A Apple Ficou Para Trás

26 10 2009

Na semana passada, a Microsoft (MS) lançou a nova versão do Windows, o Windows 7 (W7). Depois de ser criticada com o Windows Vista, a MS parece que acertou a mão na versão 7 do Windows – para o caderno Link do Estadão, a versão soa como um pedido de desculpa -, mesmo criando várias versões do sistema operacional. A Microsoft também deu continuidade à ótima campanha eu sou um PC (I’m A PC) criada pela Crispin Porter + Bogusky, com o conceito de colaboração e a assinatura: “I’m a PC and Windows 7 was my ideia” (“Eu sou um PC e o Windows 7 foi minha idéia“, em uma tradução livre).

Anuncios do novo Windows 7

Anúncios do novo Windows 7

Mas no lançamento da nova versão do Windows, a Apple, maior rival da MS, não poderia deixar de cutucar a concorrente. Em uma série de três novos comerciais da campanha ‘Get a Mac‘, a Apple provoca a Microsoft com as antigas deficiências do Windows. Entretanto a Apple insiste no mesmo modelo de comercial, com o mesmo fundo branco, com os mesmos atores – com o ator Justin Long no papel de Mac, e o ator e comediante John Hodgman (que se parece “um pouco” com Bill Gates)-, com as mesmas piadas prontas, a mesma música de fundo, e as mesmas comparações entre as concorrentes. Veja os filmes aqui, aqui e aqui.

Os comerciais em si são bons, mas a fórmula já cansou. A campanha já está há mais de três anos no ar, e não houve nenhuma mudança. Ela trouxe comerciais ótimos, irônicos na medida certa, e com comparações. A Apple poderia continuar com a campanha ‘Get a Mac’, mas deveria haver modificação.

A Apple na história sempre teve uma comunicação melhor que da Microsoft. Foi a Apple que fez o comercial, que todos acreditam ser, o melhor da história, no lançamento do Macintosh, no intervalo do Superbowl em 1984. Além de fazer a memorável campanha ‘Think Different‘, de 1997 – no retorno de Steve Jobs ao comando da empresa. Mas nos últimos anos insiste na fórmula da campanha ‘Get a Mac’.

Mas se não fosse a campanha ‘Get a Mac’, a MS, talvez, não teria feito a campanha ‘I’m a PC’. Essa campanha criada pela Crispin Porter + Bogusky começou fraca com Jerry Seinfeld e Bill Gates, mas a sua segunda fase foi primorosa, respondendo a altura as provocações da Apple. A MS no lançamento do W7 fez boas ações como a parceria no Japão com o Burger King, que lançou um lanche de 7 hambúrgueres, durante 7 dias.

Em termos de produto, a Apple é considerada melhor que a MS. Agora, se na comunicação (dos produtos Mac não do iPhone e iPod) a Apple ficou para trás. Está levando um banho da Microsoft, pois sua fórmula já está gasta, não há nada de novo. Ela deveria mudar logo de estratégia. A campanha ‘Get a Mac’ pode até ser boa para a Apple, mantendo as vendas em alta, mas ela logo vai estagnar se não mudar.





Havaianas e Sexo – II

8 10 2009

A Alpargatas, dona da marca Havaianas, viu subir as vendas de sandálias, e em especial a versão Havaianas Fit, após a exibição do comercial que foi retirado do ar pela empresa e pela Almap depois que alguns reclamaram do filme. Os acessos ao site também subiram. Eram, em média, 4 mil diários, e depois do comercial ter sido retirado subiu para 18 mil acessos diários.

Os números não foram anunciados, mas segundo o Blog Primeiro Lugar, em uma das lojas da marca (Meggashop) as vendas do modelo Fit cresceram 50% após o comercial. De acordo com um gerente, o público de senhoras que procuraram por Havaianas aumentou, pois elas se identificaram com a vovó do comercial.

Não fosse a censura do politicamente correto cresceria ainda mais.





6 Razões Porque Empresas Ainda Temem Redes Sociais

25 09 2009

A revista americana Advertising Age (Ad Age) publicou em seu site uma lista de seis razões que deixam as empresas com medo de investir em mídia e comunidades sociais. A relação foi escrita por B.L. Ochman, presidente da Whatsnextonline.com.

social-mediaAbaixo a lista:

  • Funcionários irão perder tempo
  • Aqueles que não gostam da marca irão criticar
  • A empresa perderá o controle
  • É preciso um orçamento para a ação. Nada é de graça ou muito barato
  • Medo de ser processado
  • Medo de revelar segredos corporativos ou então alguma informação nas redes sociais pode afetar o preço das ações

Algumas análises dos itens:

  • Funcionários irão perder tempo

Os funcionários, na maioria das empresas, já perdem tempo com Twitter, Youtube, Orkut, blogs etc. – e há métodos de despistar o bloqueio da empresa -, as empresas tem que conviver com isso e saber usar esse fato em seu proveito;

  • Aqueles que não gostam da marca irão criticar

Já criticam, a desculpa é furada. Não entrar nas redes sociais só irá piorar. As empresas devem criar um canal de relacionamento com esse que não gostam de seus produtos, serviços ou marca, a fim de esclarecer quais as críticas, dúvidas, entre outros.

  • A empresa perderá o controle

Não dá para controlar o fluxo de informações na rede. Não entender isso só irá piorar. Exemplo: as gravadoras tentaram acabar com os downloads ilegais. Não só não conseguiram, como agora terão abraçar a Internet, pois as vendas de cds caem a cada dia.

  • É preciso um orçamento para a ação. Nada é de graça ou muito barato

Sim, é preciso investir. Está ocorrendo uma segmentação das mídias com a Internet – em alguns países como EUA e na Europa essa segmentação avança mais rapidamente. As empresas devem reorganizar suas verbas e investir em mídia social. Apesar de que segundo o blog do livro Blog Corporativo, “os gastos do marketing social são sempre pequenos comparados com outras formas de marketing“.

  • Medo de ser processado

Só serão se derem motivos.

  • Medo de revelar segredos corporativos ou então alguma informação nas redes sociais pode afetar o preço das ações

Os segredos estratégicos devem ser protegidos. Toda empresa que está nas redes sociais tem regras de usos para funcionários e sobre o que pode ser revelados. O autor do artigo diz que se as empresas não confiam nos funcionários para se comunicar com os clientes, elas (empresas) devem mudar as práticas de contratação e de treinamento, concordo.

As redes e mídias sociais podem inclusive serem usados em gestão de crise. Se a empresa se pronunciar de forma clara, direta e não mentir, ela pode sair com pouco ou nenhum dano de imagem. Exemplo: no caso Cicarelli X Youtube, no início de 2007, o Google (que havia comprado o site youtube.com no fim de 2006) não se pronunciou em seus vários blogs sobre o bloqueio do site. Se ele viesse a público e disse-se, entre outros, que: o Google Brasil não tinha nada haver com o bloqueio, pois toda a operação fica nos EUA; que estava buscando com a justiça e com o seu departamento jurídico uma saída para que os danos aos usuários fossem reduzidos, e que o site voltasse ao ar; que procurou os envolvidos na história para entrar em acordo, e brevemente o site voltaria ao ar. No entanto, nada foi feito, e os usuários ficaram por alguns dias sem os serviços do site.

A lista também foi publicada no blog da empresa (aqui). O artigo na Ad Age aqui, e a tradução aqui





Havaianas e Sexo

23 09 2009

A Alpargatas, dona da marca Havaianas, retirou do ar seu último filme produzido após alguns telespectadores reclamarem. O comercial foi ambientado em um restaurante, entre uma avó e sua neta, e tem a presença do ator global Cauã Reymond – entretanto ele não tem nenhuma fala. O tema do filme gira em torno do que é atrasado (usar chinelo em restaurante no caso da avó) e o que é de vanguarda para diferentes gerações.

A grande polêmica do filme está relacionada à palavra sexo. Quando o ator Cauã Reymond entra no restaurante, a neta mostra para a avó. Ela diz à neta: “tinha que arrumar um rapaz assim“. A neta responde dizendo que “deve ser muito chato casar com famoso“, e a avó retruca afirmando: “Mas quem falou em casamento, eu estou falando em sexo“.

As críticas vieram de uma parte mais conservadora da audiência, que reclamou com agência da marca, Almap, com a própria Alpargatas, e com o CONAR (Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária). Por precaução, a Almap se antecipou à decisão do CONAR, e retirou do ar o filme, e colocou outro, dizendo: “Algumas pessoas reclamaram da propaganda das novas Havaianas Fit. Em respeito a elas, Havaianas decidiu tirar o comercial da TV. Por outro lado, algumas pessoas adoraram a propaganda. Em respeito a elas, Havaianas decidiu manter o comercial na internet. Democrático, né! Se você quiser assistir o comercial, entre no site“.

Alguns blogs acusaram a Almap de ação premeditada, para chamar a atenção da propaganda da Havaianas Fit. O que deve ter ocorrido foi que eles deixaram preparado um filme para caso das reclamações fossem muito grande (como foram). E mesmo se foi premeditada, a ação fez com que o filme fosse motivo de conversa entre amigos e colegas de trabalho.

Sobre as reclamações acerca do conteúdo do filme, bem, era óbvio que isso iria ocorrer. Nos últimos tempos vários comerciais para a TV foram alvo de grupos moralistas raivosos, e principalmente, os grupos politicamente corretos raivosos.

Repito aquilo que disse no dia 17/03/2009 sobre o comercial da Pepsico para Doritos: “Mais do que vender um produto, a propaganda também serve para divertir. O que vemos nos exemplos de Doritos e Peugeot, é uma histeria coletiva por nada. Não ataca em nada a “moral e os bons costumes”. Isso tudo, talvez, seja culpa do “politicamente correto”. Mas existe coisa muito mais forte na programação das TVs, como por exemplo, Zorra Total. No entanto, o programa esta há 10 anos no ar, e ninguém nunca fez nada.

Foi assim com Doritos, Peugeot, e agora com a Havaianas.O filme não tem nada de mais, uma parte da sociedade precisa parar de ser falso moralista e entender que esse tema é, e deve ser, recorrente entre famílias.O sexo deve ser discutido entre as pessoas, quanto mais se discutir  melhor, mais elas ficam informadas, e a propaganda é parte disso.





Um Tiro Na Testa – II

6 09 2009

Em maio, a Adidas fez uma festa em uma casa carioca com objetos nazistas. Até o azulejo da piscina era em forma de suástica (os dono da casa se defenderam dizendo que eram ornamentos gregos0. Agora foi a DM9 DDB, que fez um anúncio para a respeitada organização WWF do Brasil. Na peça, vários aviões vão em direção ao World Trade Center em Nova York. Ao lado do símbolo do WWF (o urso panda), o texto: “O tsunami matou 100 vezes mais pessoas que o 11 de setembro. O planeta é brutalmente poderoso. Respeite-o. Preserve-o”. Surgiu também um vídeo da campanha (a agência alegou, num primeiro momento, que não fez o filme, mas pediu para o Youtube retirar por o vídeo por violação de direito autoral). Depois, idas e vindas.

Anúncio da DM9 DDB para a WWF Brasil

Anúncio da DM9 DDB para a WWF Brasil

Depois que estourou na mídia, primeiro, a WWF disse que jamais viu e aprovou a peça, além de condená-la. A DM9 divulgou uma nota falando que: “O anúncio Tsunami para a WWF Brasil foi criado em dezembro de 2008. A agência se desculpa a todos que foram afetados ou ofendidos com o anúncio. Este anúncio nunca deveria ter sido feito e não retrata a filosofia desta agência“. A DM9 disse também que quem criou a peça.

Após as primeiras falas ambas divulgaram nota conjunta dizendo que “toda a história foi fruto da inexperiência dos profissionais envolvidos“. No dia 3/09/2009 o presidente da DM9 DDB, Sérgio Valente declarou que o anúncio nunca deveria ser feito,  que, de novo, o trabalho havia sido desenvolvido por um grupo de jovens talentos, e pedia mais uma vez desculpas. A DM9 também inscreveu a peça em pelo menos dois prêmios: em Cannes e One Show (onde ganhou).

A reação dos americanos foi raivosa. A mais forte foi do apresentador de um programa na NBC. O apresentador Keith Olbermann do programa Countdown de terça, dia 1º de setembro, afirmou que deseja que o presidente da DM9 “passe fome na rua“.

A DM9 não deveria mesmo ter feito esse anúncio e esse filme. Mexer com uma ferida que ainda não cicatrizou para os americanos é burrice. Ainda mais em tempos de internet onde não da para restringir a circulação de informação. Pelo menos a DM9 reconheceu que errou.

Veja o vídeo da campanha aqui.





TV Paga Não Aproveita Crescimento da Classe C

17 08 2009

Via m&m online:

A Agência Nacional do Cinema (Ancine) calcula que o alcance da TV por assinatura no Brasil está muito aquém do seu real potencial. Segundo Manoel Rangel, diretor-presidente da entidade, apesar do crescimento constante, o mercado ainda não encontrou a estratégica correta para se dar um salto quantitativo na base assinantes.

Ainda segundo o diretor-presidente da Ancine, “A inserção da classe C na base de assinantes tem que ser viabilizada, já que, em 2009, ela representa 48,37% dos domicílios do país”.  Ele vislumbra um mercado de cerca de 26,5 milhões de assinantes, ou cerca de 56,7% dos domicílios urbanos. O presidente da Ancine criticou ainda o preço dos pacotes: “Os preços (da TV por assinatura no Brasil) estão entre os mais caros do mundo. Os brasileiros têm uma oferta menor de canais e pagam mais por serviço similar em relação à Espanha, Portugal, Chile e Argentina

Ultimamente, as duas principais empresas de TV por assinatura do país, a Net e Sky, que detém 73% do mercado, estão investindo em alta definição (HD), e oferecem o serviço, prioritariamente, para assinantes.

No evento da ABTA 2009, o vice-presidente do Grupo Bandeirantes (que tem dois canais fechados, a Band News e Band Sports), Paulo Jafet criticou a estratégia das duas maiores empresas do setor que apostam na alta definição, “Acho que o consumidor iria preferir uma oferta mais barata de canais que coubesse no bolso dele (do que a alta definição). E (para as operadoras) seria mais interessante ir de 6,5 milhões de assinantes para 13 milhões do que entregar conteúdo em alta definição para 500 mil que já estavam na base de assinantes“, e completou, “O HD foi inventado pela indústria eletroeletrônica para renovar os parques de equipamentos saturados, e o público engoliu. Isso aumentou os custos de todos na cadeia, e o consumidor vai acabar pagando a conta“.

Hoje, o número de usuários gira em torno de 6,4 milhões, pouco para um país de 191,5 milhões de pessoas – só o Estado de São Paulo tem 41 milhões. Um aumento na base de assinantes seria benéfica para todos os envolvidos: consumidores, as operadoras (que terão mais clientes), e para os canais (que terão mais audiência, e assim teriam condições de aumentar o faturamento com publicidade).

As informações são do m&m online.

Mais sobre TV paga aqui e aqui.





Enquanto Todos Abrem o Conteúdo, News Corp Cobrará Pelo Acesso

6 08 2009

Via m&m Online:

Os dias de livre acesso às reportagens de grandes jornais, pelo menos daqueles que pertencem ao News Corp, parecem próximos do fim. Há algum tempo o bilionário dono do conglomerado Rupert Murdoch já havia declarado suas intenções de começar a cobrar pelo acesso ao conteúdo online de seus jornais, afinal, em sua análise, as pessoas achavam normal pagar por um carro, mas não achavam natural pagar pela informação.

News Corp tem entre outros negócios os estúdios 20th Century Fox, e os canais Fox

News Corp tem entre outros negócios os estúdios 20th Century Fox, e os canais Fox

Como o grupo teve uma queda nas receitas na ordem de 7,8%, Murdoch quer estancar as perdas cobrando pelas notícias nos sites de seus jornais. Segundo Murdoch, “Jornalismo de qualidade não é barato e o conteúdo tem custo, mas a revolução digital abriu muitos métodos de distribuição novos e baratos. Por isso, tencionamos cobrar por todos os nossos sites de notícias. Acredito que se tivermos sucesso, vamos ser seguidos por outras mídia“. Uma possível migração para a web dos leitores pode ser combatida com a cobrança de leitores para os sites dos jornais, segundo o australiano.

Estranho esse movimento da News Corp. A empresa também é dona dos Estúdios da 20th Century Fox, e dos canais Fox e Fox News, além da Sky. Quando o grupo do australiano Rupert Murdoch comprou o Wall Street Journal, o acesso a grande parte das matérias era restrito a assinantes, e o jornal ganhava dinheiro com o site. Mas manter um site tem custos e alguém tem que pagar por isso. Até agora os jornais não conseguiram ter lucro com seus sites. Em um ambiente de crise econômica, eles não podem perder dinheiro.





Citroën Faz 90 Anos; Chrysler Constrói Uma Nova Empresa

21 07 2009

A marca francesa de automóveis Citroën, que tem presença no país desde os anos 1990, comemora em 2009 90 anos, e para celebrar a data preparou vários eventos. A empresa criou um site, o 90.citroen.com., a marca criou uma promoção para 30 consumidores em diversos países, que irão à Paris, na sede da empresa, e ficarão hospedados uma noite na suite éphémère, espaço montado no último andar na sede da empresa. A empresa também irá expor em cada andar do prédio os principais carros que fizeram parte da história da Citroën.

Logo Citroen 90 anos

Logo Citroen 90 anos

No site 90.citroen.com, há dois vídeos. Um que explica a promoção (ou mais ou menos isso) em francês. No outro, um vídeo institucional, mostra imagens que marcaram a empresa, como quando a Citroën colocou seu logo e nome na Torre Eiffel, carros clássicos, além de carros novos e protótipos, mostrando que a empresa é uma criadora de tecnologia e está em constante evolução, o que casa com o seu slogan, Créative Technology.

Citroën na Torre Eiffel

Citroën na Torre Eiffel

No Brasil a Citroën aproveitou o ano da França no Brasil e criou um hotsite especial. Nele, símbolos da França tem suas histórias contadas, e relacionadas com uma inovação da marca. A marca também patrocina o a exposição Oui, Brasil.

Hotsite Citroën - Ano da França no Brasil

Hotsite Citroën - Ano da França no Brasil

A Chrysler no Brasil lançou um site, o Nós Construimos,  em que explica o que está acontecendo com a empresa, sua concordata e a parceria com a Fiat. Lá, a empresa esclarece que os produtos continuam  sendo vendidos, a garantia continua a ser de três anos com toda a manutenção que conta com mecânicos treinados, e que há peças de reposição dos produtos.

Site da Chryler que explica parceria com a Fiat

Site da Chryler que explica parceria com a Fiat

Enquanto Chrysler vem a público, e esclarece o que está havendo com a empresa – como a GM fez nos EUA – e a Citroën celebra seus 90 anos com vários eventos no mundo (principalmente na França), a Ford dorme no ponto, e faz apenas um selo comemorativo.





Tem Problema Esse Comercial Ir Para a TV?

19 07 2009

Teria algum problema se esse comercial fosse exibido em rede aberta?

Na Alemanha ele foi banido por razões óbvias. Não consegui mais informações do vídeo, nem sei se foi feito pela Coca da Alemanha.

Update: Um outro vídeo da mesma campanha também foi banido.

UpdateII: O vídeo é falso! O diretor do filme assume (aqui). Ele também, disse que a maioria dos que viram o filme são de Brasil, Alemanha e EUA.





Ford 90 Anos. E Só

16 07 2009

Em 1919 nascia, em um galpão, na Rua Florêncio de Abreu, em São Paulo a Ford do Brasil. 90 anos depois a empresa tem cerca de 10% de market share, sendo a 4ª montadora do país. No primeiro semestre de 2009 a empresa cresceu 18% na venda de carros – ficou atrás apenas da Toyota com crescimento de 20%.

Para comemorar, a empresa realizou um feirão entre  2 e 5 de julho, e lançou um selo comemorativo em alusão ao aniversário. Segundo Rogerio Golfarb, diretor de assuntos corporativos da empresa: “A proposta deste selo é ressaltar o momento especial da Ford brasileira. A figura traçada induz à longa trajetória da empresa, marcada por pioneirismo, sucesso e inovação”. No lançamento do selo, a empresa fez um histórico de sua atuação no país. E só.

Selo comemorativo dos 90 anos da empresa no país

Selo comemorativo dos 90 anos da empresa no país

Não lançaram um site comemorativo, uma linha do tempo da empresa, não fizeram campanha,  não fizeram nada. No aniversário de 80 anos da GM, a empresa de São Caetano do Sul fez um verdadeiro carnaval para comemorar a data. Fizeram informe publicitário em revistas de automóveis, filmes, site, tudo que se pode imaginar.

A Toyota no ano passado, quando completou 50 anos no Brasil, fez um site comemorativo com uma linha do tempo e notícias dos eventos de comemoração, história das duas fábricas do grupo no país, além de um filme e anúncios impressos.

Site em comemoração aos 50 anos da Toyota

Site em comemoração aos 50 anos da Toyota

A Ford foi a primeira montadora do país, como ela pode ficar parada e não lançar um mísero filme institucional? Uma data importante como esta. Com tantos concorrentes que chegaram dos anos 1990 para cá (vindos da Ásia e França), a data poderia mostrar a importância do país para a organização, e qual o seu compromisso com o Brasil. Mas a empresa ainda tem seis meses para corrigir o erro.