E não é que deu certo; ou como a Nissan faz para crescer.
Com uma avalanche de marcas que surgem de todos os países do mundo –a invasão agora é da China – o mercado brasileiro de carros está passando por transformações importantes. Mas para chamar a atenção do consumidor, não basta ter carros e preço competitivo. É preciso ser, de certa forma, ousado para conseguir “laçar” o cliente.
A Nissan conseguiu. Com uma estratégia que vai desde o corte de preço ao pagamento do IPVA e do emplacamento, a marca japonesa – com fábrica no Paraná – conseguiu crescer 54% as vendas no Brasil (reportagem da revista Exame de 23/02).
Mas são os anúncios que mais contribuíram para o aumento das vendas. Os comerciais atacam abertamente a concorrência. Primeiro foi com as minivans – com duas séries de comerciais, onde os alvos foram o Fiat Idea, Honda Fit e Chevrolet Meriva – , depois as picapes, da dupla sertaneja Railuque e Mailoque – estocada na Toyota Hilux e VW Amarok
Agora, depois de bater na Fiat, Honda, GM, Toyota e Volks, chegou a vez da Ford com o vídeo dos Rappers. No clipe, que passou ontem no Telecine, e está na Internet, dois “engenheiros” da marca americana cantam tirando uma com a cara dos consumidores que decidiram comprar um Ford Focus hatchback ao invés de um Nissan Tida.
Esse tipo de comercial é muito comum lá fora, principalmente nos EUA, onde a própria Nissan conseguiu crescer enchendo a Honda e a Toyota. Não por acaso, o responsável por essas campanhas nos EUA, é o atual CEO da Nissan no Brasil, o francês Christian Meunier.
O resultado nesses oito meses de campanha é um conhecimento maior do consumidor de que a marca Nissan existe, e o seu respectivo aumento. Mas esses comerciais são limitados. É preciso pensar nos outros P’s do marketing. A produção de carros da Nissan no país é limitada – divide uma fábrica de 60 mil carros/ ano com a Renault –, sua rede de concessionárias não chega à metade do que a Fiat, GM e VW tem, e falta um carro compacto para bater com o Uno e o Gol – isso vai acontecer esse ano com a importação do March vindo do México.


