, ou outras empresas – o problema ai está relacionado à privacidade. O Twitter também pode criar receita através de parcerias, como fez com a Microsoft para o buscador Bing.

O Twitter tem tudo para ganhar dinheiro, seja com propaganda, seja com os serviços prestados aos usuários corporativos. Mas tem que fazer isso logo, pois, entre outros motivos, sua base parou de crescer há 3 meses. Essa queda no crescimento pode ser passageira, e o Twitter pode voltar a crescer em breve. Entretanto o site teve 3 anos para montar um plano de negócio, e dormiu no ponto.





Sonhos e Pesadelos Olímpicos

1 10 2009

Nessa sexta, dia 2 de outubro, Chicago/EUA, Madrid/Espanha, Tóquio/Japão, e Rio de Janeiro/ Brasil, concorrem para receber os Jogos Olímpicos de 2016. A cerimônia do Comitê Olímpico Internacional ocorre em Copenhague na Dinamarca. Segundo especialistas e sites de apostas britânicos, as duas cidades favoritas são Rio e Chicago, pois a Europa  receberá a próxima Olimpíada, Londres, e a Ásia recebeu a última, Pequim- o que inviabilizaria a candidatura de Madrid  e Tóquio. Chicago pode sair na frente pois conta com o imenso poder do lóbi americano, mas segundo o próprio presidente do COI, Jacques Rogge, a cidade vencedora será escolhida por uma diferença pequena, de um ou dois votos.

aros-olimpicos

Madrid parece ser a candidatura que tem menos chance de ser a sede dos Jogos de 2016. Apesar da alta aceitação dos jogos pelos espanhóis (86% deles apóiam o projeto de Madrid, e apenas 2,8% rejeitam), boa parte das instalações já estão prontas (23 instalações das 33 propostas já existem), forte apoio do poder público no que se refere a financiamentos, e experiência de ter recebido uma Olimpíada, em 1992 em Barcelona, que foi muito bem avaliada, a cidade fatalmente perderá, pois há 60 anos não ocorrem duas edições de Jogos Olímpicos seguidas no mesmo continente (a última vez foi quando Helsinque sucedeu Londres).

Logo da candidatura de Madrid 2016. O slogan é Olá Todos.

Logo da candidatura de Madrid 2016. O slogan é "Olá Todos".

Já Tóquio não é apontada como uma das favoritas, pois, entre outros fatores, apenas 55% da população é a favor a realização dos Jogos. Mas ela tem um bom projeto, onde boa parte das instalações já está construída, e haverá a reutilização de espaços que serviram os Jogos de 1964 na cidade. Além disso,  a estrutura do evento estaria a um raio de apenas 8km do Estádio Olímpico, se dividindo em duas áreas, Zona da Baía de Tóquio e Zona Herança (referencia aos Jogos de 1964). Pesa para cidade também que ela é uma cidade segura, e tem um bom sistema de transportes.

Logo de Tóquio 2016. O slogan é Unindo nosso mundo

Logo de Tóquio 2016. O slogan é "Unindo nosso mundo"

Mapa das instalações de Tóquio e as duas zonas olímpicas

Mapa das instalações de Tóquio e as duas zonas olímpicas

A candidatura de Chicago recebeu um reforço do presidente dos EUA, Barack Obama- que fez carreira política na cidade -, que chega nessa sexta à Dinamarca e fará corpo a corpo com os membros eleitores do COI que decidirão a sede de 2016. Entre as vantagens da cidade, está o fato que grande parte dos patrocinadores dos Jogos serem americana, o McDonald’s por exemplo é de Chicago – só para lembrar Atlanta é a sede da Coca-Cola e foi sede dos Jogos de 1996. Entre outros fatores, há o compromisso do governo federal americano de financiar a segurança do evento. O que pesa contra: as arenas temporárias não foram bem vistas pelo COI, a má impressão que os Jogos de Atlanta causaram, crítica ao sistema público de transporte, entre outros. Mas a cidade é favorita a ser a campeã.

Logo de Chicago. Slogan da cidade é "Deixe a amizade brilhar"

Logo de Chicago. Slogan da cidade é "Deixe a amizade brilhar"

Pode ser que o Rio ganhe, segundo alguns especialistas, e algumas casas de apostas londrinas – onde o Rio ocupa a segunda posição atrás de Chicago. O que conta a favor da cidade é o forte apoio popular, com 84,5% a favor e apenas 4% contra, garantias públicas para o financiamento de obras e de eventual falta de recursos no orçamento, a Copa de 2014 pode acelerar alguns investimentos, entre outros. A Copa de 2014 também pode pesar contra, já que para o COI há um temor que a cidade não consiga atrair patrocinadores para os dois eventos. Outros pontos que pesam contra é violência, até os membros da campanha do Rio aceitam que é um problema. Além disso, a cidade precisa garantir uma operação de transporte, e faltam hotéis. Outro ponto negativo é que as obras públicas para os Jogos devem ser “cuidadosamente administradas e monitoradas“.

O logo da candidatura carioca. O slogan é "Viva sua Paixão"

O logo da candidatura carioca. O slogan é "Viva sua Paixão"

A escolha desse ano se tornou uma luta política, a maior desde a guerra fria, e já gerou troca de farpas entre as candidatas, com algumas cidades (Chicago e Madrid) acusando o Rio de não ter condições de receber os Jogos em 2016 – o que é proibido pelo COI.

É difícil apontar para uma cidade vencedora, mas e se o Rio perder? A cidade já tentou tantas vezes que parece que foi para a fase final por muito insistir, além de ter investido só nessa empreitada US$ 47 mi. Fora isso, o Rio já gastou tanto no Pan 2007 – só para lembrar, o orçamento apresentado era de R$ 400mi, e foram gastos R$ 4 bi – que tentar mais uma  é certo dinheiro desperdiçado. É bom recordar que caso a sede de 2016 seja em Tóquio ou Chicago, a Europa ganha força para sediar os Jogos de 2020, e Paris – que perdeu para Londres os Jogos de 2012 e não concorreu esse ano – e Madrid ganhariam força.

E se o Rio vencer, o que nós, brasileiros ganharíamos? Claro que vários empregos seriam criados, e claro que seria bom para a cidade, que desde que Brasília virou capital está em decadência, e para o Brasil, que se mostraria para o mundo de uma forma diferente. Mas o Brasil não está se preparando para organizar a Copa de 2014, pois vários estádios são apenas desenhos em papéis e vídeos bacanas. O país não está se preparando em termos de segurança – imaginem os americanos na Copa trazendo os próprios seguranças, seria uma vergonha -, não está preparando os voluntários que irão receber os visitantes. Não está fazendo nada, está só no discurso, e nas promessas. Se o Rio ganhar, ótimo, mas que se faça tudo de uma forma transparente, pois o que foi o Pan foi a maior palhaçada que esse país já viu.





Use o Twitter Para Promover Sua Marca

18 09 2009

Um levantamento da universidade americana de Pen State verificou que cerca de 20% dos tweets mencionam alguma marca ou produto. No estudo realizado com 500 mil tweets, mostrou que de cada cinco tweets, um mencionava uma marca ou produto, basicamente mídia espontânea.

Página inicial do Twitter

A pesquisa foi desenvolvida pelo IST (Information Sciences and Technology). Segundo o responsável pela pesquisa da universidade, Jim Jansen, “pessoas estão usando o Twitter para expressar suas reações, ambas positivas e negativas, assim como eles interagem com esses produtos e serviços”.

À medida que as pessoas usam, se expressão, e comentam sobre produto ou serviço cada vez mais no Twitter, não dá as empresas ignorarem o Twitter. Se os usuários elogiarem no site uma marca, a empresa pode, por exemplo, propagar isso. Caso seja uma crítica, a empresa entraria em contato com quem criticou. Mas ficar de fora do Twitter não pode ser uma opção.





Twitter: Os Adolescentes Gostam

12 09 2009

O usuário médio do Twitter é uma garota no fim da adolescência, e segue e é seguida de 20 a 50 pessoas. Uma pesquisa foi realizada entre julho e agosto desse ano, pela consultoria britânica Box UK, com dados de 83 mil pessoas de todo o mundo. Para diferenciar dos perfis falsos, a consultoria usou a constância das atualizações no site e outras atividades.

Usuários divididos por sexo

Usuários divididos por sexo. Fonte Box UK

Ou seja, os adolescentes usam o Twitter sim, desmentindo um relatório britânico, mas no mundo. No país a coisa é diferente.

Maior parte dos usuários tem entre 15 e 23

Maior parte dos usuários tem entre 15 e 23

No Brasil, segundo o Censo de usuários do Twitter no Brasil, a maior parte dos usuários são homens de 19 a 30 anos de idade. 68,8% dos que usam o Twitter estão nessa faixa etária (43,81% 19 a 24 anos e 24,99% 25 a 30 anos). Os adolescentes (15 a 18 anos) são 13,93% dos usuários.

Perfil dos usuários do Twitter no Brasil: sexo e faixa etária

Perfil dos usuários do Twitter no Brasil: sexo e faixa etária

São Paulo é a cidade que abriga o maior número de ‘twiteiros’, seguida pelo Rio de janeiro, BH e Curitiba. O usuário também usa o Twitter em casa ou em casa e no trabalho, além de usar, predominantemente, o navegador para atualizar o Twitter (66,76%). O aplicativo mais usado é o TwitterFox.

Meios que o usuário no Brasil usa para acessar o Twitter

Meios que o usuário no Brasil usa para acessar o Twitter

Mais informações do Twitter no Brasil na apresentação abaixo criada pela Bullet esse ano.





Um Tiro Na Testa – II

6 09 2009

Em maio, a Adidas fez uma festa em uma casa carioca com objetos nazistas. Até o azulejo da piscina era em forma de suástica (os dono da casa se defenderam dizendo que eram ornamentos gregos0. Agora foi a DM9 DDB, que fez um anúncio para a respeitada organização WWF do Brasil. Na peça, vários aviões vão em direção ao World Trade Center em Nova York. Ao lado do símbolo do WWF (o urso panda), o texto: “O tsunami matou 100 vezes mais pessoas que o 11 de setembro. O planeta é brutalmente poderoso. Respeite-o. Preserve-o”. Surgiu também um vídeo da campanha (a agência alegou, num primeiro momento, que não fez o filme, mas pediu para o Youtube retirar por o vídeo por violação de direito autoral). Depois, idas e vindas.

Anúncio da DM9 DDB para a WWF Brasil

Anúncio da DM9 DDB para a WWF Brasil

Depois que estourou na mídia, primeiro, a WWF disse que jamais viu e aprovou a peça, além de condená-la. A DM9 divulgou uma nota falando que: “O anúncio Tsunami para a WWF Brasil foi criado em dezembro de 2008. A agência se desculpa a todos que foram afetados ou ofendidos com o anúncio. Este anúncio nunca deveria ter sido feito e não retrata a filosofia desta agência“. A DM9 disse também que quem criou a peça.

Após as primeiras falas ambas divulgaram nota conjunta dizendo que “toda a história foi fruto da inexperiência dos profissionais envolvidos“. No dia 3/09/2009 o presidente da DM9 DDB, Sérgio Valente declarou que o anúncio nunca deveria ser feito,  que, de novo, o trabalho havia sido desenvolvido por um grupo de jovens talentos, e pedia mais uma vez desculpas. A DM9 também inscreveu a peça em pelo menos dois prêmios: em Cannes e One Show (onde ganhou).

A reação dos americanos foi raivosa. A mais forte foi do apresentador de um programa na NBC. O apresentador Keith Olbermann do programa Countdown de terça, dia 1º de setembro, afirmou que deseja que o presidente da DM9 “passe fome na rua“.

A DM9 não deveria mesmo ter feito esse anúncio e esse filme. Mexer com uma ferida que ainda não cicatrizou para os americanos é burrice. Ainda mais em tempos de internet onde não da para restringir a circulação de informação. Pelo menos a DM9 reconheceu que errou.

Veja o vídeo da campanha aqui.





A Ostalgie

22 08 2009

O Salão do Automóvel de Frankfurt desse ano pode ver a volta do Trabant como um carro elétrico pela empresa Herpa. O Trabi, chamado assim pelos alemães do leste, será um carro elétrico, com autonomia de cerca de 250 Km entre recargas, e terá um painel solar para captar energia. “O novo Trabant será um carro com muito estilo e história. Ele contará com um propulsor elétrico para seguir as tendências da indústria atual”, afirmou o porta-voz da Herpa, Daniel Stiegler.

Reprodução do novo Trabant

Reprodução do novo Trabant

O Trabant era um carro fabricado na Alemanha Oriental (RDA), entre 1957 a 1991, feito de plástico semelhante à fibra de vidro, e que não fazia mais do que 100km/h. Ele teve duas gerações, a primeira de 1957 a 1967 e a segunda de 1967 a 1991. Além disso, era uma máquina de poluir, tanto por fazer muito barulho, quanto por produzir uma grande quantidade de fumaça, segundo o site Brand Republic. Agora será um carro amigo do meio ambiente.

Primeira versão do Trabant

Primeira versão do Trabant

O relançamento do Trabi marca um novo capítulo do saudosismo da velha RDA, chamado Ostalgie, que é um neologismo alemão criado a partir das palavras Ost – leste – e Nostalgie – nostalgia. No começo da reunificação, todos os produtos do lado oriental sumiram das prateleiras, e foram substituídos por produtos ocidentais. Mas com o tempo alguns antigos habitantes do leste alemão sentiram falta dos velhos produtos. Hoje alguns deles voltaram às prateleiras, caso dos pepinos em conserva (Spreewald Gurken).

Bandeira da antiga Alemanha Oriental

Bandeira da antiga Alemanha Oriental

Mas a Ostalgie não se restringe à compra de produtos do bloco comunista, vai além. Em 2003, haviam quatro programas na TV alemã sobre a vida do outro lado do muro. Em 2005, um alemão chamado Thorsten Jahn “enlatou” o cheiro do Trabant, e vendia pela Internet por 3,98 euros (4,81 dólares). Ele disse que “queria preservar o passado de uma maneira original“.

Lata do cheiro do Trabi

Lata do cheiro do Trabi

Segundo o blog 4P da Exame, editado pelo jornalista Daniel Hessel, o filme Adeus Lênin deu origem à Ostalgie. Mas talvez ele fosse só o estopim. O problema foi que depois de uma década de reunificação, a Alemanha viveu uma época de crise de identidade e de desemprego, e o antes Estado repressor, virou uma lembrança de “bons tempos” para os antigos moradores da RDA.

Camisetas alusivas a antiga RDA

Camisetas alusivas a antiga RDA

De acordo com o site Deutsche Welle, o fato de “o cotidiano foi substituído de uma hora para outra: mercadorias, moeda, imprensa, valores — tudo vinha do Ocidente. As lembranças não tiveram tempo para empalidecer, precisaram ser apagadas. Não é, portanto, de se admirar que elas agora voltem à tona“.





Depois de Apanhar da Nintendo e Microsoft, Sony Lança Nova Versão do PS3

19 08 2009

Ontem no Twitter explodiu nos TT a tag PS3 Slim. Era sobre o lançamento de uma nova versão do console Playsation3, menor e que consome menos energia, e veio com um severo corte no preço para o consumidor. A versão mais barata do antigo modelo, com 80GB de HD, custava US$400. A nova versão partirá de US$ 300 e terá 120 de HD, saída HDMI. A partir de hoje todos os modelos terão esse preço de US$ 300. O novo console chega na primeira semana de setembro. Não há a informação de que o console virá ao Brasil

Playstation 3 Slim

Playstation 3 Slim

Segundo o blog Gizmondo, o novo PS3 será 32% menor e 36% mais leve que o PlayStation 3 atual, e consumirá 34% menos energia. A Sony também mudou o logo do PS3, abandonando a tipografia usada no filme Homem Aranha 3.

Visivel diferença entre a atual e a nova versão do PS3

Visivel diferença entre a atual e a nova versão do PS3

A Sony, fabricante do videogame, já havia feito o mesmo com o PS2 (que é vendido até hoje no país e alguns países em desenvolvimento). Mas na época esse era o líder de vendas, algo que o PS3 não conseguiu. A empresa demorou demais para lançar o PS3 em 2006. No começo o preço era muito diferente de seus concorrentes, com dificuldades de produzir o novo produto por causa do leitor de Blue-Ray,  e a empresa não conseguiu emplacar o Playstation3.

Novo Logo do PS3

Novo Logo do PS3

A Microsoft foi mais esperta, e lançou um ano antes que todos, e conseguiu boas vendas. Mas o console que acabou com o reinado da Sony no mundo dos games foi a Nintendo que lançou o Wii na mesma época que a Sony lançou o PS3. Mas o grande chamariz do Wii era o controle WiiMote.

O console Nintendo Wii

O console Nintendo Wii

Se o novo PS3 será um sucesso de venda ou não, ainda é cedo para saber. Mas a Sony deveria começar a desenvolver um PS4 já para o começo da próxima década.





Microsoft Insiste no Erro

10 08 2009

Em outubro desse ano a Microsoft (MS) lança a nova versão do Windows. Batizada de Windows 7, ela irá aposentar o criticado Windows Vista, e promete também acabar com o Windows XP, que fio lançado em 2001 e continua a ser comercializado, principalmente em netbooks. Entre as novidades dessa nova edição do sistema operacional esta o Windows Touch, para computadores com tela sensível ao toque. Para o novo produto, não será preciso mudar de computador se o sistema operacional for o Vista, caso seja o XP, é bom trocar segundo a MS.

Logo do Windows 7

Logo do Windows 7

Mas a Microsoft insiste no erro. Ela irá oferecer diversas versões assim como o Vista. No Windows atual, a MS disponibiliza 6 versões diferentes: Starter, Enterprise, Home Basic, Home Premium, Business, e Ultimate. No próximo serão cinco:  Starter, Home Basic, Home Premium, Professional, e Ultimate.

São muitas versões que confundem quem não é especialista. O Windows XP, maior sucesso de vendas da MS e que esta sendo vendido até hoje, tinha apenas duas versões, Home Edition e Professional – a Starter foi lançada depois para combater a pirataria. O ideal seriam no máximo três. Se a Microsoft lançasse apenas o Starter (versão básica para combate à pirataria), uma intermediária que servisse para empresas e para usuários domésticos, e uma com recursos mais avançados seria suficiente.





Financial Times Cobrará Por Acesso Ao Site

9 08 2009

Depois do magnata da mídia Rupert Murdoch afirmar que cobrará pelo acesso aos sites de seus jornais, agora chega a vez de o tradicional diário econômico britânico Financial Times (FT). O diário planeja cobrar pelo acesso ao site até o verão (do hemisfério norte) do ano que vem. Mas haverá algumas diferenças.

Home do site do FT.com

Home do site do FT.com

Hoje o acesso as matérias e artigos do site é limitado a 10 artigos por mês para quem é registrado no site (são 1,4 milhões), há pacotes de assinaturas anuais entre US$ 250,00 (£150,00) e US$ 330,00 (£199,00), e há o “sampling” na qual os usuários podem ver dois artigos por mês, sem necessidade de registro.

O modelo proposto é  uma espécie de “pay-per-article“, ou seja, paga-se pelo que se lê. Assim, deverá haver mudanças no site. O controlador do FT, segundo o m&m online e o The Guardian, está vislumbrando um sistema de pagamento online que ofereça um processo simples e amigável, como a Amazon e o iTunes. Alguns artigos poderão ser disponibilizado de forma gratuita.

Segundo o diretor do diário britânico Rob Grimshaw, “We are looking at pay per view and we do want to offer users the broadest range of options for accessing FT content on the website” (“Estamos analisando o pay-per-view, e sim, queremos oferecer aos usuários uma grande gama de acesso aos conteúdos do site do FT” em uma tradução livre).

Talvez funcione para o diário britânico. O FT é um jornal financeiro, e no mercado financeiro, informação pode significar oportunidade de ganhar dinheiro. O Wall Street Journal costumava cobrar o acesso a grande parte de seu conteúdo, mas depois de ser vendido para o News Corp. abriu o site para todos lerem.

Há uma tendência para a cobrança do acesso a sites jornalísticos, entre eles o New York Times. Com a perda de leitores, é preciso obter novas receitas. Entretanto, segundo o guru Chris Anderson, em seu recém lançado livro, Free – The Future of a Radical Price (“Grátis – o futuro de um preço radical”, numa tradução livre), afirma que o futuro não será assim. Os sites irão, basicamente depender de venda de anúncios (o livro fala de outras formas de remuneração), como uma TV, ou uma emissora de rádio.

Pode ser que por causa da crise e da perda de leitores das versões impressas, as empresas de comunicação tentem levantar recursos com a venda de pacotes para acesso aos sites. Mas se Anderson estiver certo, eles irão perder dinheiro na implantação desses sistemas.