A Guerra das Cervejas

16 11 2009

Ambev (AB Inbev), Schincariol, Cervejaria Petrópolis e Femsa. Essas são as principais empresas cervejeiras do Brasil. A líder é a Ambev, que é dona das marcas Antarctica, Brahma, e Skol. É muito difícil competir contra a empresa, que surgiu da união da Brahma e Antarctica, pois ela concentra em suas mãos cerca de 70% do mercado de cervejas no país.

Na sexta, dia 13, a Femsa, dona da marca Kaiser, lançou uma campanha intitulada “O Teste das Cervejas”. Lançou um filme e um site, o testedascervejas.com.br. O Datafolha realizou uma pesquisa (auditada pela Ernst&Young) em nove capitais sobre qual a melhor cerveja para o entrevistado (2500 no total). A Kaiser ganhou com 20,1%, seguida da Skol (19,8%), Brahma (19,7%), Antarctica (19,4%), e Nova Schin (18,6%).

Como bem diz o vídeo, foi um empate técnico – não sei quanto é a margem de erro. A Ambev não gostou, e promete entrar na justiça e acionar o CONAR. A Ambev havia conseguido, antes da campanha entrar no ar, uma liminar que proibia a Femsa de divulgar os resultados de testes, mas a empresa de origem mexicana conseguiu reverter a situação, e cassou a liminar.

A Ação para a Kaiser não é nova. Há algum tempo a Femsa fez uma campanha de teste cego com dados de uma pesquisa encomendada pelo IBOPE, o Desafio Kaiser, que comprovava que os consumidores preferiram a Kaiser. Mas agora é diferente. A Kaiser ganhou, mas por uma diferença muito pequena, apenas 0,3% da Skol. E mesmo o site dessa campanha é confuso, só quem entende de pesquisa de marketing pode entender os dados.

A campanha prova que até agora ninguém conseguiu combater eficientemente a Ambev. Criada há dez anos, após a fusão da Companhia Antarctica Paulista com a Brahma, a Companhia de Bebidas das Américas (Ambev é a abreviação em inglês de American Beverage Company) domina o cenário de cervejas desde então, com suas três principais marcas Skol (líder de mercado), Brahma, e Antarctica.

Nenhuma empresa, até agora, conseguiu formular qualquer estratégia duradoura para conseguir tirar participação de qualquer marca da Ambev. Só a Nova Schin conseguiu por poucos meses subir para a terceira posição do ranking, entretanto isso foi em seu lançamento, e logo depois, ela caiu para quarto lugar, e não saiu de lá até agora.





Citroën Volta à Torre Eiffel

13 11 2009

No ano que comemora 90 anos, a marca de automóveis francesa Citroën volta a fazer uma ação na Torre Eifel, que também celebra uma data especial, seus 120 anos. Durante os anos de 1925 e 1934 a empresa colocou o seu nome na torre mais famosa do mundo.

Logo da Citroën na Torre Eiffel - 1925/ 1934

Desta vez a empresa fez parceria com a SETE (Société d’exploitation de la Tour Eiffel). Só que ao invés de colocar o logo da empresa de novo na torre, a Citroën instalou uma iluminação especial com as cores da empresa – Vermelho e Branco. A ação ocorre em conjunto com o lançamento do novo C3 na Europa. Segundo o blog Brainstorm9, que usou informações do blog Quietglove, a ação foi decepcionante. De acordo com ambos, não era possível determinar que aquilo era um evento patrocinado pela marca de automóveis criada por André Citroën. Para contornar o problema, a empresa recorreu a vídeos online e releases.

citroen-torre2

Vista da nova iluminação da Torre Eiffel em um C3 da Citroën

Mais aqui e aqui





Palhaçada Tem Limite

9 11 2009

Eu não queria falar sobre o assunto. Mas depois que acordei nesse domingo e vi que a Universidade Bandeirante (Uniban) expulsou a aluna que foi à aula no dia 22/10 e foi humilhada, escorraçada, e linchada moralmente apenas por usar um vestido rosa curto, não tive como. A Universidade publicou um informe publicitário dizendo que, de acordo com as regra de seu Regulamento Interno (RI), estava:

  • Desligando a aluna Geisy Arruda por infringir a ética, a dignidade acadêmica e a moralidade
  • Suspendendo os alunos envolvidos no episódio, temporariamente, mas só os que foram identificados.

uniban-informe

Informe Publicitário da Uniban que comunica o desligamente da aluna do vestido curto

Bem, eu estudei no Mackenzie, me graduei em uma Universidade Presbiteriana, e já estudei em colégio católico (Colégio Marista Nossa Senhora da Glória, no Cambucí, que tem mais de 100 anos), ou seja, eu estudei em locais que teoricamente seriam mais tradicionais – leia-se moralista. Mas nunca, eu digo, nunca, onde estudei, vi nada parecido com o que ocorreu nessa Universidade e com essa aluna.

E olha que eu já vi muita coisa no Mackenzie, e ninguém fez nada. Mesmo em badalas nunca vi nada de mais também, e é bom lembrar que tem o componente álcool no meio em bares e danceterias – e seguranças para gentilmente apaziguar as coisas. Como bem disse Fausto Salvadori Filho, do Blog Boteco Sujo, “ela não vestia nada que já não pudesse ser usado nos anos 30“.

Window_shopping_at_Simpsons_2

Mulhures com minissaia observando a vitrine na década de 1930

E o pior é que esses alunos da Uniban não se arrependeram do que fizeram, e prometeram, no dia 31/10, que caso ela (a aluna) voltasse para a faculdade, ela seria hostilizada da mesma forma. Uma aluna de comunicação disse: ”Ela provocou, quis só aparecer“.  E outra disse também que ”foi só zoeira e o pessoal exagerou, mas ela mereceu“.

Imaginem uma dessas meninas trabalhando em uma agência de propaganda, com mulheres trajadas com blusas com decote que chega ao umbigo, microssaias e cintos maiores que a saia, com tatuagens e tudo mais. Será que elas “aguentariam”? Ou um cara que estuda engenharia que tentou “pegar” a aluna humilhada e não conseguiu, como que ele trabalharia com uma chefe mulher durona? Será que seriam bons profissionais? Como disse o Blog do Nassif, “Por causa dessa liberalidade excessiva, confundida com democratização do ensino, temos hoje no Brasil mais de 1.200 faculdades de direito, contra 182 nos EUA e temos no Brasil mais faculdades de medicina do que toda a Europa. Estamos enganando jovens e seus pais, formando falsos preparados para nada, uma legião de desempregados diplomados, na recente inscrição para emprego de garis no Rio se inscreveram 2.000 com curso superior“. Não à toa um das alunas ao Estadão que: “Como eu vou procurar emprego? Vão achar que eu ando sem roupa por aí“.

Pelo menos na Internet a revolta é geral, e já se abriu inquérito na Delegacia da Mulher e o MEC e a Secretaria da Mulher pediram explicações. Até o Suplicy (!) pediu explicações.

Um ponto levantado, agora no Blue Bus, é no quesito Universidade Popular. Disse o site que “O caso da moça da saia curta na Uniban, que culminou na surpreendente e absurda decisão da universidade de expulsar a aluna e apenas suspender os agressores, coloca em evidência o segmento das universidades populares, outro fenômeno criado pelo fortalecimento da Nova Classe Média Brasileira nos últimos anos“. E que ”Não surpreende, portanto, que o perfil do universitário brasileiro médio seja hoje bastante diferente do estereótipo ao qual nos acostumamos“.

Não é assim também, não se pode jogar tudo no mesmo balaio, mas não se pode generalizar. As Universidades para a Nova Classe média estão ai há um bom tempo, e é a primeira vez que isso ocorre, pelo menos é o primeiro que ouço falar.

Mas quais as verdadeiras razões que levaram a Uniban a expulsar a aluna Geisy? O poder econômico. Concordo com o que disse o Juliano Spyer no blog Talk.com: “Estamos todos entusiasmados para ver a Uniban ser apedrejada publicamente por uma atitude que, a princípio, a maior parte das empresas toma ou tomaria, que é: defender seus clientes e optar por ter menos dor de cabeça apostando que eventuais notícias negativas não se espalhariam”.

E a Universidade é uma empresa com fins lucrativos, ou seja, tem que proteger quem lhe dá lucro, nesse caso os alunos que se envolveram no episódio. Mas o problema é que antes de formar profissionais para a o mercado de trabalho, a Universidade deve sim é formar um cidadão, que será a elite pensante brasileira no futuro. Como podemos observar nesse caso essa elite será de vândalos, moralistas, acham que estão a cima da lei,  e que não sabem conviver com as diferenças.

E como esse profissional irá conviver com as diferenças?

Update: no fim da tarde de segunda, dia 09/11/2009, a Uniban voltou a traz e não irá mais expulsar a aluna Geisy.





Ménage à Trois na TV

7 11 2009

No dia que se celebra a queda do Muro de Berlim, dia nove desse mês, a série Gossip Girl transmitirá um novo episódio da temporada que estreou em setembro nos EUA, e para promovê-lo, o canal The CW criou um anúncio que sugere que a personagem principal, Serena, está em um ménage à trois, com o título “Every parent’s Nightmare” (O pesadelo de todos os pais, em uma tradução livre).

gossip-girl

Anúncio da série Gossip Girl

Não é preciso dizer que a peça gerou polêmica, ainda mais em um país moralista como os EUA. As críticas são principalmente em relação ao conteúdo da série, que é destinada a adolescentes. O Parents Television Council (conselho de pais para assuntos de TV) pediu para que o episódio não seja exibido pela rede CW.

Não há nada de errado nessa cena. Primeiro que é bem mais inocente que qualquer novela e filme de Hollywood. Segundo que há apenas mais uma pessoa na cena, que está à esquerda, e à direita está a mão dela. Isso é muito barulho por nada. O que esses pais querem, super proteger os filhos? Dependendo da idade, eles já fizeram o que está nessa cena há muito tempo.

No Brasil o seriado é exibido pelo Warner Chanel, canal 47 da Net São Paulo.

As informações são do m&m online.





Product Placement Fora do Filme

29 10 2009

No ótimo filme Distrito 9, os alienígenas – chamados pejorativamente no filme de ‘camarões’ – são viciados em uma ração para gatos. Uma lata daquelas pode deixá-los loucos. Para aproveitar isso, a marca de ração para gatos Lucky Pet fez uma ação de Product Placement nas salas de cinema que está em exibição o filme.

Ração de gatos: "adorada por gatos e outras criaturas"

Ração para gatos: "Amada pelos gatos e por outras criaturas"

Uma embalagem especial foi criada com a inscrição: “Loved by cats and other creatures” (“Amada pelos gatos e por outras criaturas” em uma tradução livre). Latas estão sendo distribuídas nos cinemas e vendidas por tempo limitado. Entretanto, a ação é apenas em território sul africano.

O filme é fantástico, e demorou para surgir uma marca para explorar o seu sucesso.

Mais aqui e aqui





Um Mascote Para 2014

28 10 2009

O criador da Turma da Mônica, Maurício de Souza, propôs a adoção do personagem Pelezinho como mascote da Copa do Mundo de 2014, que será no Brasil. A notícia surgiu ano passado, e apareceu de novo agora, no blog Primeiro Lugar da revista Exame. Segundo o blog, editado por Marcelo Onaga, Pelé e Maurício de Souza já teriam conversado, e estão dispostos a abrir mão de parte dos direitos autorais para que a Fifa adote o Pelezinho. A parte que caberia à Pelé e Maurício de Souza seria doada para instituições que trabalham com a formação esportiva de crianças carentes.

Pelezinho de Maurício de Souza pode ser o mascote da Copa do Brasil

Pelezinho, criado por Maurício de Souza, pode ser o mascote da Copa de 2014 no Brasil

O personagem foi criado por Maurício de Souza em 1976, e foi publicado pela Editora Abril por 10 anos. Um almanaque especial para a Copa da Itália de 1990 foi sua última publicação. Um outro jogador homenageado pelo criador da Turma da Mônica foi Ronaldinho Gaúcho em 2006. Diego Maradona quase teve sua turma, a Turma do Dieguito, mas como mudou muito de país em sua carreira (sem trocadilhos), o projeto se tornou inviável – é bom lembrar que Maradona se envolveu com cocaína, e não cairia bem um personagem infantil inspirado em um drogado.

Mascotes em Copas do Mundo começaram em 1966 na Copa da Inglaterra, o primeiro mascote foi Willie, um leão. Os mascotes da última Copa do Mundo na Alemanha foram Goleo VI e Pille, um leão e uma bola falante (?!), respectivamente. O mascote da próxima copa se chama Zakumi, e é um leopardo.

Zakumi será o mascote da Copa de 2010

Zakumi, o mascote da próxima Copa

Já houve Mascotes em Copas do Mundo de todos os tipos, de bola falante (2006) à  personagens abstratos (como das Copas da Ásia de 2002 e da Itália em 1990), passando por fruta (1982), pimenta (1986), personagens típicos dos países (1970, 1974 e 1974) e animais (1966, 1994, 1998, 2006 e 2010). Mas todos foram criados do zero, especialmente para as Copas. Se Maurício de Souza conseguir emplacar seu personagem, quebrará um paradigma, e homenageará o maior jogador de futebol de todos os tempos. Acho que será difícil, mas não custa tentar. Caso não seja escolhido seu personagem, que não se faça uma bizarrice abstrata, nem uma bola falante.

Para conhecer todos os mascotes das Copas clique aqui e aqui.





A Apple Ficou Para Trás

26 10 2009

Na semana passada, a Microsoft (MS) lançou a nova versão do Windows, o Windows 7 (W7). Depois de ser criticada com o Windows Vista, a MS parece que acertou a mão na versão 7 do Windows – para o caderno Link do Estadão, a versão soa como um pedido de desculpa -, mesmo criando várias versões do sistema operacional. A Microsoft também deu continuidade à ótima campanha eu sou um PC (I’m A PC) criada pela Crispin Porter + Bogusky, com o conceito de colaboração e a assinatura: “I’m a PC and Windows 7 was my ideia” (“Eu sou um PC e o Windows 7 foi minha idéia“, em uma tradução livre).

Anuncios do novo Windows 7

Anúncios do novo Windows 7

Mas no lançamento da nova versão do Windows, a Apple, maior rival da MS, não poderia deixar de cutucar a concorrente. Em uma série de três novos comerciais da campanha ‘Get a Mac‘, a Apple provoca a Microsoft com as antigas deficiências do Windows. Entretanto a Apple insiste no mesmo modelo de comercial, com o mesmo fundo branco, com os mesmos atores – com o ator Justin Long no papel de Mac, e o ator e comediante John Hodgman (que se parece “um pouco” com Bill Gates)-, com as mesmas piadas prontas, a mesma música de fundo, e as mesmas comparações entre as concorrentes. Veja os filmes aqui, aqui e aqui.

Os comerciais em si são bons, mas a fórmula já cansou. A campanha já está há mais de três anos no ar, e não houve nenhuma mudança. Ela trouxe comerciais ótimos, irônicos na medida certa, e com comparações. A Apple poderia continuar com a campanha ‘Get a Mac’, mas deveria haver modificação.

A Apple na história sempre teve uma comunicação melhor que da Microsoft. Foi a Apple que fez o comercial, que todos acreditam ser, o melhor da história, no lançamento do Macintosh, no intervalo do Superbowl em 1984. Além de fazer a memorável campanha ‘Think Different‘, de 1997 – no retorno de Steve Jobs ao comando da empresa. Mas nos últimos anos insiste na fórmula da campanha ‘Get a Mac’.

Mas se não fosse a campanha ‘Get a Mac’, a MS, talvez, não teria feito a campanha ‘I’m a PC’. Essa campanha criada pela Crispin Porter + Bogusky começou fraca com Jerry Seinfeld e Bill Gates, mas a sua segunda fase foi primorosa, respondendo a altura as provocações da Apple. A MS no lançamento do W7 fez boas ações como a parceria no Japão com o Burger King, que lançou um lanche de 7 hambúrgueres, durante 7 dias.

Em termos de produto, a Apple é considerada melhor que a MS. Agora, se na comunicação (dos produtos Mac não do iPhone e iPod) a Apple ficou para trás. Está levando um banho da Microsoft, pois sua fórmula já está gasta, não há nada de novo. Ela deveria mudar logo de estratégia. A campanha ‘Get a Mac’ pode até ser boa para a Apple, mantendo as vendas em alta, mas ela logo vai estagnar se não mudar.





Twitter: Qual o Modelo de Negócio?

23 10 2009

Nessa semana um dos criadores do Twitter veio a São Paulo. Biz Stone foi convidado para o evento Agenda do Futuro, do Grupo TV1, e falou sobre a rede de microblog que tem cerca de 50 milhões de usuários (ativos, não aqueles que abrem a conta e as esquecem logo depois) e está avaliada em algo em torno de Us$ 1 bi. Além de falar sobre o Twitter, Biz Stone ficou amigo do Governador de São Paulo José Serra. Ele segue o Governador desde quarta, e colocou um selo de conta verificada, que autentica que aquele perfil é real, não é fake. Mas na entrevista coletiva Stone revelou que o Twitter não tem um modelo de negócio, ou seja, não tem como ganhar dinheiro.

O Gov. de SP José Serra e um dos criadores do Twitter no evento agenda do futuro, promovido pelo Grupo TV1.

O Gov. de SP José Serra e um dos criadores do Twitter, Biz Stone, no evento Agenda do Futuro, promovido pelo Grupo TV1.

O Twiter recebeu recentemente um aporte de investidores de cerca de US$ 100mi, mas não sabe como vai fazer dinheiro. Os motivos que levam tantos a investir, e querer investir em uma empresa que não tem modelo de negócio, são: a base de usuários, o banco de dados deles, o seu sistema de busca, e a facilidade de saber o que está acontecendo no momento no  mundo ou na Internet aparece primeiro no Twitter.

Mas Biz Stone disse que está próximo de definir uma estratégia em breve, provavelmente até o fim desse ano. A idéia é deixar o Twitter grátis para todos, e assim crescer ainda mais a base de usuários. Uma das alternativas estudas é oferecer serviços aos usuários corporativos do site, para aproveitar ao máximo essa proximidade com o usuário/ consumidor – o site lançou um guia há pouco tempo sobre como as empresas podem usar o Twitter de uma forma melhor. Essa estratégia difere do Facebook, que aposta em propaganda.

O Guia Twitter 101

O Guia Twitter 101

O Twitter já recebeu no passado uma ação da Motorola, no lançamento do Razer2 em 2007, quando a empresa de celulares patrocinou o serviço Explore Twitter do site de microblog. Mas foi só.

O site pode ganhar dinheiro também disponibilizando seu banco de dados para anunciantes, ou outras empresas – o problema ai está relacionado à privacidade. O Twitter também pode criar receita através de parcerias, como fez com a Microsoft para o buscador Bing.

O Twitter tem tudo para ganhar dinheiro, seja com propaganda, seja com os serviços prestados aos usuários corporativos. Mas tem que fazer isso logo, pois, entre outros motivos, sua base parou de crescer há 3 meses. Essa queda no crescimento pode ser passageira, e o Twitter pode voltar a crescer em breve. Entretanto o site teve 3 anos para montar um plano de negócio, e dormiu no ponto.





De 0% a 45% ou Como a Hypermarcas Quer Ser a Unilever – II

20 10 2009

Nessa quinta, dia 15/10/2010, a Hypermarcas concluiu  a compra da marca Hydrogen, que pertence ao Grupo Sílvio Santos (dele mesmo, o Homem do Baú). A Hydrogen é especializada em produtos de higiene e beleza para o público infantil, e tem produtos licenciados da Disney e Warner. A marca de Silvio Santos foi a primeira de uma onda de aquisições que a Hypermarcas fez no segundo semestre.

Logo da Hypermarcas

O mais recente anuncio de aquisições ocorreu semana passada, quando a empresa do ex dono da Arisco comprou as marcas, e fabricas, de preservativos Jontex, da Johnson & Johnson – que possuía a marca apenas no Brasil e a colocou à venda – e a Olla da empresa Inal (Indústria Nacional de Artefatos de Látex S.A). Antes dessa aquisição a Hypermarcas tinha 0% de participação no mercado de preservativo, e hoje tem incríveis 45%.

Um pouco antes de comprar as duas marcas de preservativos, a Hypermarcas comprou a  fabricante de fraldas Pom Pom, por R$ 300 milhões. A Pom Pom é líder em fraldas para adultos (30% de participação) e sétima colocada em fraldas infantis (3,5% do mercado). A maior adversária da Pom Pom no mercado é a multinacional Kimberly-Clark, que é líder em fraldas infantis e vice em adultas.

A agressividade da Hypermarcas assusta. Marcas que estavam esquecidas do grande público, como Monange, Avanço, Aquamarine, Très Marchand, entre outras, foram compradas, e a Hypermarcas investiu pesado em marketing, principalmente com celebridades, e vem ganhado mercado. Outras aquisições podem vir até o fim do ano, principalmente no mercado de produtos de higiene infantil.

A compra de marcas antes esquecidas, se alinha ao desejo do governo federal de construir grandes grupos nacionais fortes como os formados nos setores de papel e celulose  (com a compra da Aracruz pela Votorantim), carne (fusão de Friboi e Bertim/ e fusão de Perdigão e Sadia), Telecomunicações (Oi comprou a Brasil Telecom), entre outros. Na ocasião da compra das duas empresas de preservativos, o presidente da Hypermarcas, Cláudio Bergamo, disse que: “essa é uma indústria globalizada e o Brasil corria o risco de ficar de fora se a Johnson não vendesse para a Hypermarcas, um grupo nacional. As negociações fortalecem um setor fragilizado, que poderia correr o risco de desaparecer. Fomos de encontro com ao discurso do governo de defesa da indústria nacional“.

A empresa do ex dono da Arisco ainda tem muito a crescer. Seus maiores concorrentes são as multinacionais. Para atuar em todos os mercados que a Unilever – a Unilever não atua no setor farmacêutico -, e a Procter & Gamble, falta  a Hypermarcas comprar uma fábrica de sorvetes, e prioritariamente se expandir para a América Latina. A Hypermarcas deve ser uma empresa global.





A Volta do Filme Instantâneo

16 10 2009

Depois de o último lote de filmes instantâneos da Polaroid passar da validade esse mês, a empresa anunciou que irá voltar a produzir as câmeras de filmes instantâneos que a fizeram famosa no mundo todo. O modelo que voltará a ser fabricado, segundo o blog do Link (do Estadão), é  o OneStep. Mas a Polaroid não fabricará os filmes, tarefa que ficará à cargo da holandesa The Impossible Project, que nasceu da iniciativa de ex funcionários da unidade holandesa da Polaroid depois que essa foi fechada.

Modelo Polaroid OneStep que voltará em 2010 ao mercado.

Modelo Polaroid OneStep que voltará em 2010 ao mercado. Foto de SqueakyMarmot

Em fevereiro de 2008 a Polaroid anunciou que não mais produziria os filmes instantâneos. Logo depois lançou uma impressora de fotos portátil, a PoGo – abreviação para Polaroid-on-the Go -, e esse ano a empresa lançou uma câmera digital com uma impressora, resgatando o passado das câmeras instantâneas. A empresa também tem uma linha de câmeras digitais convencionais, e até uma linha de DVD Player.

A câmera Polaroid PoGo que imprime as fotos: como as antigas Polaroids instantâneas

A câmera Polaroid PoGo que imprime as fotos: como as antigas Polaroids instantâneas

http://www.flickr.com/photos/squeakymarmot/429058439/