Twitter: Qual o Modelo de Negócio – II

28 11 2009

Hoje o site de microblog Twitter não tem nenhuma fonte de receita, se mantém com dinheiro de investidores. Na visita de Biz Stone, um dos criadores do site, ele disse que uma das formas que empresa estudava para angariar recursos era através da venda de serviços para usuários corporativos. Agora, segundo o blog Zeros e Uns da Exame, o Twitter pode ser pago para usuários não corporativos.

twitter

Twitter no Japão pode ser cobrado

A idéia é quem tem contas premium cobre entre 1,15 e 11,5 dólares de outros usuários do Twitter para que esses vejam suas atualizações de seus posts, imagens, vídeos e links. Isso no Japão, através da subsidiária Twicco, que tem certa liberdade – segundo a Exame essa subsidiária é comandada por um grupo de investidores chamado Digital Garage, e é praticamente uma divisão à parte do resto do mundo, e geralmente é usada como um grande laboratório. O pagamento seria feito através de cartões de crédito, cartões pré pagos, ou ter os valores debitados nas contas telefônicas. O Twitter ficaria com 30% das transações.

No Brasil não sei se pegaria. Os tweets no país são sobre links de blogs ou matérias de algum grande portal, além links para fotos e vídeos. Há também tweets reclamando com alguém (políticos, por exemplo), conversando com um amigo, entre outros. Se a intenção é se mostrar para o mundo, seguir e ser seguido (há a opção de bloquear os seguidores), não há motivo para se cobrar de alguém. E outra, se for pago ninguém vai mais usar o Twitter.

Página Inicial do Twicco, subsidiária do Twitter no Japão

O blog Brainstorm9 fez uma crítica dizendo “que por consequência do modelo comercial baseado em mídia, herança péssima do mercado de publicidade tradicional, a internet no Brasil ganhou essa cultura de que não se paga por conteúdo“. Ele também fala que “porque lentamente a maturidade do mercado externo valoriza o conteúdo, e também porque o modelo agência + BV é cada vez mais fadado ao abandono“.

Bom, a TV, o rádio, e boa parte das notícias na Internet são de graça por causa da propaganda. Nós não pagamos pelo conteúdo das rádios e das emissoras de TV aberta porque quem paga a conta é o anunciante, e nosso único dever é assistir os filmes e ouvir os spots e jingles. E graças à propaganda os jornais não custam R$ 50 a edição (que seria mensal e com duas folhas).

Concordo com o que ele  (quem assina o post é Rodrigo Zannin) fala sobre o modelo de agência. Esse modelo ainda não entrou em crise ainda aqui no Brasil muito por causa da Globo, que só aceita negociar com agências que sejam do modelo tradicional – com todos os departamentos: criação, atendimento/ planejamento, pesquisa, produção, etc. Entretanto com a crescente perda de audiência da TV aberta, esse modelo vai cair em desuso, e assim irão ganhar importâncias as boutiques de planejamentos, as hotshops de criação e os bureaus de mídia.





O Retorno dos Mortos Vivos

26 11 2009

Duas das mais tradicionais lojas de varejo do Brasil faliram nos fim dos anos 1990. O empresário Ricardo Mansur era dono da Mesbla e do Mappin, e as duas redes de lojas faliram em 1999 deixando vários funcionários sem emprego. Agora, uma delas voltará: a Mesbla.

Site da nova Mesbla

Mas não será aberta nenhuma loja física, como a que existia no Shopping Paulista antes da falência. Será inaugurado um site de venda destinado exclusivamente ao público feminino. Com o slogan “A loja da mulher pontocom” o site ainda não está aberto para o grande público. Segundo o m&monline o site está em testes com cerca de 75 mil consumidoras convidadas, e é tocado pela empresa Mercantil Brasileira, que assinou com Mansur um contrato de cessão.

A Mesbla abriu sua primeira loja em 1912 no Rio, até os anos 1997 era controlada pelo empresário André de Botton, que expandiu a empresa nos anos 1980, chegando a ter cerca de 180 lojas. Entretanto nos anos 1990, com o fim da inflação no país, a rede entrou em crise e foi vendida à Mansur, que não conseguiu reestruturar a cadeia de lojas, e, junto com o Mappin, faliu em julho de 1999.

O retorno da marca ao mercado é interessante. Ao invés de oferecer o que vendia quando era uma loja física, a empresa que administrará a empreitada irá focar em um único público – que subdivide em outros. Mas a marca saiu queimada da falência, mesmo depois de dez anos, não sei se as cicatrizes se fecharam. Entretanto é bom ter mais um player nesse mercado. Agora que a Mesbla voltará, pode ser que o Mappin também volte.





100 Melhores Álbuns da Década

24 11 2009

Fim de ano, e de década chegando, e as famosas listas com os melhores e piores sobre alguma coisa aparece. Dessa vez, o tradicional semanário britânico New Music Express (NME) listou os 100 melhores álbuns da década – que oficialmente acaba no ano que vem.

Capa do primeiro disco dos Strokes, que foram escolhidos como o melhor da década pelo NME

Apesar de ser uma publicação britânica, a revista escolheu o primeiro álbum dos americanos do The Strokes Is This It como o melhor da década. A lista se completa com várias bandas Indie Rock, como Arctic Monkeys, The White Stripes e Interpol. Há também nomes do Hip Hop como Jay Z e Outkast, e nomes consagrados de outros tempos como Johnny Cash. Abaixo a lista com os 50 melhores:

1. The Strokes – “Is This It”
2. The Libertines – “Up The Bracket”
3. Primal Scream – “Xtrmntr”
4. Arctic Monkeys – “Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not”
5. Yeah Yeah Yeahs – “Fever To Tell”
6. PJ Harvey – “Stories From the City, Stories From the Sea”
7. Arcade Fire – “Funeral”
8. Interpol – “Turn On The Bright Lights”
9. The Streets – “Original Pirate Material”
10. Radiohead – “In Rainbows”
11. At The Drive In – “Relationship Of Command”
12. LCD Soundsystem – “The Sound Of Silver”
13. The Shins – “Wincing The Night Away”
14. Radiohead – “Kid A”
15. Queens Of The Stone Age – “Songs For The Deaf”
16. The Streets – “A Grand Don’t Come For Free”
17. Sufjan Stevens – “Illinoise”
18. The White Stripes – “Elephant”
19. The White Stripes – “White Blood Cells”
20. Blur – “Think Tank”
21. The Coral – “The Coral”
22. Jay-Z – “The Blueprint”
23. Klaxons – “Myths Of The Near Future”
24. The Libertines – “The Libertines”
25. The Rapture – “Echoes”
26. Dizzee Rascal – “Boy in Da Corner”
27. Amy Winehouse – “Back To Black”
28. Johnny Cash – “Man Comes Around”
29. Super Furry Animals – “Rings Around The World”
30. Elbow – “Asleep In The Back”
31. Bright Eyes – “I’m Wide Awake, It’s Morning”
32. Yeah Yeah Yeahs – “Show Your Bones”
33. Arcade Fire – “Neon Bible”
34. Grandaddy – “The Sophtware Slump”
35. Babyshambles – “Down In Albion”
36. Spirtualized – “Let it Come Down”
37. The Knife – “Silent Shout”
38. Bloc Party – “Silent Alarm”
39. Crystal Castles – “Crystal Castles”
40. Ryan Adams – “Gold”
41. Wild Beasts – “Two Dancers”
42. Vampire Weekend – “Vampire Weekend”
43. Wilco – “Yankee Hotel Foxtrot”
44. Outkast – “Loveboxxx/The Love Below”
45. Avalanches – “Since I Left You”
46. The Delgados – “The Great Eastern”
47. Brendan Benson – “Lapalco”
48. The Walkmen – “Bows and Arrows”
49. Muse – “Absolution”
50. MIA – “Arular”

Como em todo tipo de lista, há sempre controvérsias.  Entre elas, cito uma, a de que não foi relacionado na lista nenhum álbum do The Killers – que vieram ao país recentemente. Nem Hot Fuss, nem Sam’s Town – os dois primeiros – não estão na relação de melhores. Mas isso é apenas minha opinião.





A Guerra das Cervejas

16 11 2009

Ambev (AB Inbev), Schincariol, Cervejaria Petrópolis e Femsa. Essas são as principais empresas cervejeiras do Brasil. A líder é a Ambev, que é dona das marcas Antarctica, Brahma, e Skol. É muito difícil competir contra a empresa, que surgiu da união da Brahma e Antarctica, pois ela concentra em suas mãos cerca de 70% do mercado de cervejas no país.

Na sexta, dia 13, a Femsa, dona da marca Kaiser, lançou uma campanha intitulada “O Teste das Cervejas”. Lançou um filme e um site, o testedascervejas.com.br. O Datafolha realizou uma pesquisa (auditada pela Ernst&Young) em nove capitais sobre qual a melhor cerveja para o entrevistado (2500 no total). A Kaiser ganhou com 20,1%, seguida da Skol (19,8%), Brahma (19,7%), Antarctica (19,4%), e Nova Schin (18,6%).

Como bem diz o vídeo, foi um empate técnico – não sei quanto é a margem de erro. A Ambev não gostou, e promete entrar na justiça e acionar o CONAR. A Ambev havia conseguido, antes da campanha entrar no ar, uma liminar que proibia a Femsa de divulgar os resultados de testes, mas a empresa de origem mexicana conseguiu reverter a situação, e cassou a liminar.

A Ação para a Kaiser não é nova. Há algum tempo a Femsa fez uma campanha de teste cego com dados de uma pesquisa encomendada pelo IBOPE, o Desafio Kaiser, que comprovava que os consumidores preferiram a Kaiser. Mas agora é diferente. A Kaiser ganhou, mas por uma diferença muito pequena, apenas 0,3% da Skol. E mesmo o site dessa campanha é confuso, só quem entende de pesquisa de marketing pode entender os dados.

A campanha prova que até agora ninguém conseguiu combater eficientemente a Ambev. Criada há dez anos, após a fusão da Companhia Antarctica Paulista com a Brahma, a Companhia de Bebidas das Américas (Ambev é a abreviação em inglês de American Beverage Company) domina o cenário de cervejas desde então, com suas três principais marcas Skol (líder de mercado), Brahma, e Antarctica.

Nenhuma empresa, até agora, conseguiu formular qualquer estratégia duradoura para conseguir tirar participação de qualquer marca da Ambev. Só a Nova Schin conseguiu por poucos meses subir para a terceira posição do ranking, entretanto isso foi em seu lançamento, e logo depois, ela caiu para quarto lugar, e não saiu de lá até agora.





Citroën Volta à Torre Eiffel

13 11 2009

No ano que comemora 90 anos, a marca de automóveis francesa Citroën volta a fazer uma ação na Torre Eifel, que também celebra uma data especial, seus 120 anos. Durante os anos de 1925 e 1934 a empresa colocou o seu nome na torre mais famosa do mundo.

Logo da Citroën na Torre Eiffel - 1925/ 1934

Desta vez a empresa fez parceria com a SETE (Société d’exploitation de la Tour Eiffel). Só que ao invés de colocar o logo da empresa de novo na torre, a Citroën instalou uma iluminação especial com as cores da empresa – Vermelho e Branco. A ação ocorre em conjunto com o lançamento do novo C3 na Europa. Segundo o blog Brainstorm9, que usou informações do blog Quietglove, a ação foi decepcionante. De acordo com ambos, não era possível determinar que aquilo era um evento patrocinado pela marca de automóveis criada por André Citroën. Para contornar o problema, a empresa recorreu a vídeos online e releases.

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Vista da nova iluminação da Torre Eiffel em um C3 da Citroën

Mais aqui e aqui





Palhaçada Tem Limite

9 11 2009

Eu não queria falar sobre o assunto. Mas depois que acordei nesse domingo e vi que a Universidade Bandeirante (Uniban) expulsou a aluna que foi à aula no dia 22/10 e foi humilhada, escorraçada, e linchada moralmente apenas por usar um vestido rosa curto, não tive como. A Universidade publicou um informe publicitário dizendo que, de acordo com as regra de seu Regulamento Interno (RI), estava:

  • Desligando a aluna Geisy Arruda por infringir a ética, a dignidade acadêmica e a moralidade
  • Suspendendo os alunos envolvidos no episódio, temporariamente, mas só os que foram identificados.

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Informe Publicitário da Uniban que comunica o desligamente da aluna do vestido curto

Bem, eu estudei no Mackenzie, me graduei em uma Universidade Presbiteriana, e já estudei em colégio católico (Colégio Marista Nossa Senhora da Glória, no Cambucí, que tem mais de 100 anos), ou seja, eu estudei em locais que teoricamente seriam mais tradicionais – leia-se moralista. Mas nunca, eu digo, nunca, onde estudei, vi nada parecido com o que ocorreu nessa Universidade e com essa aluna.

E olha que eu já vi muita coisa no Mackenzie, e ninguém fez nada. Mesmo em badalas nunca vi nada de mais também, e é bom lembrar que tem o componente álcool no meio em bares e danceterias – e seguranças para gentilmente apaziguar as coisas. Como bem disse Fausto Salvadori Filho, do Blog Boteco Sujo, “ela não vestia nada que já não pudesse ser usado nos anos 30“.

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Mulhures com minissaia observando a vitrine na década de 1930

E o pior é que esses alunos da Uniban não se arrependeram do que fizeram, e prometeram, no dia 31/10, que caso ela (a aluna) voltasse para a faculdade, ela seria hostilizada da mesma forma. Uma aluna de comunicação disse: ”Ela provocou, quis só aparecer“.  E outra disse também que ”foi só zoeira e o pessoal exagerou, mas ela mereceu“.

Imaginem uma dessas meninas trabalhando em uma agência de propaganda, com mulheres trajadas com blusas com decote que chega ao umbigo, microssaias e cintos maiores que a saia, com tatuagens e tudo mais. Será que elas “aguentariam”? Ou um cara que estuda engenharia que tentou “pegar” a aluna humilhada e não conseguiu, como que ele trabalharia com uma chefe mulher durona? Será que seriam bons profissionais? Como disse o Blog do Nassif, “Por causa dessa liberalidade excessiva, confundida com democratização do ensino, temos hoje no Brasil mais de 1.200 faculdades de direito, contra 182 nos EUA e temos no Brasil mais faculdades de medicina do que toda a Europa. Estamos enganando jovens e seus pais, formando falsos preparados para nada, uma legião de desempregados diplomados, na recente inscrição para emprego de garis no Rio se inscreveram 2.000 com curso superior“. Não à toa um das alunas ao Estadão que: “Como eu vou procurar emprego? Vão achar que eu ando sem roupa por aí“.

Pelo menos na Internet a revolta é geral, e já se abriu inquérito na Delegacia da Mulher e o MEC e a Secretaria da Mulher pediram explicações. Até o Suplicy (!) pediu explicações.

Um ponto levantado, agora no Blue Bus, é no quesito Universidade Popular. Disse o site que “O caso da moça da saia curta na Uniban, que culminou na surpreendente e absurda decisão da universidade de expulsar a aluna e apenas suspender os agressores, coloca em evidência o segmento das universidades populares, outro fenômeno criado pelo fortalecimento da Nova Classe Média Brasileira nos últimos anos“. E que ”Não surpreende, portanto, que o perfil do universitário brasileiro médio seja hoje bastante diferente do estereótipo ao qual nos acostumamos“.

Não é assim também, não se pode jogar tudo no mesmo balaio, mas não se pode generalizar. As Universidades para a Nova Classe média estão ai há um bom tempo, e é a primeira vez que isso ocorre, pelo menos é o primeiro que ouço falar.

Mas quais as verdadeiras razões que levaram a Uniban a expulsar a aluna Geisy? O poder econômico. Concordo com o que disse o Juliano Spyer no blog Talk.com: “Estamos todos entusiasmados para ver a Uniban ser apedrejada publicamente por uma atitude que, a princípio, a maior parte das empresas toma ou tomaria, que é: defender seus clientes e optar por ter menos dor de cabeça apostando que eventuais notícias negativas não se espalhariam”.

E a Universidade é uma empresa com fins lucrativos, ou seja, tem que proteger quem lhe dá lucro, nesse caso os alunos que se envolveram no episódio. Mas o problema é que antes de formar profissionais para a o mercado de trabalho, a Universidade deve sim é formar um cidadão, que será a elite pensante brasileira no futuro. Como podemos observar nesse caso essa elite será de vândalos, moralistas, acham que estão a cima da lei,  e que não sabem conviver com as diferenças.

E como esse profissional irá conviver com as diferenças?

Update: no fim da tarde de segunda, dia 09/11/2009, a Uniban voltou a traz e não irá mais expulsar a aluna Geisy.





Ménage à Trois na TV

7 11 2009

No dia que se celebra a queda do Muro de Berlim, dia nove desse mês, a série Gossip Girl transmitirá um novo episódio da temporada que estreou em setembro nos EUA, e para promovê-lo, o canal The CW criou um anúncio que sugere que a personagem principal, Serena, está em um ménage à trois, com o título “Every parent’s Nightmare” (O pesadelo de todos os pais, em uma tradução livre).

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Anúncio da série Gossip Girl

Não é preciso dizer que a peça gerou polêmica, ainda mais em um país moralista como os EUA. As críticas são principalmente em relação ao conteúdo da série, que é destinada a adolescentes. O Parents Television Council (conselho de pais para assuntos de TV) pediu para que o episódio não seja exibido pela rede CW.

Não há nada de errado nessa cena. Primeiro que é bem mais inocente que qualquer novela e filme de Hollywood. Segundo que há apenas mais uma pessoa na cena, que está à esquerda, e à direita está a mão dela. Isso é muito barulho por nada. O que esses pais querem, super proteger os filhos? Dependendo da idade, eles já fizeram o que está nessa cena há muito tempo.

No Brasil o seriado é exibido pelo Warner Chanel, canal 47 da Net São Paulo.

As informações são do m&m online.





Product Placement Fora do Filme

29 10 2009

No ótimo filme Distrito 9, os alienígenas – chamados pejorativamente no filme de ‘camarões’ – são viciados em uma ração para gatos. Uma lata daquelas pode deixá-los loucos. Para aproveitar isso, a marca de ração para gatos Lucky Pet fez uma ação de Product Placement nas salas de cinema que está em exibição o filme.

Ração de gatos: "adorada por gatos e outras criaturas"

Ração para gatos: "Amada pelos gatos e por outras criaturas"

Uma embalagem especial foi criada com a inscrição: “Loved by cats and other creatures” (“Amada pelos gatos e por outras criaturas” em uma tradução livre). Latas estão sendo distribuídas nos cinemas e vendidas por tempo limitado. Entretanto, a ação é apenas em território sul africano.

O filme é fantástico, e demorou para surgir uma marca para explorar o seu sucesso.

Mais aqui e aqui





Um Mascote Para 2014

28 10 2009

O criador da Turma da Mônica, Maurício de Souza, propôs a adoção do personagem Pelezinho como mascote da Copa do Mundo de 2014, que será no Brasil. A notícia surgiu ano passado, e apareceu de novo agora, no blog Primeiro Lugar da revista Exame. Segundo o blog, editado por Marcelo Onaga, Pelé e Maurício de Souza já teriam conversado, e estão dispostos a abrir mão de parte dos direitos autorais para que a Fifa adote o Pelezinho. A parte que caberia à Pelé e Maurício de Souza seria doada para instituições que trabalham com a formação esportiva de crianças carentes.

Pelezinho de Maurício de Souza pode ser o mascote da Copa do Brasil

Pelezinho, criado por Maurício de Souza, pode ser o mascote da Copa de 2014 no Brasil

O personagem foi criado por Maurício de Souza em 1976, e foi publicado pela Editora Abril por 10 anos. Um almanaque especial para a Copa da Itália de 1990 foi sua última publicação. Um outro jogador homenageado pelo criador da Turma da Mônica foi Ronaldinho Gaúcho em 2006. Diego Maradona quase teve sua turma, a Turma do Dieguito, mas como mudou muito de país em sua carreira (sem trocadilhos), o projeto se tornou inviável – é bom lembrar que Maradona se envolveu com cocaína, e não cairia bem um personagem infantil inspirado em um drogado.

Mascotes em Copas do Mundo começaram em 1966 na Copa da Inglaterra, o primeiro mascote foi Willie, um leão. Os mascotes da última Copa do Mundo na Alemanha foram Goleo VI e Pille, um leão e uma bola falante (?!), respectivamente. O mascote da próxima copa se chama Zakumi, e é um leopardo.

Zakumi será o mascote da Copa de 2010

Zakumi, o mascote da próxima Copa

Já houve Mascotes em Copas do Mundo de todos os tipos, de bola falante (2006) à  personagens abstratos (como das Copas da Ásia de 2002 e da Itália em 1990), passando por fruta (1982), pimenta (1986), personagens típicos dos países (1970, 1974 e 1974) e animais (1966, 1994, 1998, 2006 e 2010). Mas todos foram criados do zero, especialmente para as Copas. Se Maurício de Souza conseguir emplacar seu personagem, quebrará um paradigma, e homenageará o maior jogador de futebol de todos os tempos. Acho que será difícil, mas não custa tentar. Caso não seja escolhido seu personagem, que não se faça uma bizarrice abstrata, nem uma bola falante.

Para conhecer todos os mascotes das Copas clique aqui e aqui.





A Apple Ficou Para Trás

26 10 2009

Na semana passada, a Microsoft (MS) lançou a nova versão do Windows, o Windows 7 (W7). Depois de ser criticada com o Windows Vista, a MS parece que acertou a mão na versão 7 do Windows – para o caderno Link do Estadão, a versão soa como um pedido de desculpa -, mesmo criando várias versões do sistema operacional. A Microsoft também deu continuidade à ótima campanha eu sou um PC (I’m A PC) criada pela Crispin Porter + Bogusky, com o conceito de colaboração e a assinatura: “I’m a PC and Windows 7 was my ideia” (“Eu sou um PC e o Windows 7 foi minha idéia“, em uma tradução livre).

Anuncios do novo Windows 7

Anúncios do novo Windows 7

Mas no lançamento da nova versão do Windows, a Apple, maior rival da MS, não poderia deixar de cutucar a concorrente. Em uma série de três novos comerciais da campanha ‘Get a Mac‘, a Apple provoca a Microsoft com as antigas deficiências do Windows. Entretanto a Apple insiste no mesmo modelo de comercial, com o mesmo fundo branco, com os mesmos atores – com o ator Justin Long no papel de Mac, e o ator e comediante John Hodgman (que se parece “um pouco” com Bill Gates)-, com as mesmas piadas prontas, a mesma música de fundo, e as mesmas comparações entre as concorrentes. Veja os filmes aqui, aqui e aqui.

Os comerciais em si são bons, mas a fórmula já cansou. A campanha já está há mais de três anos no ar, e não houve nenhuma mudança. Ela trouxe comerciais ótimos, irônicos na medida certa, e com comparações. A Apple poderia continuar com a campanha ‘Get a Mac’, mas deveria haver modificação.

A Apple na história sempre teve uma comunicação melhor que da Microsoft. Foi a Apple que fez o comercial, que todos acreditam ser, o melhor da história, no lançamento do Macintosh, no intervalo do Superbowl em 1984. Além de fazer a memorável campanha ‘Think Different‘, de 1997 – no retorno de Steve Jobs ao comando da empresa. Mas nos últimos anos insiste na fórmula da campanha ‘Get a Mac’.

Mas se não fosse a campanha ‘Get a Mac’, a MS, talvez, não teria feito a campanha ‘I’m a PC’. Essa campanha criada pela Crispin Porter + Bogusky começou fraca com Jerry Seinfeld e Bill Gates, mas a sua segunda fase foi primorosa, respondendo a altura as provocações da Apple. A MS no lançamento do W7 fez boas ações como a parceria no Japão com o Burger King, que lançou um lanche de 7 hambúrgueres, durante 7 dias.

Em termos de produto, a Apple é considerada melhor que a MS. Agora, se na comunicação (dos produtos Mac não do iPhone e iPod) a Apple ficou para trás. Está levando um banho da Microsoft, pois sua fórmula já está gasta, não há nada de novo. Ela deveria mudar logo de estratégia. A campanha ‘Get a Mac’ pode até ser boa para a Apple, mantendo as vendas em alta, mas ela logo vai estagnar se não mudar.