Ménage à Trois na TV

7 11 2009

No dia que se celebra a queda do Muro de Berlim, dia nove desse mês, a série Gossip Girl transmitirá um novo episódio da temporada que estreou em setembro nos EUA, e para promovê-lo, o canal The CW criou um anúncio que sugere que a personagem principal, Serena, está em um ménage à trois, com o título “Every parent’s Nightmare” (O pesadelo de todos os pais, em uma tradução livre).

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Anúncio da série Gossip Girl

Não é preciso dizer que a peça gerou polêmica, ainda mais em um país moralista como os EUA. As críticas são principalmente em relação ao conteúdo da série, que é destinada a adolescentes. O Parents Television Council (conselho de pais para assuntos de TV) pediu para que o episódio não seja exibido pela rede CW.

Não há nada de errado nessa cena. Primeiro que é bem mais inocente que qualquer novela e filme de Hollywood. Segundo que há apenas mais uma pessoa na cena, que está à esquerda, e à direita está a mão dela. Isso é muito barulho por nada. O que esses pais querem, super proteger os filhos? Dependendo da idade, eles já fizeram o que está nessa cena há muito tempo.

No Brasil o seriado é exibido pelo Warner Chanel, canal 47 da Net São Paulo.

As informações são do m&m online.





A Loira Belgo/Brasileira de Obama

4 08 2009

Depois de reclamar da prisão do acadêmico de Harvard Henry Louis Gates pelo policial James Crowley, o presidente norte americano Barack Obama recuou devido à repercussão do caso, e convidou os envolvidos para tomar uma cerveja na Casa Branca junto com o vice Joe Biden. Acabada a polêmica das declarações, surgiu outra, agora da cerveja.

Obama recebe na Casa Branca os envolvidos na polêmica

Obama recebe na Casa Branca os envolvidos na polêmica (foto: Estadão.com.br)

Obama deixou que o encontro fosse fotografado com os que participaram do encontro, e com uma nota publicada pela assessoria da Casa Branca que ele iria tomar a cerveja Bud Light, a nova polêmica começou. Uma das reações foi do deputado do estado de Massachusetts Richard Neal, que enviou uma carta ao presidente para que fosse escolhida uma cerveja do país.

A marca Budweiser (Bud para os americanos) nasceu nos EUA em 1876, pela cervejaria Anheuser-Busch que permaneceu uma empresa 100% americana até junho do ano passado quando foi vendida para a empresa belgo-brasileira Inbev, por US$ 46 bilhões, formando a AB Inbev, a maior cervejaria do mundo.

As duas principais marcas de cerveja dos EUA são da empresa, a Budweiser e Bud Light (Bud Light tem 22% do mercado americano). Mas as duas não são apenas marcas de cerveja para os americanos, elas representam o país. Além de conter as cores da bandeira dos EUA, a marca sempre mostrou o americano médio em seu dia a dia, e por várias vezes a empresa (AB) homenageou soldados americanos. Uma das cervejas do portfólio da AB chama-se American Ale.

acadêmico de Harvard e documentarista Henry Louis Gates

Um dos principais nomes do marketing mundial Al Ries disse que “Marcas líderes tendem a ser uma escolha mais segura para um político porque o que ele está dizendo é: ‘Vocês escolheram essa cerveja, não fui eu. Eu só estou refletindo o que vocês pensam“. Já um estrategista do partido Republicano, afirmou que: “Ele está tentando mandar a mensagem de que ele é um americano médio” – assim como fez em uma lanchonete de Washington no começo do ano.

Bud Light

Bud Light

Os EUA não tem nenhuma grande cervejaria 100% americana. A principal concorrente da AB Inbev nos EUA é a MillerCoors é uma joint venture entre a SABMiller da África do Sul e Molson Coors Brewing Company (que já foi dona da Kaiser) do Canadá. Assim, o presidente não teria uma marca de uma empresa 100% americana forte para beber. Bom para a AB Inbev, que ganha uma publicidade inesperada, podendo ser identificada como uma cerveja que para encontro de amigos, e promove a paz. É possível que a exposição renda um aumento de vendas da marca.

A Inbev acertou em cheio na compra da Anheuser-Busch, pois ela tem a única marca global de cerveja sem estar presente em todos os continentes – no Brasil foi produzida por um breve período pela Antarctica, enquanto a Brahma produzia a Miller -, principalmente por causa dos filmes de Hollywood que a AB patrocinava. As únicas cervejas realmente globais,  são a holandesa Heineken, que é produzida no país pela Femsa, e a Calsberg da Dinamarca que é exportada para a América Latina (segundo o site da empresa). Agora basta a AB Inbev investir nessa marca e ganhar dinheiro com ela.





A Necessidade de Aparecer a Todo custo, e a Lição de Cidadania de Um Ator Americano.

3 07 2009

Tudo começou no domingo, dia 28/06, na final da Copa das Confederações. O ator Ashton Kutcher (@aplusk) feliz com o que o time americano apresentava, começou a torcer via Twitter, e a provocar os brasileiros. Mas no segundo tempo o Brasil mostrou vergonha na cara, e fez o que deveria fazer: ganhou o jogo por 3 a 2 do time americano. Aí os brasileiros no Twitter começaram a responder ao ator com a hashtag #chupa. Pouco depois, a hashtag explodiu nos  trending topics, e invadiu blogs e as ruas. O próprio Ashton comprou a brincadeira, e fez até um tweet em português.

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Segundo o site Um Passinho A Frente, a “ação” deu certo porque:

a) Estávamos sacaneando um americano;
b) Estávamos sacaneando um ator americano;
c) Estávamos sacaneando um ator americano que come a Demi Moore;
d) Estávamos sacaneando a maior estrela do Twitter;
d) Tinha futebol no meio;
e) Botávamos no meio do ator ameri… ah, vocês entenderam;
f) Algumas das figuras mais relevantes do Twitter entraram na brincadeira.

Na sexta feira anterior, começou no Twitter um movimento para mostrar a indignação das pessoas com as palhaçadas de atos secretos, das diretorias que ninguém sabe para que servem, e muitos outros assuntos que devem ser levantados. O nome do tal movimento era #forasarney. Ele foi noticiado pelo Estadão.com.br no mesmo dia (veja aqui). Eu inclusive fiz coro para a saída do Presidente do Senado.

Ok, tenho plena consciência que isso não iria derrubar o Sarney. Era apenas um modo de mostrar meu descontentamento com uma situação que é rotineira na nossa política, e que ao que parece vai demorar para diminuir. É inadmissível que o Sarney  e sua filha usem mordomos pagos pelo Senado, que seu neto tenha exclusividade em venda de serviços no Senado, e entre vários e vários outros escândalos.

Aí, um grupo de “celebridades” quis mostrar todo o seu patriotismo, e influenciado pelo #chupa a Ashton Kutcher, se apropriaram do #forasarney e relançaram o”movimento”. Bruno Gagliasso, Junior Lima (da extinta dupla Sandy & Junior), Rodrigo Vesgo do Pânico, e Felipe Solari – depois entrou o Marcos Mion -, nasceu os Piratas do Twitter (@twpirata).

Só que não parou por aí, eles pediram ajuda ao ator americano de comédia adolescentes. A idéia foi do Vesgo, que disse que “ele acredita na nossa causa” (?!). Então, começaram a escrever para o ator pedindo ajuda. Marcos Mion escreveu: Ashton! I’m from Mtv Brasil! We need your help! Just write #forasarney to fight corrupcy in our country! It’s a good cause!“. Um vídeo feito pelo Calos Cardoso explica bem o que aconteceu e que essas pessoas importantes da cultura e da política nacional escreveram.

O problema é que o Ashton não entrou para a “causa”, e furou. Mas foi uma bela lição de um ator de comédia adolescente para esses nobres piratas. Ele disse: “Só vocês tem o poder de caçar o mandato de seu Senador. É o SEU País. VOCÊS tem que lutar  por aquilo em que acreditam. Eu não voto”

tapa na cara

"Só vocês tem o poder de caçar o mandato de seu Senador. É o SEU País VOCÊS tem que lutar por aquilo em que acreditam. Eu não voto"

Depois de cair do cavalo, Marcos Mion escreveu BELAS PALAVRAS:

Mion, PAÍS TEM ACENTO NO Í!!!!

Belas Palavras

A melhor resposta da ação foi do Danilo Gentili, que até foi agredido por seguranças do congresso. Gentili lançou a campanha #PazMundial.

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Campanha de Gentili pela #PazMundial

Para o Um Passinho a Frente, ação não deu certo poiso grau de Orkutização do Twitter é muito pequeno. (…). Composta em sua maioria por pensadores a massa do Twitter não só não comprou a idéia dos caras como ainda a ridicularizou, fazendo piadas, zoando e, muitas vezes, simplesmente ignorando seus apelos“.

Onde já se viu pedir ajuda a um estrangeiro só para aumentar trafego e seguidores?!!! É inadimissivel que isso ocorra. Sujaram a imágem do Brasil. Esse país não precisa desse tipo de avacalhação só para aparecer!!! Política é uma coisa muito séria para se promover!!! Se querem aparecer, coloquem uma melancia na cabeça e saiam pelados na rua!!!





Nem Todos Gostaram do Mea Culpa da GM

9 06 2009

Tão logo a GM colocou o comercial que explicava o que a empresa estava entrando em concordata, surge uma paródia, que é na verdade um grande tapa na cara da GM. A GM Retardation é um site e uma outra locução do vídeo da GM Reinvention.

Alguns vem especulando que a parodia do vídeo e do site possa ser profissional – talvez uma empresa concorrente -, principalmente pela locução do comercial que foi muito bem feita. O site não deixa por menos. Totalmente copiado do site oficial da GM, ele tem links que atacam a GM de uma forma que não parece que seja de uma empresa concorrente (veja: aqui, aqui, aqui e aqui). Há também um perfil no Twitter e um no Youtube.

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Não vejo que seja de um concorrente. Os americanos estão realmente irritados com os caminhões de dinheiro que GM e Chrysler estão engolindo, enquanto os EUA amargam uma recessão que quebrou o país. Mas e se a GM e Chrysler não recebessem a ajuda do governo seria muito pior. Elas quebrariam, e surgiria uma reação em cadeia com fábricas de peças, concessionários, entre outros. O setor automobilístico emprega muita gente, direta e indiretamente. E se quebrassem, elas dificilmente pagariam todos os credores.





Timing é Tudo

2 02 2009

Foi veiculado, na TV americana, ontem um vídeo do site de recolocação profissional Careerbuilder.com. O comercial, que foi um dos vídeos a entrar no intervalo do Super Bowl – final do campeonato de futebol americano -, da dicas de sobre o trabalho. Mas não são dicas quaisquer, e sim estampar alguns motivos de qual seria o momento certo para você mudar de emprego.

Com uma mulher que grita no carro, um executivo que chora à espera do ônibus e um coala de óculos que leva um soco na cara, o comercial mostra um ótimo humor, e vende bem o serviço da empresa – um site de recolocação profissional.

Mas, em um atual momento de crise, soa, no mínimo, estranho uma propaganda que instiga a troca de empregos. Ninguém sabe o que vai ocorrer daqui 6 meses, e trocar de emprego agora é um risco muito grande. Richard Sennett escreveu no livro A Cultura do Novo Capitalismo que os últimos serão os primeiros, os últimos a entrarem em uma corporação serão os primeiros a sair – em casos de necessidade de se cortar custos (leia-se empregos), pois ele não tem muito tempo de mostrar seu valor.

Mas isso não significa que o site irá perder com a crise, pelo contrário. Como muitos não tem emprego, irão recorrer ao site em busca de uma nova vaga no mercado.





As Dez lições de Bush para Obama

19 01 2009

Em reportagem do Estado, um dos jornalistas do The Washington Post que revelaram o escândalo de Watergate, escreve as dez lições que Obama precisa aprender com Bush para não fazer igual:

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1. Os presidentes definem o tom do relacionamento entre os membros da sua equipe. Não se pode ser passivo nem tolerar divisões virulentas.

2. O presidente deve insistir para que todos se pronunciem abertamente uns diante dos outros, mesmo que haja – ou especialmente quando houver – discordâncias veementes.

3. Um presidente precisa fazer a lição de casa para dominar as idéias e conceitos fundamentais por trás das medidas que adota.

4. Os presidentes precisam fazer com que as pessoas exponham seus pontos de vista e se certificar de que as más notícias cheguem ao Salão Oval.

5. Os presidentes precisam fomentar uma cultura de ceticismo e dúvidas.

6. Os presidentes recebem dados contraditórios e precisam confrontá-los com rigor.

7. Os presidentes precisam contar a verdade nua e crua ao público, mesmo que isso signifique dar notícias muito ruins.

8. Motivos justos não bastam para garantir eficácia política.

9. Os presidentes precisam insistir em pensamento estratégico.

10. Os presidentes devem abraçar a transparência.






Bush se Vai

18 01 2009

Depois de longos oito anos, a era Bush se acaba, com uma celebração internacional. Até a MTV Brasil vai transmitir a posse do novo presidente americano Barack Obama.

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Ao longo desses anos, o mundo viveu uma faze de crescimento econômico acentuado, viu a China se tornar uma potência, viu Israel fazer o que quis (como sempre), viu o Brasil tentar se mostrar relevante ao mundo, e claro, viu o 11/09 e sua guerra ao terror.

É estranho, um governo que sabia da existência de um plano terrorista contra seu próprio país, sabia quais seriam os potenciais alvos, mas não fez nada, absolutamente nada. Deixou milhares de pessoas morrerem. Só no Pentágono foram 800. Nas investigações dos atentados, sabotou todo tipo de tentativa para descobrir os fatos ocorridos, e censurou o relatório final de uma investigação no congresso. E apesar disso, foi reeleito.

Foi reeleito talvez, porque os democratas não o acusaram de incompetência no Iraque, no Afeganistão, e na busca e prisão de Osama Bin Ladem.

Bush deixa uma herança maldita ao seu sucessor: uma guerra impopular que não parece ter fim; uma economia em frangalhos; um rastro de destruição e ódio no oriente médio.

Mas sua presidência já começou errada. Nas eleições de 2000 quem ganhou não levou. Por falhas (leia-se roubo) em algumas urnas no estado da Flórida, Al Gore perdeu. Como eu disse anteriormente, se Gore tivesse ganho, certamente não teríamos, entre outras, o 11/09. Mas Gore perdeu, e não adiante fazer suposições. A sorte é que Bush ficou apenas oito anos, pois se fosse em outro país ele poderia ficar por muito mais.

Adepto das políticas neoconservadora, o presidente de saída, jogou a reputação de seu país no lixo. Para quem não sabe, os neoconservadores são a favor de uma política externa mais dura, e são contra as negociações de paz convencionais no conflito Israel/ Palestina.

Atacou um país que não tinha nada a ver com os ataques contra o WTC e o Pentágono. Os neoconservadores queriam o Iraque como modelo para a região. Eles pensavam que, só expulsando o partido Baath do governo, e prendendo Saddam, eles seriam considerados heróis. Mas não pensavam que a verdadeira guerra só começaria depois da queda do ditador. Não imaginavam que o Irã (que queriam atacar) se fortaleceria tanto.

No conflito Israel/ Palestina, Bush propôs uma mentira chamada Mapa do Caminho, que não de certo. E mais recentemente, permitiu a Israel atacar o Hamas em Gaza, e matar milhares de inocentes – que fique bem claro: não sou a favor do Hamas atacar Israel, e também não acho que o caminho para a criação do Estado Palestino seja o do terrorismo e não sentar na mesa de negociações, mas também não aceito que Israel ataque escolas e hospitais matando inocentes, com a desculpa que integrantes da facção terrorista estava escondida nesse lugares. Alguns poderiam dizer que o Hamas é um grupo terrorista, e que deseja a destruição de Israel. Mas segundo reportagem da revista Carta Capital, partidos israelenses são a favor da anexação definitiva dos territórios ocupados, e mapas de Israel no site do ministério das relações exteriores israelenses dão como anexados, tanto Gaza quanto a Cisjordânia.

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Ainda segundo a reportagem, em 2004 tanto o porta-voz do Hamas, quanto seu líder espiritual Ahmed Yassin, propuseram trégua.  Ambos foram mortos no mesmo ano.

Na parte econômica, os EUA cresceram, mas não houve repartição do bolo. Nos últimos oito anos, só vimos o corte de impostos e os gastos aumentarem, principalmente por causa das guerras. E no seu ultimo ano de mandato, o mundo sofreu uma crise que lembra muito 1929.

Enfim, por esses outros vários motivos, Bush se vai em boa hora!





EUA Desintegrados

4 01 2009

A crise econômica de 2009 é o começo do fim dos EUA? Para um analista russo sim. Segundo ele, o declínio econômico e a degradação moral do país vão provocar o colapso do dólar e uma guerra civil já no final de 2009.

Mapa Alternativo dos EUA segundo analista russo

Mapa Alternativo dos EUA segundo analista russo

Segundo a matéria do Jornal Wall Street Jornal, os Estados Unidos tem entre 45% e 55% de se desintegrar (sic), e virariam quatro diferentes países: Republica da Califórnia; Republica do Texas; América Atlântica; Centro Norte América. O Alasca será controlado pela Rússia, e o Havaí se tornará protetorado do Japão ou da China (?).

As loucuras do analista Igor Panarin não param. Ele diz ainda que o país Califórnia ficará sob influência da China, assim como o Texas do México (?), a Centro Norte América do Canadá, e a América Atlântica se integraria à União Européia.

Esse não é o primeiro russo a prever um novo mapa para os EUA. Mikhail Yuryev, ex-deputado, disse que, com fortalecimento da Rússia, os EUA seriam obrigados a formar um estado gigante com seus vizinhos (leia-se a América inteira seria apenas um estado).

O problema é que esse foi um pouco além na vodka. Ele afirma que a Europa se integraria a Rússia, e a capital econômica se transferiria para Berlim – só para constar, a bolsa alemã fica em Frankfurt. A Igreja Católica sairia de Roma e se instalaria na América Latina. Entre outras previsões do “analista”.

Viagens e vodka a parte, uma coisa em comum com os dois analistas são que ambos são próximos de Vladimir Putin.

Mas meu mapa alternativo dos EUA preferido é o mapa de Jesusland. Uma sátira após as eleições de 2004 que reelegeram Bush filho para presidente. Esse alias, é mencionada em uma música da banda NOFX chamada Leaving Jesuslad, e o livro Man in the Dark de Paul Auster mostra semelhanças após a uma nova guerra civil nos EUA na seqüência da eleição de 2000.

Em azul Estados Unidos do Canadá e em vermelho Jesusland

Em azul Estados Unidos do Canadá e em vermelho Jesusland





Pessoa do Ano

22 12 2008

Meio óbvio que o Obama seria a Pessoa do Ano da revista Times.

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Agora falta saber se ele corresponderá às expectativas.





Se Fosse Americano Votava Obama

1 11 2008

No lançamento do filme Bobby, o jornal O Estado de São Paulo fez algumas suposições de como seria o mundo se Bobby Kenedy não tivesse morrido e sido eleito presidente. Entre as suposições, estava o possível fim da guerra do Vietnam, talvez o Pinochet não tivesse tomado o poder no Chile e feito uma das piores ditaduras militares na América Sul, o possível relaxamento do AI-5, a Guerra Suja na Argentina, entre outros.

Após assistir esse filme, fiz o exercício mental de como seria o mundo caso Al Gore tivesse sido eleito presidente americano. Provavelmente o mundo não assistiria o 11/09/2001 – pois os órgãos de contra terrorismo sabiam da existência dos planos para atacar os EUA –, não haveria as guerras no Iraque e no Afeganistão, não seríamos jogados para escanteio e nossa opinião seria ouvida, não teríamos a bolha imobiliária, conseqüentemente, não haveria as quebras de bancos e empresas, entre outras suposições.

Mas infelizmente foram apenas suposições. O mundo viu tudo aquilo que ninguém queria ver. Assim como nas décadas de 1960 e 1970.

O fato é que George W. Bush foi um péssimo presidente. Elegeu-se em uma eleição roubada, onde os votos de algumas pessoas que votariam em Gore não foram aceitos. Aproveitou-se politicamente do 11/09 para se reeleger, atacou um país que não tinha nada a ver com os ataques de Bin Laden, e não prendeu o líder dos ataques de 11/09. Estimulou o preconceito aos árabes, dando-lhes a pecha de terroristas.

Na área econômica fez o seu país crescer, mas não elevou os salários da classe média. Só cortou impostos dos mais ricos e desregulou quase que completamente a economia. Crianças morreram por causa da auto-regulamentação.

E, quando a crise começou, poderia ter agido rápido. Poderia. Demorou a agir. E só agiu pois começaram as quebradeiras dos bancos, financeiras de hipotecas, companhias de seguros, etc.

Foi um presidente que disse, na campanha de 2000, que o Brasil era tão importante para os EUA quanto a China. Mas esqueceu de China Brail e se preocupou mais na guerra ao terror. Deixou a China crescer em importância, e agora é um ameaça à hegemonia americana.

Só por tudo isso votar em Obama é, no mínino, obrigatório.

O problema é que se Obama ganhar será mais pelas trapalhadas do Governo Bush, não pelos seus méritos e propostas.

E se Obama não ganhar seria, no mínimo, burrice, masoquismo, ou pior, racismo.

Racismo que já se manifesta no sul dos EUA, a chama América Profunda, onde os eleitores justificando-o como alguém que irá aumentar seus impostos, que é a favor dos gays, etc.

Racismo que se manifestou em livros, jornais, programas de rádio e TV.

Racismo que se manifestou em alguns outdoors, com dizeres de que ele é igual a aborto, impostos e casamentos do mesmo sexo. O pior é que reforçaram o HUSSEIN no seu nome (por causa de Saddan HUSSEIN) e a foto do outdoor, Obama usa um turbante muçulmano, chamando-o de terrorista islâmico.


Racismo que se manifestou em um atentado de Neonazistas desmantelado pela polícia e pelo Governo Americano.

Os brancos tem medo dos pensamentos de Obama. Querem essa política imperialista de Bush que destruiu a reputação dos EUA. Querem uma política de impostos baixos com gastos em alta (qualquer imbecil sabe que se a um aumento dos gastos é preciso aumentar as fontes de receitas).

O problema dos americanos brancos é que após a lei de direitos cíveis, os negros tiveram algum destaque em algumas áreas, principalmente no entretenimento – música e cinema principalmente. Mas não vemos muitos negros com algum destaque em grandes corporações. Lembro-me apenas da presidente da XEROX, e de Lucius Fox (mas esse é na ficção).

Americano gosta de dividir as pessoas em brancas, negras, hispânicos, etc. Mas a geração, que possibilitou sua ida a disputa com os Republicanos, não vê a cor como um problema, pois vêem alem da cor de um individuo. É a chamada Geração Bege.

Se Barack Obama for um bom presidente, não sei. Mas mesmo se não houvesse essa crise, os ataque de 11/09, e a guerra no Iraque, Obama teria minha opção. Suas propostas são muito melhores que as dos Republicanos. Tanto na área econômica e de segurança, como nas áreas ambiental e de energia.

Se Obama vencerá, também não sei. Nos EUA quem elege na verdade um presidente é o colégio eleitoral. Se ele vencer na soma de votos, mas perder no colégio, não será eleito.

Há também o fato de que lá persiste o racismo em muitos lugares (não que no Brasil não exista). E como o voto é aberto, quem não quiser votar nele por ser negro, ou então desistir de votar, pois ele esta na frente nas pesquisas, e o eleitor entender que a vitoria do Democrata é certa, pode dar a vitória a McCain.

E se Obama perder? Como ficaria?

Para mim seriam mais quatro anos perdidos. McCain iria continuar com a guerra no Iraque, a economia melhoraria apenas por volta de 2011/2012, e o livre comércio, alardeado pelos Republicanos continuaria a ser somente para seus produtos de exportação. Já nosso álcool, nossa soja, bem eles não seriam tão livres assim.

Talvez McCain até possa fazer um bom governo, mas para mim seria mais do mesmo. Os Republicanos tiveram seus oito anos para não deixar que o 11/09 acontecesse, para não deixar surgir, crescer e estourar uma bolha imobiliária, não deixar o Katrina virar uma tragédia, entre outros.

Esta na hora de se eleger um presidente Democrata. Não por acaso vários jornais e revistas importantes deram seu apoio a Obama. O NYT e o Economist não  o endossariam só por ele estar na frente nas pesquisas.


Por tanto, pelos fatos a cima mencionados, se fosse americano votava em Obama.