Twitter: Qual o Modelo de Negócio?

23 10 2009

Nessa semana um dos criadores do Twitter veio a São Paulo. Biz Stone foi convidado para o evento Agenda do Futuro, do Grupo TV1, e falou sobre a rede de microblog que tem cerca de 50 milhões de usuários (ativos, não aqueles que abrem a conta e as esquecem logo depois) e está avaliada em algo em torno de Us$ 1 bi. Além de falar sobre o Twitter, Biz Stone ficou amigo do Governador de São Paulo José Serra. Ele segue o Governador desde quarta, e colocou um selo de conta verificada, que autentica que aquele perfil é real, não é fake. Mas na entrevista coletiva Stone revelou que o Twitter não tem um modelo de negócio, ou seja, não tem como ganhar dinheiro.

O Gov. de SP José Serra e um dos criadores do Twitter no evento agenda do futuro, promovido pelo Grupo TV1.

O Gov. de SP José Serra e um dos criadores do Twitter, Biz Stone, no evento Agenda do Futuro, promovido pelo Grupo TV1.

O Twiter recebeu recentemente um aporte de investidores de cerca de US$ 100mi, mas não sabe como vai fazer dinheiro. Os motivos que levam tantos a investir, e querer investir em uma empresa que não tem modelo de negócio, são: a base de usuários, o banco de dados deles, o seu sistema de busca, e a facilidade de saber o que está acontecendo no momento no  mundo ou na Internet aparece primeiro no Twitter.

Mas Biz Stone disse que está próximo de definir uma estratégia em breve, provavelmente até o fim desse ano. A idéia é deixar o Twitter grátis para todos, e assim crescer ainda mais a base de usuários. Uma das alternativas estudas é oferecer serviços aos usuários corporativos do site, para aproveitar ao máximo essa proximidade com o usuário/ consumidor – o site lançou um guia há pouco tempo sobre como as empresas podem usar o Twitter de uma forma melhor. Essa estratégia difere do Facebook, que aposta em propaganda.

O Guia Twitter 101

O Guia Twitter 101

O Twitter já recebeu no passado uma ação da Motorola, no lançamento do Razer2 em 2007, quando a empresa de celulares patrocinou o serviço Explore Twitter do site de microblog. Mas foi só.

O site pode ganhar dinheiro também disponibilizando seu banco de dados para anunciantes, ou outras empresas – o problema ai está relacionado à privacidade. O Twitter também pode criar receita através de parcerias, como fez com a Microsoft para o buscador Bing.

O Twitter tem tudo para ganhar dinheiro, seja com propaganda, seja com os serviços prestados aos usuários corporativos. Mas tem que fazer isso logo, pois, entre outros motivos, sua base parou de crescer há 3 meses. Essa queda no crescimento pode ser passageira, e o Twitter pode voltar a crescer em breve. Entretanto o site teve 3 anos para montar um plano de negócio, e dormiu no ponto.





De 0% a 45% ou Como a Hypermarcas Quer Ser a Unilever – II

20 10 2009

Nessa quinta, dia 15/10/2010, a Hypermarcas concluiu  a compra da marca Hydrogen, que pertence ao Grupo Sílvio Santos (dele mesmo, o Homem do Baú). A Hydrogen é especializada em produtos de higiene e beleza para o público infantil, e tem produtos licenciados da Disney e Warner. A marca de Silvio Santos foi a primeira de uma onda de aquisições que a Hypermarcas fez no segundo semestre.

Logo da Hypermarcas

O mais recente anuncio de aquisições ocorreu semana passada, quando a empresa do ex dono da Arisco comprou as marcas, e fabricas, de preservativos Jontex, da Johnson & Johnson – que possuía a marca apenas no Brasil e a colocou à venda – e a Olla da empresa Inal (Indústria Nacional de Artefatos de Látex S.A). Antes dessa aquisição a Hypermarcas tinha 0% de participação no mercado de preservativo, e hoje tem incríveis 45%.

Um pouco antes de comprar as duas marcas de preservativos, a Hypermarcas comprou a  fabricante de fraldas Pom Pom, por R$ 300 milhões. A Pom Pom é líder em fraldas para adultos (30% de participação) e sétima colocada em fraldas infantis (3,5% do mercado). A maior adversária da Pom Pom no mercado é a multinacional Kimberly-Clark, que é líder em fraldas infantis e vice em adultas.

A agressividade da Hypermarcas assusta. Marcas que estavam esquecidas do grande público, como Monange, Avanço, Aquamarine, Très Marchand, entre outras, foram compradas, e a Hypermarcas investiu pesado em marketing, principalmente com celebridades, e vem ganhado mercado. Outras aquisições podem vir até o fim do ano, principalmente no mercado de produtos de higiene infantil.

A compra de marcas antes esquecidas, se alinha ao desejo do governo federal de construir grandes grupos nacionais fortes como os formados nos setores de papel e celulose  (com a compra da Aracruz pela Votorantim), carne (fusão de Friboi e Bertim/ e fusão de Perdigão e Sadia), Telecomunicações (Oi comprou a Brasil Telecom), entre outros. Na ocasião da compra das duas empresas de preservativos, o presidente da Hypermarcas, Cláudio Bergamo, disse que: “essa é uma indústria globalizada e o Brasil corria o risco de ficar de fora se a Johnson não vendesse para a Hypermarcas, um grupo nacional. As negociações fortalecem um setor fragilizado, que poderia correr o risco de desaparecer. Fomos de encontro com ao discurso do governo de defesa da indústria nacional“.

A empresa do ex dono da Arisco ainda tem muito a crescer. Seus maiores concorrentes são as multinacionais. Para atuar em todos os mercados que a Unilever – a Unilever não atua no setor farmacêutico -, e a Procter & Gamble, falta  a Hypermarcas comprar uma fábrica de sorvetes, e prioritariamente se expandir para a América Latina. A Hypermarcas deve ser uma empresa global.





A Volta do Filme Instantâneo

16 10 2009

Depois de o último lote de filmes instantâneos da Polaroid passar da validade esse mês, a empresa anunciou que irá voltar a produzir as câmeras de filmes instantâneos que a fizeram famosa no mundo todo. O modelo que voltará a ser fabricado, segundo o blog do Link (do Estadão), é  o OneStep. Mas a Polaroid não fabricará os filmes, tarefa que ficará à cargo da holandesa The Impossible Project, que nasceu da iniciativa de ex funcionários da unidade holandesa da Polaroid depois que essa foi fechada.

Modelo Polaroid OneStep que voltará em 2010 ao mercado.

Modelo Polaroid OneStep que voltará em 2010 ao mercado. Foto de SqueakyMarmot

Em fevereiro de 2008 a Polaroid anunciou que não mais produziria os filmes instantâneos. Logo depois lançou uma impressora de fotos portátil, a PoGo – abreviação para Polaroid-on-the Go -, e esse ano a empresa lançou uma câmera digital com uma impressora, resgatando o passado das câmeras instantâneas. A empresa também tem uma linha de câmeras digitais convencionais, e até uma linha de DVD Player.

A câmera Polaroid PoGo que imprime as fotos: como as antigas Polaroids instantâneas

A câmera Polaroid PoGo que imprime as fotos: como as antigas Polaroids instantâneas

http://www.flickr.com/photos/squeakymarmot/429058439/




Não Faça Isso – Parte II

13 10 2009

Segundo reportagem do caderno Link do Estado de São Paulo dessa segunda dia 12/10/2009, os comentários no blog Resenha em 6 do post sobre o Boteco São Bento não era de autoria de ninguém da administração do bar. Alguém que se dizia da administração do bar fez ameaças veladas ao blog, que havia feito uma resenha do boteco em que criticava o atendimento do bar, e afirmou que “depois da Faixa de Gaza e do Acre, aquele era pior lugar do mundo para você ir com os amigos“, e também disse que o bar era “caro, petiscos sem graça e, principalmente, garçons ultra-power-mega chatos“.

Depois dos comentários de  vários blogs saíram em defesa do Resenha em 6, e a discussão que era sobre o serviço do bar, se transformou em uma luta contra a censura, e a favor do direito à opinião, e o Link jogou na discussão o controle das redes sociais.

Segundo o gerente de marketing da casa, Jorge Príncipe, “Quando meu post (comentário) foi publicado, estava, claro, sem força diante do volume de mensagens e da repercussão“, e acrescentou: “Quando conseguimos monitorar a discussão o post já contava com mais de 220 comentários e, infelizmente, o falso dono foi mais rápido, gerando polêmica e conduzindo a discussão de forma errada e grosseira“.

Reter a informação na Internet é impossível. A China e outras ditaduras tentam há tempos bloquear conteúdo ‘indesejável’. O que aconteceu com o Boteco São Bento mostra que as empresas devem sempre monitorar suas marcas na Internet, principalmente em blogs, Twitter e rede sociais (Facebook, e Orkut principalmente). Se um blog, por exemplo, critica a uma marca, empresa, restaurante, cabe esse checar o porquê dessa crítica. Se demorar a entrar em contato, como nesse caso, pode ocorrer de alguém se dizendo da empresa fazer ameaças, mesmo que veladas, e causar um grande estrago para a marca.

Mais sobre o caso aqui e aqui.





Havaianas e Sexo – II

8 10 2009

A Alpargatas, dona da marca Havaianas, viu subir as vendas de sandálias, e em especial a versão Havaianas Fit, após a exibição do comercial que foi retirado do ar pela empresa e pela Almap depois que alguns reclamaram do filme. Os acessos ao site também subiram. Eram, em média, 4 mil diários, e depois do comercial ter sido retirado subiu para 18 mil acessos diários.

Os números não foram anunciados, mas segundo o Blog Primeiro Lugar, em uma das lojas da marca (Meggashop) as vendas do modelo Fit cresceram 50% após o comercial. De acordo com um gerente, o público de senhoras que procuraram por Havaianas aumentou, pois elas se identificaram com a vovó do comercial.

Não fosse a censura do politicamente correto cresceria ainda mais.





Sonhos e Pesadelos Olímpicos

1 10 2009

Nessa sexta, dia 2 de outubro, Chicago/EUA, Madrid/Espanha, Tóquio/Japão, e Rio de Janeiro/ Brasil, concorrem para receber os Jogos Olímpicos de 2016. A cerimônia do Comitê Olímpico Internacional ocorre em Copenhague na Dinamarca. Segundo especialistas e sites de apostas britânicos, as duas cidades favoritas são Rio e Chicago, pois a Europa  receberá a próxima Olimpíada, Londres, e a Ásia recebeu a última, Pequim- o que inviabilizaria a candidatura de Madrid  e Tóquio. Chicago pode sair na frente pois conta com o imenso poder do lóbi americano, mas segundo o próprio presidente do COI, Jacques Rogge, a cidade vencedora será escolhida por uma diferença pequena, de um ou dois votos.

aros-olimpicos

Madrid parece ser a candidatura que tem menos chance de ser a sede dos Jogos de 2016. Apesar da alta aceitação dos jogos pelos espanhóis (86% deles apóiam o projeto de Madrid, e apenas 2,8% rejeitam), boa parte das instalações já estão prontas (23 instalações das 33 propostas já existem), forte apoio do poder público no que se refere a financiamentos, e experiência de ter recebido uma Olimpíada, em 1992 em Barcelona, que foi muito bem avaliada, a cidade fatalmente perderá, pois há 60 anos não ocorrem duas edições de Jogos Olímpicos seguidas no mesmo continente (a última vez foi quando Helsinque sucedeu Londres).

Logo da candidatura de Madrid 2016. O slogan é Olá Todos.

Logo da candidatura de Madrid 2016. O slogan é "Olá Todos".

Já Tóquio não é apontada como uma das favoritas, pois, entre outros fatores, apenas 55% da população é a favor a realização dos Jogos. Mas ela tem um bom projeto, onde boa parte das instalações já está construída, e haverá a reutilização de espaços que serviram os Jogos de 1964 na cidade. Além disso,  a estrutura do evento estaria a um raio de apenas 8km do Estádio Olímpico, se dividindo em duas áreas, Zona da Baía de Tóquio e Zona Herança (referencia aos Jogos de 1964). Pesa para cidade também que ela é uma cidade segura, e tem um bom sistema de transportes.

Logo de Tóquio 2016. O slogan é Unindo nosso mundo

Logo de Tóquio 2016. O slogan é "Unindo nosso mundo"

Mapa das instalações de Tóquio e as duas zonas olímpicas

Mapa das instalações de Tóquio e as duas zonas olímpicas

A candidatura de Chicago recebeu um reforço do presidente dos EUA, Barack Obama- que fez carreira política na cidade -, que chega nessa sexta à Dinamarca e fará corpo a corpo com os membros eleitores do COI que decidirão a sede de 2016. Entre as vantagens da cidade, está o fato que grande parte dos patrocinadores dos Jogos serem americana, o McDonald’s por exemplo é de Chicago – só para lembrar Atlanta é a sede da Coca-Cola e foi sede dos Jogos de 1996. Entre outros fatores, há o compromisso do governo federal americano de financiar a segurança do evento. O que pesa contra: as arenas temporárias não foram bem vistas pelo COI, a má impressão que os Jogos de Atlanta causaram, crítica ao sistema público de transporte, entre outros. Mas a cidade é favorita a ser a campeã.

Logo de Chicago. Slogan da cidade é "Deixe a amizade brilhar"

Logo de Chicago. Slogan da cidade é "Deixe a amizade brilhar"

Pode ser que o Rio ganhe, segundo alguns especialistas, e algumas casas de apostas londrinas – onde o Rio ocupa a segunda posição atrás de Chicago. O que conta a favor da cidade é o forte apoio popular, com 84,5% a favor e apenas 4% contra, garantias públicas para o financiamento de obras e de eventual falta de recursos no orçamento, a Copa de 2014 pode acelerar alguns investimentos, entre outros. A Copa de 2014 também pode pesar contra, já que para o COI há um temor que a cidade não consiga atrair patrocinadores para os dois eventos. Outros pontos que pesam contra é violência, até os membros da campanha do Rio aceitam que é um problema. Além disso, a cidade precisa garantir uma operação de transporte, e faltam hotéis. Outro ponto negativo é que as obras públicas para os Jogos devem ser “cuidadosamente administradas e monitoradas“.

O logo da candidatura carioca. O slogan é "Viva sua Paixão"

O logo da candidatura carioca. O slogan é "Viva sua Paixão"

A escolha desse ano se tornou uma luta política, a maior desde a guerra fria, e já gerou troca de farpas entre as candidatas, com algumas cidades (Chicago e Madrid) acusando o Rio de não ter condições de receber os Jogos em 2016 – o que é proibido pelo COI.

É difícil apontar para uma cidade vencedora, mas e se o Rio perder? A cidade já tentou tantas vezes que parece que foi para a fase final por muito insistir, além de ter investido só nessa empreitada US$ 47 mi. Fora isso, o Rio já gastou tanto no Pan 2007 – só para lembrar, o orçamento apresentado era de R$ 400mi, e foram gastos R$ 4 bi – que tentar mais uma  é certo dinheiro desperdiçado. É bom recordar que caso a sede de 2016 seja em Tóquio ou Chicago, a Europa ganha força para sediar os Jogos de 2020, e Paris – que perdeu para Londres os Jogos de 2012 e não concorreu esse ano – e Madrid ganhariam força.

E se o Rio vencer, o que nós, brasileiros ganharíamos? Claro que vários empregos seriam criados, e claro que seria bom para a cidade, que desde que Brasília virou capital está em decadência, e para o Brasil, que se mostraria para o mundo de uma forma diferente. Mas o Brasil não está se preparando para organizar a Copa de 2014, pois vários estádios são apenas desenhos em papéis e vídeos bacanas. O país não está se preparando em termos de segurança – imaginem os americanos na Copa trazendo os próprios seguranças, seria uma vergonha -, não está preparando os voluntários que irão receber os visitantes. Não está fazendo nada, está só no discurso, e nas promessas. Se o Rio ganhar, ótimo, mas que se faça tudo de uma forma transparente, pois o que foi o Pan foi a maior palhaçada que esse país já viu.





Não Faça Isso

1 10 2009

O blog Resenha em 6 – que avalia CDs, DVDs, livros, shows, programas, bares, restaurantes, etc, em até seis linhas (daí o nome Resenha em 6) -, se envolveu em uma polêmica com o Boteco São Bento, que tem duas filiais em São Paulo, Itaim e Vila Madalena. O publicitário Raphael Quatrocci escreveu sobre o bar como sendo “caro, petiscos sem graça e, principalmente, garçons ultra-power-mega chatos“, além de ser o “pior bar do sistema solar” (para ler na integra o texto vá aqui).

chopp

Alguns comentários no post faziam outras acusações: “Já estive no bar e tb não gostei. Na unidade do Itaim, um amigo meu levou nada menos que uma coronhada com anuência e conivência do segurança, com quem o agressor batia amistoso papo antes da agressão. O chopp do São Bento é quente mesmo, o bar é caro mesmo e o serviço é ruim mesmo“, disse Diego Lima no comentário do post. O site Bluebus publicou um vídeo de um cliente que filmava no bar e foi agredido pelo gerente.

A resposta do bar foi péssima. Primeiro deixaram comentários no blog. Entre as piores declarações dos responsáveis pelo estabelecimento (pelo menos se dizendo deles) estão: “Estamos tomando as devidas providências em relação a esse blog” e “Obrigado pela divulgação gratuita. Com certeza não vai mudar em nada a frequencia no estabelecimento“. Depois emitiram uma notificação extrajudicial exigindo a retirada do texto sobre o bar no blog, dos comentários, e textos no Twitter em no máximo 24 horas, alegando, entre outras coisas, que sofreram prejuízo desde a postagem do texto em 20/09. O texto da ação pode ser lido aqui.

Os administradores do blog acharam melhor tirar o post do ar, mesmo sabendo que nãoestavam fazendo nada de errado. Escreve Fernando Bardô: “Ainda que com a consciência de não ter feito absolutamente nada de errado, não temos nenhuma intenção de entrar numa batalha jurídica – que, dependendo do caso, deve ser mais fácil de levar do que investir na qualidade do serviço“.

Se o publicitário Raphael Quatrocci escreveu um post dizendo que o bar é o “pior do sistema solar”, é porque teve motivo, por mais irônico e  ofensivo que ele possa ter sido em seu texto. Ao invés dessa reação, dos comentários (isso caso alguém da empresa) e da ação extrajudicial, a empresa que mantém o bar deveria procurar os responsáveis pelo blog e saber deles quais as queixas para melhorar o serviço, pois na Internet tudo é amplificado. Não dá para restringir as informações. O certo seria respeitar a opinião do autor do texto e melhorar o serviço. O que fizeram só faz piorar a situação deles. Até um boicote ao boteco foi sugerido.

Mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui aqui, aqui, aqui e aqui.





6 Razões Porque Empresas Ainda Temem Redes Sociais

25 09 2009

A revista americana Advertising Age (Ad Age) publicou em seu site uma lista de seis razões que deixam as empresas com medo de investir em mídia e comunidades sociais. A relação foi escrita por B.L. Ochman, presidente da Whatsnextonline.com.

social-mediaAbaixo a lista:

  • Funcionários irão perder tempo
  • Aqueles que não gostam da marca irão criticar
  • A empresa perderá o controle
  • É preciso um orçamento para a ação. Nada é de graça ou muito barato
  • Medo de ser processado
  • Medo de revelar segredos corporativos ou então alguma informação nas redes sociais pode afetar o preço das ações

Algumas análises dos itens:

  • Funcionários irão perder tempo

Os funcionários, na maioria das empresas, já perdem tempo com Twitter, Youtube, Orkut, blogs etc. – e há métodos de despistar o bloqueio da empresa -, as empresas tem que conviver com isso e saber usar esse fato em seu proveito;

  • Aqueles que não gostam da marca irão criticar

Já criticam, a desculpa é furada. Não entrar nas redes sociais só irá piorar. As empresas devem criar um canal de relacionamento com esse que não gostam de seus produtos, serviços ou marca, a fim de esclarecer quais as críticas, dúvidas, entre outros.

  • A empresa perderá o controle

Não dá para controlar o fluxo de informações na rede. Não entender isso só irá piorar. Exemplo: as gravadoras tentaram acabar com os downloads ilegais. Não só não conseguiram, como agora terão abraçar a Internet, pois as vendas de cds caem a cada dia.

  • É preciso um orçamento para a ação. Nada é de graça ou muito barato

Sim, é preciso investir. Está ocorrendo uma segmentação das mídias com a Internet – em alguns países como EUA e na Europa essa segmentação avança mais rapidamente. As empresas devem reorganizar suas verbas e investir em mídia social. Apesar de que segundo o blog do livro Blog Corporativo, “os gastos do marketing social são sempre pequenos comparados com outras formas de marketing“.

  • Medo de ser processado

Só serão se derem motivos.

  • Medo de revelar segredos corporativos ou então alguma informação nas redes sociais pode afetar o preço das ações

Os segredos estratégicos devem ser protegidos. Toda empresa que está nas redes sociais tem regras de usos para funcionários e sobre o que pode ser revelados. O autor do artigo diz que se as empresas não confiam nos funcionários para se comunicar com os clientes, elas (empresas) devem mudar as práticas de contratação e de treinamento, concordo.

As redes e mídias sociais podem inclusive serem usados em gestão de crise. Se a empresa se pronunciar de forma clara, direta e não mentir, ela pode sair com pouco ou nenhum dano de imagem. Exemplo: no caso Cicarelli X Youtube, no início de 2007, o Google (que havia comprado o site youtube.com no fim de 2006) não se pronunciou em seus vários blogs sobre o bloqueio do site. Se ele viesse a público e disse-se, entre outros, que: o Google Brasil não tinha nada haver com o bloqueio, pois toda a operação fica nos EUA; que estava buscando com a justiça e com o seu departamento jurídico uma saída para que os danos aos usuários fossem reduzidos, e que o site voltasse ao ar; que procurou os envolvidos na história para entrar em acordo, e brevemente o site voltaria ao ar. No entanto, nada foi feito, e os usuários ficaram por alguns dias sem os serviços do site.

A lista também foi publicada no blog da empresa (aqui). O artigo na Ad Age aqui, e a tradução aqui





Use o Twitter Para Promover Sua Marca

18 09 2009

Um levantamento da universidade americana de Pen State verificou que cerca de 20% dos tweets mencionam alguma marca ou produto. No estudo realizado com 500 mil tweets, mostrou que de cada cinco tweets, um mencionava uma marca ou produto, basicamente mídia espontânea.

Página inicial do Twitter

A pesquisa foi desenvolvida pelo IST (Information Sciences and Technology). Segundo o responsável pela pesquisa da universidade, Jim Jansen, “pessoas estão usando o Twitter para expressar suas reações, ambas positivas e negativas, assim como eles interagem com esses produtos e serviços”.

À medida que as pessoas usam, se expressão, e comentam sobre produto ou serviço cada vez mais no Twitter, não dá as empresas ignorarem o Twitter. Se os usuários elogiarem no site uma marca, a empresa pode, por exemplo, propagar isso. Caso seja uma crítica, a empresa entraria em contato com quem criticou. Mas ficar de fora do Twitter não pode ser uma opção.





A Ostalgie

22 08 2009

O Salão do Automóvel de Frankfurt desse ano pode ver a volta do Trabant como um carro elétrico pela empresa Herpa. O Trabi, chamado assim pelos alemães do leste, será um carro elétrico, com autonomia de cerca de 250 Km entre recargas, e terá um painel solar para captar energia. “O novo Trabant será um carro com muito estilo e história. Ele contará com um propulsor elétrico para seguir as tendências da indústria atual”, afirmou o porta-voz da Herpa, Daniel Stiegler.

Reprodução do novo Trabant

Reprodução do novo Trabant

O Trabant era um carro fabricado na Alemanha Oriental (RDA), entre 1957 a 1991, feito de plástico semelhante à fibra de vidro, e que não fazia mais do que 100km/h. Ele teve duas gerações, a primeira de 1957 a 1967 e a segunda de 1967 a 1991. Além disso, era uma máquina de poluir, tanto por fazer muito barulho, quanto por produzir uma grande quantidade de fumaça, segundo o site Brand Republic. Agora será um carro amigo do meio ambiente.

Primeira versão do Trabant

Primeira versão do Trabant

O relançamento do Trabi marca um novo capítulo do saudosismo da velha RDA, chamado Ostalgie, que é um neologismo alemão criado a partir das palavras Ost – leste – e Nostalgie – nostalgia. No começo da reunificação, todos os produtos do lado oriental sumiram das prateleiras, e foram substituídos por produtos ocidentais. Mas com o tempo alguns antigos habitantes do leste alemão sentiram falta dos velhos produtos. Hoje alguns deles voltaram às prateleiras, caso dos pepinos em conserva (Spreewald Gurken).

Bandeira da antiga Alemanha Oriental

Bandeira da antiga Alemanha Oriental

Mas a Ostalgie não se restringe à compra de produtos do bloco comunista, vai além. Em 2003, haviam quatro programas na TV alemã sobre a vida do outro lado do muro. Em 2005, um alemão chamado Thorsten Jahn “enlatou” o cheiro do Trabant, e vendia pela Internet por 3,98 euros (4,81 dólares). Ele disse que “queria preservar o passado de uma maneira original“.

Lata do cheiro do Trabi

Lata do cheiro do Trabi

Segundo o blog 4P da Exame, editado pelo jornalista Daniel Hessel, o filme Adeus Lênin deu origem à Ostalgie. Mas talvez ele fosse só o estopim. O problema foi que depois de uma década de reunificação, a Alemanha viveu uma época de crise de identidade e de desemprego, e o antes Estado repressor, virou uma lembrança de “bons tempos” para os antigos moradores da RDA.

Camisetas alusivas a antiga RDA

Camisetas alusivas a antiga RDA

De acordo com o site Deutsche Welle, o fato de “o cotidiano foi substituído de uma hora para outra: mercadorias, moeda, imprensa, valores — tudo vinha do Ocidente. As lembranças não tiveram tempo para empalidecer, precisaram ser apagadas. Não é, portanto, de se admirar que elas agora voltem à tona“.