No ótimo filme Distrito 9, os alienígenas – chamados pejorativamente no filme de ‘camarões’ – são viciados em uma ração para gatos. Uma lata daquelas pode deixá-los loucos. Para aproveitar isso, a marca de ração para gatosLucky Pet fez uma ação de Product Placement nas salas de cinema que está em exibição o filme.
Ração para gatos: "Amada pelos gatos e por outras criaturas"
Uma embalagem especial foi criada com a inscrição: “Loved by cats and other creatures” (“Amada pelos gatos e por outras criaturas” em uma tradução livre). Latas estão sendo distribuídas nos cinemas e vendidas por tempo limitado. Entretanto, a ação é apenas em território sul africano.
O filme é fantástico, e demorou para surgir uma marca para explorar o seu sucesso.
O criador da Turma da Mônica, Maurício de Souza, propôs a adoção do personagem Pelezinho como mascote da Copa do Mundo de 2014, que será no Brasil. A notícia surgiu ano passado, e apareceu de novo agora, no blog Primeiro Lugar da revista Exame. Segundo o blog, editado por Marcelo Onaga, Pelé e Maurício de Souza já teriam conversado, e estão dispostos a abrir mão de parte dos direitos autorais para que a Fifa adote o Pelezinho. A parte que caberia à Pelé e Maurício de Souza seria doada para instituições que trabalham com a formação esportiva de crianças carentes.
Pelezinho, criado por Maurício de Souza, pode ser o mascote da Copa de 2014 no Brasil
O personagem foi criado por Maurício de Souza em 1976, e foi publicado pela Editora Abril por 10 anos. Um almanaque especial para a Copa da Itália de 1990 foi sua última publicação. Um outro jogador homenageado pelo criador da Turma da Mônica foi Ronaldinho Gaúcho em 2006. Diego Maradona quase teve sua turma, a Turma do Dieguito, mas como mudou muito de país em sua carreira (sem trocadilhos), o projeto se tornou inviável – é bom lembrar que Maradona se envolveu com cocaína, e não cairia bem um personagem infantil inspirado em um drogado.
Mascotes em Copas do Mundo começaram em 1966 na Copa da Inglaterra, o primeiro mascote foi Willie, um leão. Os mascotes da última Copa do Mundo na Alemanha foram Goleo VI e Pille, um leão e uma bola falante (?!), respectivamente. O mascote da próxima copa se chama Zakumi, e é um leopardo.
Zakumi, o mascote da próxima Copa
Já houve Mascotes em Copas do Mundo de todos os tipos, de bola falante (2006) à personagens abstratos (como das Copas da Ásia de 2002 e da Itália em 1990), passando por fruta (1982), pimenta (1986), personagens típicos dos países (1970, 1974 e 1974) e animais (1966, 1994, 1998, 2006 e 2010). Mas todos foram criados do zero, especialmente para as Copas. Se Maurício de Souza conseguir emplacar seu personagem, quebrará um paradigma, e homenageará o maior jogador de futebol de todos os tempos. Acho que será difícil, mas não custa tentar. Caso não seja escolhido seu personagem, que não se faça uma bizarrice abstrata, nem uma bola falante.
Para conhecer todos os mascotes das Copas clique aqui e aqui.
Nessa semana um dos criadores do Twitter veio a São Paulo. Biz Stone foi convidado para o evento Agenda do Futuro, do Grupo TV1, e falou sobre a rede de microblog que tem cerca de 50 milhões de usuários (ativos, não aqueles que abrem a conta e as esquecem logo depois) e está avaliada em algo em torno de Us$ 1 bi. Além de falar sobre o Twitter, Biz Stone ficou amigo do Governador de São Paulo José Serra. Ele segue o Governador desde quarta, e colocou um selo de conta verificada, que autentica que aquele perfil é real, não é fake. Mas na entrevista coletiva Stone revelou que o Twitter não tem um modelo de negócio, ou seja, não tem como ganhar dinheiro.
O Gov. de SP José Serra e um dos criadores do Twitter, Biz Stone, no evento Agenda do Futuro, promovido pelo Grupo TV1.
O Twiter recebeu recentemente um aporte de investidores de cerca de US$ 100mi, mas não sabe como vai fazer dinheiro. Os motivos que levam tantos a investir, e querer investir em uma empresa que não tem modelo de negócio, são: a base de usuários, o banco de dados deles, o seu sistema de busca, e a facilidade de saber o que está acontecendo no momento no mundo ou na Internet aparece primeiro no Twitter.
Mas Biz Stone disse que está próximo de definir uma estratégia em breve, provavelmente até o fim desse ano. A idéia é deixar o Twitter grátis para todos, e assim crescer ainda mais a base de usuários. Uma das alternativas estudas é oferecer serviços aos usuários corporativos do site, para aproveitar ao máximo essa proximidade com o usuário/ consumidor – o site lançou um guia há pouco tempo sobre como as empresas podem usar o Twitter de uma forma melhor. Essa estratégia difere do Facebook, que aposta em propaganda.
O Guia Twitter 101
O Twitter já recebeu no passado uma ação da Motorola, no lançamento do Razer2 em 2007, quando a empresa de celulares patrocinou o serviço Explore Twitter do site de microblog. Mas foi só.
O site pode ganhar dinheiro também disponibilizando seu banco de dados para anunciantes, ou outras empresas – o problema ai está relacionado à privacidade. O Twitter também pode criar receita através de parcerias, como fez com a Microsoft para o buscador Bing.
O Twitter tem tudo para ganhar dinheiro, seja com propaganda, seja com os serviços prestados aos usuários corporativos. Mas tem que fazer isso logo, pois, entre outros motivos, sua base parou de crescer há 3 meses. Essa queda no crescimento pode ser passageira, e o Twitter pode voltar a crescer em breve. Entretanto o site teve 3 anos para montar um plano de negócio, e dormiu no ponto.
Nessa quinta, dia 15/10/2010, a Hypermarcas concluiu a compra da marca Hydrogen, que pertence ao Grupo Sílvio Santos (dele mesmo, o Homem do Baú). A Hydrogen é especializada em produtos de higiene e beleza para o público infantil, e tem produtos licenciados da Disney e Warner. A marca de Silvio Santos foi a primeira de uma onda de aquisições que a Hypermarcas fez no segundo semestre.
Logo da Hypermarcas
O mais recente anuncio de aquisições ocorreu semana passada, quando a empresa do ex dono da Arisco comprou as marcas, e fabricas, de preservativos Jontex, da Johnson & Johnson – que possuía a marca apenas no Brasil e a colocou à venda – e a Olla da empresa Inal (Indústria Nacional de Artefatos de Látex S.A). Antes dessa aquisição a Hypermarcas tinha 0% de participação no mercado de preservativo, e hoje tem incríveis 45%.
Um pouco antes de comprar as duas marcas de preservativos, a Hypermarcas comprou a fabricante de fraldas Pom Pom, por R$ 300 milhões. A Pom Pom é líder em fraldas para adultos (30% de participação) e sétima colocada em fraldas infantis (3,5% do mercado). A maior adversária da Pom Pom no mercado é a multinacional Kimberly-Clark, que é líder em fraldas infantis e vice em adultas.
A agressividade da Hypermarcas assusta. Marcas que estavam esquecidas do grande público, como Monange, Avanço, Aquamarine, Très Marchand, entre outras, foram compradas, e a Hypermarcas investiu pesado em marketing, principalmente com celebridades, e vem ganhado mercado. Outras aquisições podem vir até o fim do ano, principalmente no mercado de produtos de higiene infantil.
A compra de marcas antes esquecidas, se alinha ao desejo do governo federal de construir grandes grupos nacionais fortes como os formados nos setores de papel e celulose (com a compra da Aracruz pela Votorantim), carne (fusão de Friboi e Bertim/ e fusão de Perdigão e Sadia), Telecomunicações (Oi comprou a Brasil Telecom), entre outros. Na ocasião da compra das duas empresas de preservativos, o presidente da Hypermarcas, Cláudio Bergamo, disse que: “essa é uma indústria globalizada e o Brasil corria o risco de ficar de fora se a Johnson não vendesse para a Hypermarcas, um grupo nacional. As negociações fortalecem um setor fragilizado, que poderia correr o risco de desaparecer. Fomos de encontro com ao discurso do governo de defesa da indústria nacional“.
A empresa do ex dono da Arisco ainda tem muito a crescer. Seus maiores concorrentes são as multinacionais. Para atuar em todos os mercados que a Unilever – a Unilever não atua no setor farmacêutico -, e a Procter & Gamble, falta a Hypermarcas comprar uma fábrica de sorvetes, e prioritariamente se expandir para a América Latina. A Hypermarcas deve ser uma empresa global.
A Alpargatas, dona da marca Havaianas, viu subir as vendas de sandálias, e em especial a versão Havaianas Fit, após a exibição do comercial que foi retirado do ar pela empresa e pela Almap depois que alguns reclamaram do filme. Os acessos ao site também subiram. Eram, em média, 4 mil diários, e depois do comercial ter sido retirado subiu para 18 mil acessos diários.
Os números não foram anunciados, mas segundo o Blog Primeiro Lugar, em uma das lojas da marca (Meggashop) as vendas do modelo Fit cresceram 50% após o comercial. De acordo com um gerente, o público de senhoras que procuraram por Havaianas aumentou, pois elas se identificaram com a vovó do comercial.
Não fosse a censura do politicamente correto cresceria ainda mais.
A revista americana Advertising Age (Ad Age) publicou em seu site uma lista de seis razões que deixam as empresas com medo de investir em mídia e comunidades sociais. A relação foi escrita por B.L. Ochman, presidente da Whatsnextonline.com.
Abaixo a lista:
Funcionários irão perder tempo
Aqueles que não gostam da marca irão criticar
A empresa perderá o controle
É preciso um orçamento para a ação. Nada é de graça ou muito barato
Medo de ser processado
Medo de revelar segredos corporativos ou então alguma informação nas redes sociais pode afetar o preço das ações
Algumas análises dos itens:
Funcionários irão perder tempo
Os funcionários, na maioria das empresas, já perdem tempo com Twitter, Youtube, Orkut, blogs etc. – e há métodos de despistar o bloqueio da empresa -, as empresas tem que conviver com isso e saber usar esse fato em seu proveito;
Aqueles que não gostam da marca irão criticar
Já criticam, a desculpa é furada. Não entrar nas redes sociais só irá piorar. As empresas devem criar um canal de relacionamento com esse que não gostam de seus produtos, serviços ou marca, a fim de esclarecer quais as críticas, dúvidas, entre outros.
A empresa perderá o controle
Não dá para controlar o fluxo de informações na rede. Não entender isso só irá piorar. Exemplo: as gravadoras tentaram acabar com os downloads ilegais. Não só não conseguiram, como agora terão abraçar a Internet, pois as vendas de cds caem a cada dia.
É preciso um orçamento para a ação. Nada é de graça ou muito barato
Sim, é preciso investir. Está ocorrendo uma segmentação das mídias com a Internet – em alguns países como EUA e na Europa essa segmentação avança mais rapidamente. As empresas devem reorganizar suas verbas e investir em mídia social. Apesar de que segundo o blog do livro Blog Corporativo, “os gastos do marketing social são sempre pequenos comparados com outras formas de marketing“.
Medo de ser processado
Só serão se derem motivos.
Medo de revelar segredos corporativos ou então alguma informação nas redes sociais pode afetar o preço das ações
Os segredos estratégicos devem ser protegidos. Toda empresa que está nas redes sociais tem regras de usos para funcionários e sobre o que pode ser revelados. O autor do artigo diz que se as empresas não confiam nos funcionários para se comunicar com os clientes, elas (empresas) devem mudar as práticas de contratação e de treinamento, concordo.
As redes e mídias sociais podem inclusive serem usados em gestão de crise. Se a empresa se pronunciar de forma clara, direta e não mentir, ela pode sair com pouco ou nenhum dano de imagem. Exemplo: no caso Cicarelli X Youtube, no início de 2007, o Google (que havia comprado o site youtube.com no fim de 2006) não se pronunciou em seus vários blogs sobre o bloqueio do site. Se ele viesse a público e disse-se, entre outros, que: o Google Brasil não tinha nada haver com o bloqueio, pois toda a operação fica nos EUA; que estava buscando com a justiça e com o seu departamento jurídico uma saída para que os danos aos usuários fossem reduzidos, e que o site voltasse ao ar; que procurou os envolvidos na história para entrar em acordo, e brevemente o site voltaria ao ar. No entanto, nada foi feito, e os usuários ficaram por alguns dias sem os serviços do site.
A lista também foi publicada no blog da empresa (aqui). O artigo na Ad Age aqui, e a tradução aqui
A Alpargatas, dona da marca Havaianas, retirou do ar seu último filme produzido após alguns telespectadores reclamarem. O comercial foi ambientado em um restaurante, entre uma avó e sua neta, e tem a presença do ator global Cauã Reymond – entretanto ele não tem nenhuma fala. O tema do filme gira em torno do que é atrasado (usar chinelo em restaurante no caso da avó) e o que é de vanguarda para diferentes gerações.
A grande polêmica do filme está relacionada à palavra sexo. Quando o ator Cauã Reymond entra no restaurante, a neta mostra para a avó. Ela diz à neta: “tinha que arrumar um rapaz assim“. A neta responde dizendo que “deve ser muito chato casar com famoso“, e a avó retruca afirmando: “Mas quem falou em casamento, eu estou falando em sexo“.
As críticas vieram de uma parte mais conservadora da audiência, que reclamou com agência da marca, Almap, com a própria Alpargatas, e com o CONAR (Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária). Por precaução, a Almap se antecipou à decisão do CONAR, e retirou do ar o filme, e colocou outro, dizendo: “Algumas pessoas reclamaram da propaganda das novas Havaianas Fit. Em respeito a elas, Havaianas decidiu tirar o comercial da TV. Por outro lado, algumas pessoas adoraram a propaganda. Em respeito a elas, Havaianas decidiu manter o comercial na internet. Democrático, né! Se você quiser assistir o comercial, entre no site“.
Alguns blogs acusaram a Almap de ação premeditada, para chamar a atenção da propaganda da Havaianas Fit. O que deve ter ocorrido foi que eles deixaram preparado um filme para caso das reclamações fossem muito grande (como foram). E mesmo se foi premeditada, a ação fez com que o filme fosse motivo de conversa entre amigos e colegas de trabalho.
Sobre as reclamações acerca do conteúdo do filme, bem, era óbvio que isso iria ocorrer. Nos últimos tempos vários comerciais para a TV foram alvo de grupos moralistas raivosos, e principalmente, os grupos politicamente corretos raivosos.
Repito aquilo que disse no dia 17/03/2009 sobre o comercial da Pepsico para Doritos: “Mais do que vender um produto, a propaganda também serve para divertir. O que vemos nos exemplos de Doritos e Peugeot, é uma histeria coletiva por nada. Não ataca em nada a “moral e os bons costumes”. Isso tudo, talvez, seja culpa do “politicamente correto”. Mas existe coisa muito mais forte na programação das TVs, como por exemplo, Zorra Total. No entanto, o programa esta há 10 anos no ar, e ninguém nunca fez nada.“
Foi assim com Doritos, Peugeot, e agora com a Havaianas.O filme não tem nada de mais, uma parte da sociedade precisa parar de ser falso moralista e entender que esse tema é, e deve ser, recorrente entre famílias.O sexo deve ser discutido entre as pessoas, quanto mais se discutir melhor, mais elas ficam informadas, e a propaganda é parte disso.
Um levantamento da universidade americana de Pen State verificou que cerca de 20% dos tweets mencionam alguma marca ou produto. No estudo realizado com 500 mil tweets, mostrou que de cada cinco tweets, um mencionava uma marca ou produto, basicamente mídia espontânea.
Página inicial do Twitter
A pesquisa foi desenvolvida pelo IST (Information Sciences and Technology). Segundo o responsável pela pesquisa da universidade, Jim Jansen, “pessoas estão usando o Twitter para expressar suas reações, ambas positivas e negativas, assim como eles interagem com esses produtos e serviços”.
À medida que as pessoas usam, se expressão, e comentam sobre produto ou serviço cada vez mais no Twitter, não dá as empresas ignorarem o Twitter. Se os usuários elogiarem no site uma marca, a empresa pode, por exemplo, propagar isso. Caso seja uma crítica, a empresa entraria em contato com quem criticou. Mas ficar de fora do Twitter não pode ser uma opção.
O usuário médio do Twitter é uma garota no fim da adolescência, e segue e é seguida de 20 a 50 pessoas. Uma pesquisa foi realizada entre julho e agosto desse ano, pela consultoria britânica Box UK, com dados de 83 mil pessoas de todo o mundo. Para diferenciar dos perfis falsos, a consultoria usou a constância das atualizações no site e outras atividades.
Usuários divididos por sexo. Fonte Box UK
Ou seja, os adolescentes usam o Twitter sim, desmentindo um relatório britânico, mas no mundo. No país a coisa é diferente.
Maior parte dos usuários tem entre 15 e 23
No Brasil, segundo o Censo de usuários do Twitter no Brasil, a maior parte dos usuários são homens de 19 a 30 anos de idade. 68,8% dos que usam o Twitter estão nessa faixa etária (43,81% 19 a 24 anos e 24,99% 25 a 30 anos). Os adolescentes (15 a 18 anos) são 13,93% dos usuários.
Perfil dos usuários do Twitter no Brasil: sexo e faixa etária
São Paulo é a cidade que abriga o maior número de ‘twiteiros’, seguida pelo Rio de janeiro, BH e Curitiba. O usuário também usa o Twitter em casa ou em casa e no trabalho, além de usar, predominantemente, o navegador para atualizar o Twitter (66,76%). O aplicativo mais usado é o TwitterFox.
Meios que o usuário no Brasil usa para acessar o Twitter
Mais informações do Twitter no Brasil na apresentação abaixo criada pela Bullet esse ano.
Em maio, a Adidas fez uma festa em uma casa carioca com objetos nazistas. Até o azulejo da piscina era em forma de suástica (os dono da casa se defenderam dizendo que eram ornamentos gregos0. Agora foi a DM9 DDB, que fez um anúncio para a respeitada organização WWF do Brasil. Na peça, vários aviões vão em direção ao World Trade Center em Nova York. Ao lado do símbolo do WWF (o urso panda), o texto: “O tsunami matou 100 vezes mais pessoas que o 11 de setembro. O planeta é brutalmente poderoso. Respeite-o. Preserve-o”. Surgiu também um vídeo da campanha (a agência alegou, num primeiro momento, que não fez o filme, mas pediu para o Youtube retirar por o vídeo por violação de direito autoral). Depois, idas e vindas.
Anúncio da DM9 DDB para a WWF Brasil
Depois que estourou na mídia, primeiro, a WWF disse que jamais viu e aprovou a peça, além de condená-la. A DM9 divulgou uma nota falando que: “O anúncio Tsunami para a WWF Brasil foi criado em dezembro de 2008. A agência se desculpa a todos que foram afetados ou ofendidos com o anúncio. Este anúncio nunca deveria ter sido feito e não retrata a filosofia desta agência“. A DM9 disse também que quem criou a peça.
Após as primeiras falas ambas divulgaram nota conjunta dizendo que “toda a história foi fruto da inexperiência dos profissionais envolvidos“. No dia 3/09/2009 o presidente da DM9 DDB, Sérgio Valente declarou que o anúncio nunca deveria ser feito, que, de novo, o trabalho havia sido desenvolvido por um grupo de jovens talentos, e pedia mais uma vez desculpas. A DM9 também inscreveu a peça em pelo menos dois prêmios: em Cannes e One Show (onde ganhou).
A reação dos americanos foi raivosa. A mais forte foi do apresentador de um programa na NBC. O apresentador Keith Olbermann do programa Countdown de terça, dia 1º de setembro, afirmou que deseja que o presidente da DM9 “passe fome na rua“.
A DM9 não deveria mesmo ter feito esse anúncio e esse filme. Mexer com uma ferida que ainda não cicatrizou para os americanos é burrice. Ainda mais em tempos de internet onde não da para restringir a circulação de informação. Pelo menos a DM9 reconheceu que errou.