Segundo reportagem do caderno Link do Estado de São Paulo dessa segunda dia 12/10/2009, os comentários no blog Resenha em 6 do post sobre o Boteco São Bento não era de autoria de ninguém da administração do bar. Alguém que se dizia da administração do bar fez ameaças veladas ao blog, que havia feito uma resenha do boteco em que criticava o atendimento do bar, e afirmou que “depois da Faixa de Gaza e do Acre, aquele era pior lugar do mundo para você ir com os amigos“, e também disse que o bar era “caro, petiscos sem graça e, principalmente, garçons ultra-power-mega chatos“.
Depois dos comentários de vários blogs saíram em defesa do Resenha em 6, e a discussão que era sobre o serviço do bar, se transformou em uma luta contra a censura, e a favor do direito à opinião, e o Link jogou na discussão o controle das redes sociais.
Segundo o gerente de marketing da casa, Jorge Príncipe, “Quando meu post (comentário) foi publicado, estava, claro, sem força diante do volume de mensagens e da repercussão“, e acrescentou: “Quando conseguimos monitorar a discussão o post já contava com mais de 220 comentários e, infelizmente, o falso dono foi mais rápido, gerando polêmica e conduzindo a discussão de forma errada e grosseira“.
Reter a informação na Internet é impossível. A China e outras ditaduras tentam há tempos bloquear conteúdo ‘indesejável’. O que aconteceu com o Boteco São Bento mostra que as empresas devem sempre monitorar suas marcas na Internet, principalmente em blogs, Twitter e rede sociais (Facebook, e Orkut principalmente). Se um blog, por exemplo, critica a uma marca, empresa, restaurante, cabe esse checar o porquê dessa crítica. Se demorar a entrar em contato, como nesse caso, pode ocorrer de alguém se dizendo da empresa fazer ameaças, mesmo que veladas, e causar um grande estrago para a marca.



